Educação

MEC autoriza obras do campus Goiana do IFPE

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Nesta quarta-feira, 27 de agosto, o ministro da Educação, Camilo Santana, assinou o termo de início de execução das obras do novo campus Goiana, do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e conheceu o projeto de engenharia do novo campus Recife – Centro (IFPE). As unidades integram a expansão dos mais de 100 novos campi de Institutos Federais pelo Brasil. Cada um tem investimento de R$ 25 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

Durante a agenda em Recife (PE), o ministro também recebeu a Medalha Massangana, outorgada pela Fundação Joaquim Nabuco a personalidades e instituições que contribuem significativamente para a educação, a cultura, a ciência e a vida pública do Brasil. Durante a cerimônia da medalha, o ministro anunciou um concurso público para 92 vagas na Fundaj e mais de R$ 8 milhões para uma nova exposição no Museu do Homem do Nordeste. Santana ainda visita o Complexo da Mangabeira e anuncia o início da licitação do segundo Complexo Educacional do Recife – Complexo da Várzea.

IFPE – Do total investido para cada campus do IFPE, R$ 15 milhões são destinados à construção e R$ 10 milhões à aquisição de equipamentos. As obras do campus Goiana serão iniciadas em breve, com previsão de conclusão entre 9 e 12 meses após a data de início da construção. Já as obras do campus Recife – Centro aguardam a entrega do projeto de reforma do prédio tombado por parte da Prefeitura do Recife.

Além dessas duas unidades em implantação, o IFPE tem mais dois novos campi no plano de expansão: Santa Cruz do Capibaribe e Bezerros. O Novo PAC prevê também a criação de novas unidades do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE), em Águas Belas e Araripina, totalizando seis novos campi de instituto federal em Pernambuco.

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O Novo PAC destina, ainda, R$ 52 milhões para a melhoria da infraestrutura dos campi do IFPE existentes. Desse montante, o MEC já repassou R$ 17,4 milhões à instituição. O investimento contempla a construção de 10 restaurantes estudantis, biblioteca e sedes próprias da reitoria e do campus Olinda, dentre outras ações.

Atualmente, o IFPE conta com 16 campi, que ofertam 235 cursos para 27.454 estudantes matriculados e têm em seu quadro de profissionais 1.204 docentes, além de 902 técnicos administrativos em educação.

Novo PAC – A soma dos recursos do Novo PAC investidos em Pernambuco chega a R$ 1,5 bilhão. Além do orçamento destinado a ações de consolidação e expansão da educação profissional e tecnológica, no valor de R$ 221,8 milhões, serão contempladas outras etapas e modalidades de educação. A educação superior recebe um aporte R$ 263,2 milhões, também para consolidação e expansão de campi na região. Ao total, as obras do Novo PAC em institutos e universidades federais de Pernambuco irão beneficiar 23 municípios. E para a educação básica, estão sendo repassados R$ 1 bilhão, que possibilitarão a construção de 45 escolas de tempo integral e 130 creches, além da compra de 162 ônibus, beneficiando 165 cidades.

Complexos Educacionais – Construído em 2024, o Complexo Educacional da Mangabeira foi inaugurado em fevereiro de 2025. Com a obra, a unidade foi ampliada de 12 para 20 salas de aula e hoje passa a oferecer turmas em tempo integral, atendendo 970 estudantes. O complexo é a maior escola da rede municipal de Recife e atende desde o berçário, passando por toda a educação infantil (creche e pré-escola) e ensino fundamental (1º ao 9º ano). Sua composição conta com Creche Escola da Mangabeira, Escola Municipal de Tempo Integral da Mangabeira e quadra poliesportiva.

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Entre 2023 e 2025, o MEC investiu R$ 49,3 mil no complexo por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola, voltado para iniciativas como: Escolas Conectadas, Escola e Comunidade, Cantinho da Leitura, entre outros.

O segundo complexo educacional do Recife a ser construído é o Complexo da Várzea, que prevê a entrega de uma escola de tempo integral e uma creche de educação infantil. A escola de tempo integral contará com 18 salas de aula. A unidade terá um investimento total de R$ 11,4 milhões, dos quais R$ 10,2 milhões serão repassados pelo MEC, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A escola pretende atender a demanda de expansão de novas vagas de 558 alunos e atenderá crianças de 6 a 14 anos. Já a creche está em processo de licitação das obras. A unidade pretende beneficiar 262 crianças com idade entre 3 e 5 anos, com um investimento de R$ 5,9 milhões, dos quais R$ 5,3 milhões serão repassados pelo FNDE e R$ 590,4 mil, pelo estado.

Resumo | Mais educação para Pernambuco

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da Secretaria de Educação Básica, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Aberta adesão ao programa Escola Nacional de Hip-Hop

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Com o objetivo de promover a cultura do hip-hop como um instrumento didático-pedagógico nos currículos da educação básica, o Ministério da Educação (MEC) abriu a adesão ao programa Escola Nacional de Hip-Hop. As redes de ensino estaduais, municipais e do Distrito Federal podem formalizar a participação no programa até o dia 30 de junho, no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (Simec), por meio da assinatura do termo de adesão. 

Instituído por meio da Portaria nº 297/2026, o programa nacional faz parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq). O MEC investirá R$ 50 milhões entre 2026 e 2027 para realizar ações de inovação no ensino, além de formação continuada de professores e gestores, bem como produção e difusão de materiais de apoio.  

O programa tem como objetivos principais realizar a integração da cultura do hip-hop como instrumento didático-pedagógico; fomentar o protagonismo juvenil nas redes; contribuir para o enfrentamento das desigualdades educacionais; e fortalecer as leis que tornam obrigatório o ensino de histórias e culturas afro-brasileiras, africanas e indígenas na educação básica. Para sua construção, foram ouvidos representantes do movimento hip-hop de todos os estados e do Distrito Federal em reuniões técnicas realizadas ao longo de 2026. 

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A implementação da política será operacionalizada por meio de ações integradas nos seguintes eixos estruturantes: coordenação federativa; formação; materiais de apoio; e difusão, reconhecimento e valorização de saberes. Para garantir o bom funcionamento das etapas e dos processos, o programa será formado por coordenação nacional de gestão, coordenadores estaduais de gestão, agentes de governança educacionais territoriais e agentes estudantis e territoriais de hip-hop

Pneerq – A Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, instituída pela Portaria nº 470/2024,objetiva implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola.  

São compromissos dessa política: estruturar um sistema de metas e monitoramento; assegurar a implementação do art. 26-A da Lei nº 9.394/1996; formar profissionais da educação para gestão e docência no âmbito da educação para as relações étnico-raciais (Erer) e da educação escolar quilombola (EEQ); induzir a construção de capacidades institucionais para a condução das políticas de Erer e EEQ nos entes federados; reconhecer avanços institucionais de práticas educacionais antirracistas; contribuir para a superação das desigualdades étnico-raciais na educação brasileira; consolidar a modalidade educação escolar quilombola, com implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs); e implementar protocolos de prevenção e resposta ao racismo nas escolas (públicas e privadas) e nas instituições de educação superior.  

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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