Tecnologia

Diretor do Instituto Internacional de Física da UFRN apresenta projetos ao MCTI

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, recebeu nesta quarta-feira (6/8), em Brasília, o diretor do Instituto Internacional de Física (IIF) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Álvaro Ferraz Filho. O pesquisador apresentou um balanço da retomada da instituição após apoio do MCTI e do Ministério da Educação (MEC).

“Esse instituto foi apoiado generosamente pelo MCTI e pelo MEC. Em dezembro de 2024, nós recebemos apoio do ministério para retomar as atividades na área de fronteira da física teórica. O instituto promove conferencias internacionais e cooperações com outros países. Isso é muito importante, dá visibilidade à pesquisa do Brasil, o que a gente não pode abrir mão”, afirmou. 

O professor também compartilhou o projeto do IIF para a criação de uma escola para alunos do Ensino Médio com alto desempenho.

“A ideia é selecionar estudantes que tenham altas habilidades e colocá-los em contato com pesquisa de fronteira não só em física, mas outras disciplinas. A gente ofereceria os últimos dois anos de Ensino Médio para esses jovens e eles teriam, além da formação convencional, esse contato com cientistas e temas de fronteira para estimular o crescimento acadêmico para o futuro na universidade”, detalhou.

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A ministra Luciana Santos afirmou que instituições como a Ilum, escola de ensino superior do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), e o Impa Tech, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), são modelos para o projeto do IIF. Segundo a ministra, a atuação do instituto está alinhada a projetos do ministério, como o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). 

“Essa iniciativa dialoga com os programas do MCTI, como o PBIA, e os programas de capacitação. O Brasil, devido a sua diversidade, tem muitos talentos a revelar. Conte com a gente”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Tecnologia

Com apoio da Lei do Bem, Agrosystem desenvolve soluções de agricultura de precisão

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A Agrosystem foi a vencedora do 9º Prêmio Nacional de Inovação na categoria Lei do Bem – Média Empresa. Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o evento agraciou, pela primeira vez, projetos inovadores que utilizaram a Lei 11.196/2005, a principal política de incentivo ao investimento privado em pesquisa e desenvolvimento (PD&I) no Brasil.

Com sede em Ribeirão Preto (SP), a Agrosystem atua no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o agronegócio com foco na agricultura de precisão, automação, sensoriamento e conectividade para o plantio de grãos. 

O projeto premiado foi o Bolt, dosador de sementes 100% elétrico criado para elevar a precisão, autonomia e eficiência no plantio. A empresa começou a utilizar a Lei do Bem a partir de 2023, como parte de sua estratégia de PD&I para impulsionar o desenvolvimento de soluções de tecnologia para o campo.
“A Agrosystem nasceu como uma distribuidora de tecnologias para agricultura de precisão e foi pioneira na comercialização desse tipo de solução no Brasil. Ao longo de sua trajetória, a empresa foi ampliando sua atuação e consolidando sua presença no agronegócio, sempre conectada à evolução tecnológica do setor”, afirma Thiago Carvalho, CEO da Agrosystem.

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A empresa estima ter destinado mais de R$ 4 milhões à inovação usando a legislação. O instrumento também ajuda a mitigar riscos dos investimentos em pesquisa e compartilha esse esforço com o setor público.

Em março, o diretor de Engenharia e operações da Agrosystem, Arthur de Paula Ferreira, recebeu o prêmio de Inovação das mãos do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida.

“A Lei do Bem é um instrumento estratégico e fundamental para a Agrosystem. Entendemos que o instrumento gera um impacto sistêmico relevante, fortalecendo todo o ecossistema de inovação nacional, ao estimular o desenvolvimento tecnológico no setor privado, contribui para o aumento de produtividade, geração de valor e evolução tecnológica de segmentos estratégicos, como o agronegócio”, afirma Arthur Ferreira.

A empresa foi fundada em 1989 por Carlos Henrique Jacintho Andrade, filho de agricultores e engenheiro mecânico de formação. Atualmente, a companhia mantém 150 profissionais de diferentes áreas de formação, como engenharias, agronomia, administração e tecnologia da informação.

Lei do Bem

A criação da categoria Lei do Bem no Prêmio Nacional de Inovação é uma das iniciativas do MCTI para reforçar a visibilidade e o alcance da legislação. A Lei concede incentivos fiscais a empresas que investem em PD&I no Brasil. Em 2025 (dados do ano-base 2024), o instrumento alavancou R$ 51,6 bilhões em investimentos para PD&I por meio de 14 mil projetos. O MCTI é o responsável por reconhecer os projetos de inovação inscritos.

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Em celebração às duas décadas de Lei do Bem, o ministério promoveu um conjunto de iniciativas para acelerar a análise de projetos e facilitar a participação das empresas. Um dos exemplos é a parceria com a Embrapii para garantir tramitação simplificada para empresas que já tiveram projetos avaliados e aprovados por uma das instituições. Outra é a atualização da  página da Lei do Bem, que traz todas as informações para as empresas interessadas em usá-la. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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