Educação

MEC apoia olimpíada de agropecuária com 200 estudantes

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Pela primeira vez na Região Nordeste, a Olimpíada Brasileira de Agropecuária (Obap), que conta com o apoio do Ministério da Educação (MEC), realiza a fase presencial da sua 14ª edição. A etapa acontece de 12 a 15 de agosto, nos campi Senhor do Bonfim, do Instituto Federal Baiano (IF Baiano); e Petrolina, do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE), reunindo mais de 200 competidores classificados na fase virtual da olimpíada aplicada em maio para quase 8 mil competidores de instituições de todos os estados do país.  

No total, 54 equipes competem na fase presencial. Elas são formadas por um orientador e três estudantes, distribuídos em duas modalidades: técnico integrado/concomitante; e técnico subsequente. Os competidores estão matriculados em cursos ligados à agropecuária e áreas afins, das redes públicas e privadas de ensino de 19 estados brasileiros, além de equipes da Colômbia, da Argentina e do Uruguai. O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, acompanhará o evento. A cerimônia de encerramento e premiação da Obap ocorre dia 14 de agosto, no campus Petrolina, do IFSertãoPE 

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Provas Os competidores terão um dia de prova, em que serão desafiados a resolver, individualmente e em equipe, atividades teóricas e práticas envolvendo regulagem e uso de maquinário e equipamentos agrícolas, simulação de técnicas de inseminação artificial, além de produção de insumos para o campo. Todas as provas acontecem no campus Senhor do Bonfim, do IF Baiano. Durante o evento, eles também participam de visitas técnicas e têm momentos de interação. 

Histórico A olimpíada é realizada pelo Instituto Federal do Sul de Minas (IFSULDEMINAS) desde 2011. A competição científica nacional é voltada para estudantes do curso técnico em agropecuária e demais cursos do eixo tecnológico Recursos Naturais. 

O principal objetivo da Obap é aprimorar o ensino público de nível técnico ligado à agropecuária e, assim, injetar no campo profissionais competentes que encontrem soluções sustentáveis e visionárias para os desafios contemporâneos que envolvam a sociedade e a natureza. Ao promover o contato dos competidores com o pensamento e as práticas inovadoras e tecnológicas voltadas para a produção agropecuária, a olimpíada também visa incentivar os jovens do ensino técnico a ingressarem nas carreiras docente e técnico-científicas ligadas às Ciências do Campo. Desde sua primeira edição, a fase presencial da Obap é realizada de forma itinerante. 

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Além do MEC, a edição deste ano também conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 
 

 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Alunos nota mil inspiram preparação para a redação do Enem 2026

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De Fortaleza (CE), Carlos Eduardo Gomes transformou a conquista da nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em oportunidade e orientação a outros estudantes. De Virginópolis (MG), Samille Leão reservava tempo para responder simulados e reproduzir, em casa, as condições do dia da prova. De Jaguaribe (CE), Elivandro Rodrigues, professor, participa do exame anualmente para compreender melhor os desafios enfrentados por seus alunos. Três trajetórias que podem inspirar quem se prepara para o Enem 2026. 

Esses caminhos se encontram na nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”, recém-divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O material explica os critérios de avaliação e apresenta redações de participantes da edição anterior, acompanhadas de comentários pedagógicos. 

Para Carlos Eduardo, o apoio da família foi decisivo na trajetória até a universidade e na realização do sonho de cursar medicina. “Sempre acreditaram muito em meu potencial de conseguir chegar em uma universidade, de cursar medicina, que sempre foi meu sonho”, conta, ao falar dos avós e das tias. 

A conquista também ampliou o alcance de um projeto de mentoria de redação que Carlos já desenvolvia. Assim, ele passou a atuar na preparação de quase uma centena de estudantes a partir de seu próprio projeto e a integrar uma iniciativa da Secretaria de Educação voltada a alunos do oitavo e do nono ano. “Antes, eu buscava me inspirar em outras histórias, outras trajetórias. E saber que hoje eu sou uma dessas inspirações é uma grande realização para mim”, afirma. 

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Na preparação de Samille, estudante de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os simulados tinham lugar na rotina, inclusive durante feriados e encontros de família. “Eu simulava como se fosse o dia do Enem”, lembra. Para manter a concentração, ela pedia que ninguém entrasse em seu quarto enquanto fazia a prova. 

Ao recordar o caminho até a nota máxima, Samille destaca a dedicação e a importância das relações pessoais durante os estudos. “O que eu gostaria que as pessoas lembrassem. quando elas conhecessem minha história. é que é possível, sim, realizar nossos sonhos com dedicação e paciência”, diz. 

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Elivandro Rodrigues encontrou no próprio exame uma forma de aprimorar o trabalho em sala de aula. A inspiração veio de uma professora de física que fazia o Enem todos os anos para orientar melhor os estudantes. “Meu propósito não é simplesmente tirar nota mil. Eu quero ajudar meus alunos”, explica. Para ele, analisar os próprios erros também ajuda a identificar dificuldades e a preparar os alunos para a prova. 

A nota máxima trouxe reconhecimento ao professor e abriu caminho para a criação de um espaço presencial de ensino em sua cidade. “Isso me abriu uma porta aqui na cidade para ter um local presencial, ter um reforço, ter um curso de redação”, relata.  

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As experiências dos três mostram como a prática, o apoio de outras pessoas e a reflexão sobre a aprendizagem podem fazer parte da preparação para a escrita. 

Cartilha – A relação entre conhecimento e argumentação recebe atenção especial na nova cartilha do MEC. O documento alerta para o uso do chamado “repertório de bolso”, ou seja, referências memorizadas e empregadas de forma genérica, sem conexão efetiva com a discussão. De acordo com a cartilha, inserir uma citação de maneira automática ou forçada pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos ao tema. 

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A orientação da cartilha é selecionar referências pertinentes e explicar como elas contribuem para o argumento. Livros, filmes, acontecimentos históricos e outros conhecimentos construídos ao longo da formação podem ser utilizados, desde que façam sentido no texto. 

Além disso, também há a recomendação de leitura cuidadosa da proposta e dos textos motivadores antes de definir o posicionamento que será defendido. 

Para ajudar os participantes a compreender essas exigências, o material detalha as cinco competências avaliadas: domínio da escrita formal da língua portuguesa; compreensão do tema e da estrutura dissertativo-argumentativa; organização de informações e argumentos; uso dos recursos linguísticos que conectam as ideias; e elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Cada competência pode receber até 200 pontos. 

Na cartilha, há uma seleção com redações de estudantes das cinco regiões do país que obtiveram boas notas no Enem 2025. Os comentários apontam como cada participante desenvolveu o tema, articulou o repertório e apresentou sua proposta de intervenção, oferecendo referências para a revisão e o aprimoramento da própria escrita. 

Também foram disponibilizadas versões com orientações específicas para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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