Educação

MEC debate papel do Enem na avaliação da educação básica

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O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) se reuniram com secretários estaduais de educação e equipes técnicas das redes de ensino para discutir estratégias de engajamento no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltadas a estudantes concluintes. O encontro, realizado em Brasília, contou com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e enfocou também o novo papel do exame como parte da avaliação da educação básica brasileira.  

Regulamentado pelo Decreto nº 12.915/2026, o Enem passa a funcionar como um exame único, com três funções estruturantes: certificar a conclusão do ensino médio, organizar o ingresso à educação superior e avaliar a qualidade da educação básica em todo o território nacional, como parte do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A proposta reforça o caráter integrador do exame e amplia seu uso como instrumento estratégico da política educacional brasileira. 

“A gente sabe que o engajamento do Enem é muito maior que qualquer outra prova de avaliação do ensino médio. A nossa ideia é usar o Enem como a avaliação do Saeb ainda neste ano”, explicou o ministro da Educação, Leonardo Barchini. “Essa mudança no Saeb está em processo de evolução desde a década de 1990 e é algo invejável no mundo inteiro. A avaliação é uma parte muito importante para a construção e o planejamento das políticas educacionais”, completou. 

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Durante a reunião, o Inep apresentou estudos que demonstram a viabilidade da articulação entre o Enem e o Saeb e falou sobre a definição de padrões de desempenho associados às áreas de conhecimento. O objetivo é alinhar o exame às aprendizagens essenciais esperadas ao final da escolarização básica, fortalecendo a coerência entre currículo e avaliação, além de qualificar o uso dos resultados produzidos pelo Enem. 

A experiência prevista para 2026 tem caráter transitório. Os resultados dessa edição não serão utilizados para fins de financiamento da educação básica, notadamente o Fundeb, permanecendo como referência, para esse efeito, os resultados do Saeb de 2025. 

Ao promover o diálogo com as redes estaduais de ensino, o MEC reforça o papel do Enem como instrumento central de avaliação da qualidade da educação básica, além de fortalecer a articulação federativa necessária à implementação das mudanças previstas no novo marco normativo. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC lança guia para promoção do clima escolar positivo

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O Ministério da Educação (MEC) lançou o Clima Escolar Positivo: guia para o processo de melhoria contínua das escolas. O material busca fortalecer a convivência, a participação e a proteção nas escolas que ofertam os anos finais do ensino fundamental, destacando a importância do clima escolar e de ambientes acolhedores para a aprendizagem. O documento oferece subsídios práticos para as escolas realizarem diagnósticos sobre o clima escolar, planejarem ações e acompanharem processos de melhoria contínua. 

Segundo a diretora de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do MEC, Tereza Santos Farias, o material demonstra o compromisso da pasta com a promoção de ambientes escolares mais acolhedores e seguros. “Esse instrumento surge em resposta aos apontamentos feitos pelos mais de 2 milhões de jovens que participaram da Escuta Nacional das Adolescências. Eles nos disseram que as escolas devem cuidar e preocupar em organizar uma melhoria contínua dos processos de convivência. O guia, então, busca promover a convivência democrática entre os estudantes, baseada em empatia, participação e respeito a todas as diversidades”. 

Tereza explica que a adolescência é uma fase marcada por profundas transições, tanto físicas quanto psicológicas, e que as relações de convivência são fundamentais para garantir que os jovens possam atravessar o final da infância e chegar ao marco do desenvolvimento humano. Para a diretora, ao seguir as propostas do guia, as escolas poderão convidar seus estudantes a participarem da construção do ambiente, permitindo que expressem suas necessidades. 

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Elaborado no contexto do programa Escola das Adolescências, o material dialoga com outras iniciativas do MEC, como o Programa Escola que Protege e a Semana da Escuta das Adolescências, reforçando a centralidade das relações escolares para o desenvolvimento integral dos estudantes. O guia é resultado do trabalho colaborativo entre o MEC, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), redes de ensino e escolas de todo o país. A elaboração técnica e a pesquisa foram coordenadas pela Fundação Carlos Chagas (FCC), com apoio da Fundação Roberto Marinho, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Roda Educativa. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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