Educação

MEC autoriza início das obras do Centro de Convergência da Ufop

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O Ministério da Educação (MEC) autorizou, nesta quarta-feira, 11 de março, o início das obras de revitalização do Centro de Convergência da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), com investimento de R$ 29 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). A assinatura do termo de autorização foi feita pelo ministro da Educação, Camilo Santanae contou com a presença do reitor Luciano Campos da Silva. 

Ao autorizar investimentos para a revitalização da universidade, o ministro informou também que haverá reforço no quadro de pessoal. “Ontem, 10 de março, o Senado Federal aprovou a criação de quase 16 mil cargos de professores e técnicosadministrativos para as nossas universidades e institutos federais. O presidente Lula vai sancionar a medida. Com isso, vamos mandar mais cargos de professores e técnicos aqui para a Ufop”, celebrou. 

Na ocasião, Santana ressaltou, ainda, que o dia anterior também foi histórico, porque foi aprovado o fim da lista tríplice nas universidades federais. “Reitor eleito agora será reitor empossado e nomeado nas nossas universidades federais”, pontuou. 

Entre as melhorias para a instituição, o ministro acrescentou que serão destinados recursos para a construção de novos espaços acadêmicos e para o fortalecimento da assistência estudantil. “Em acordo com a Diocese de Mariana, após questões judiciais, foi solicitada a construção de uma biblioteca e de um auditório para a universidade. Vamos liberar R$ 15 milhões para essas infraestruturas. Além disso, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), do MEC, vai garantir mais R$ 3 milhões para a assistência estudantil dos alunos da universidade”, enfatizou. 

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A obra prevê a reforma completa do edifício localizado no campus Ouro Preto – Morro do Cruzeiro. Construído no início da década de 1970, o prédio passará por uma revitalização que permitirá melhor distribuição dos espaços, modernização das instalações elétricas e hidráulicas, bem como melhorias nas condições de ventilação e iluminação, com maior eficiência no uso de energia. Entre as medidas previstas estão a instalação de sistemas fotovoltaicos para captação de energia solar, cobertura verde sobre a passarela externa, reservatório para aproveitamento de água da chuva e brises nas fachadas para controle térmico e luminoso. 

Com área total de 4.512 metros quadrados, o espaço revitalizado concentrará setores administrativos e acadêmicos da universidade, incluindo pró-reitorias e áreas de atendimento aos estudantes. A obra beneficiará mais de 11 mil alunos, cerca de 700 técnicosadministrativos e mais de mil docentes da instituição. A previsão é que os trabalhos tenham início em abril de 2026 e sejam concluídos em aproximadamente 780 dias, com entrega estimada para junho de 2028. 

O reitor da Ufop, Luciano Campos, agradeceu a parceria com o governo federal. “A obra vai trazer melhorias para nossos servidores técnicos e administrativos, que são as pessoas que mais utilizam esse espaço, além de docentes e estudantes”, pontuou. 

Ufop  A revitalização do Centro de Convergência faz parte de um conjunto de investimentos do Novo PAC na universidade para melhoria da infraestrutura dos campi. Além da obra em Ouro Preto, o programa destinou recursos para a construção de estruturas acadêmicas no Campus João Monlevade, com investimentos de R$ 3 milhões. 

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O Novo PAC também financiou a implementação, nesta gestão, do Campus Ipatinga com recursos que somam R$ 60 milhões. A unidade foi credenciada pelo MEC em novembro de 2025 e iniciará suas atividades acadêmicas em 30 de março de 2026, com o curso de pedagogia, oferecendo 100 vagas anuais nos turnos vespertino e noturno. As atividades funcionarão de forma provisória na Escola Municipal Padre Cícero de Castro, espaço cedido pela prefeitura local enquanto a sede definitiva do campus é construída. A expectativa é de que, futuramente, a unidade também passe a ofertar os cursos de direito e medicina. 

Além disso, o MEC lançou, ainda durante a agenda do ministro na cidade nesta quarta-feira (11), a pedra fundamental do Hospital Universitário de Mariana (HU-Ufop). A unidade receberá investimento de R$ 228,5 milhões, provenientes do Acordo do Rio Doce, e será gerida pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). 

Criada em 1969, a Ufop está presente em Ouro Preto, Mariana, João Monlevade e Ipatinga. A instituição oferta 56 cursos de graduação a quase 12 mil estudantes matriculados, além de 35 programas de pós-graduação para mais de 2,2 mil estudantes. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)  

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Como escolas e famílias formam novos leitores

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A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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