Educação

MEC autoriza obras no Hospital Universitário da UFJF

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O Ministério da Educação (MEC) assinou, nesta segunda-feira, 16 de março, a retomada das obras do Hospital Universitário (HU-UFJF), que será construído com investimento de R$ 214,9 milhões, recursos provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), sob a gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Durante a agenda, a comitiva da pasta também visitou a reitoria da UFJF e a unidade de imagens do hospital.   

“A retomada de uma obra desse tamanho exigiu uma série de estudos, desde a avaliação da estrutura física da edificação, para saber se já havia algum prejuízo, até a análise das necessidades médicas da população e dos futuros profissionais da universidade”, afirmou o ministro da Educação, Camilo Santana. “A retomada está na fase de limpeza da área e, após a conclusão, a unidade terá 310 leitos, sendo 85 de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O hospital fica localizado em uma região estratégica, facilitando o acesso de todos ao espaço. Lembrando que é um hospital 100% SUS [Sistema Único de Saúde], um hospital de ensino para formação médica, de profissionais da saúde, além de ser um hospital de pesquisa”, disse Santana. 

O ministro ainda informou que todo o recurso para a retomada da obra do hospital já foi descentralizado para a Ebserh. “Então não há a possibilidade de descontinuidade. Essa obra ficou parada por muitos anos e, por determinação do presidente Lula, nenhuma obra pode ficar inacabada neste país”, afirmou. 

A reitora da universidade, Girlene Alves, comemorou o aporte do MEC e destacou como esse investimento irá melhorar a saúde da população. “A UFJF é uma das universidades que mais recebeu recursos do Novo PAC, o que vem trazendo grande retorno para a educação superior da região. O aporte para o hospital é fundamental, não só a construção de uma nova unidade de saúde para melhor atender à população, mas também para garantir a formação de profissionais para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para assegurar a compra de materiais e equipamentos necessários para o ensino”, completou. 

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O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, comentou sobre os deslizamentos e enchentes que afetaram Minas Gerais neste mês e sobre a retomada das obras. “Foram perdas materiais e afetivas grandes e temos a oportunidade, neste momento tão difícil pelo qual a cidade passa, de anunciar a retomadas das obras do hospital. A obra estava parada há 11 anos, mas a sua elaboração remonta há quase 18 anos, então ele já não estava mais de acordo com as necessidades da região. Após o fim das obras, teremos uma unidade com uma grande capacidade de produção e de atendimentos de altíssima complexidade, cumprindo com o papel que a universidade deve ter na formação e como unidade do SUS”, finalizou. 

A estrutura do hospital irá ampliar e qualificar o ensino em saúde em Juiz de Fora e região, com a previsão de triplicar o número de residentes formados por ano nos 29 programas de residência médica e cinco de residência uni e multiprofissional de saúde ofertados pela instituição. Em meados de 2023, foi realizada a contratação de um novo projeto de arquitetura e levantamento das condições das estruturas existentes, já que a construção estava paralisada há mais de dez anos. 

A nova unidade terá capacidade para triplicar o número de leitos ofertados atualmente, beneficiando, com assistência de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os quase dois milhões de habitantes dos 94 municípios da macrorregião de Juiz de Fora. No total, a estrutura contará com 310 leitos, dez salas cirúrgicas, quatro salas obstétricas e duas salas de hemodinâmica, além Centro de Diagnóstico por Imagem, ressonância magnética, tomografia, raio X, mamografia, ultrassonografia, Laboratório de Análises Clínicas e Agência Transfusional. 

O projeto inclui, ainda, a criação de novos serviços, tais como Maternidade e Centro de Parto Normal Intra-hospitalar, UTI Neonatal, Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo) e Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (UCINCa), UTI Pediátrica, Centro de Referência de Alta Complexidade Cardiovascular, Unidade Coronariana (UCO) Tipo II, Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia, Transplante de Córnea/Esclera, Fígado e Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) com Hematologia. 

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UFJF – A Universidade Federal de Juiz de Fora foi fundada em 1960, como a segunda instituição de ensino superior pública do interior do país, após a agregação de estabelecimentos de Ensino Superior de Juiz de Fora, reconhecidos e federalizados. Atualmente, a UFJF tem campi em Juiz de Fora e em Governador Valadares, onde cerca de 26 mil alunos participam dos mais de 90 cursos de graduação e dos 46 programas de pós-graduação. 

Investimentos – Por meio do Novo PAC, até 2027, o MEC e a Ebserh investirão R$ 1,75 bilhão para a expansão e consolidação de hospitais universitários em todo o país. O objetivo é adequar e modernizar toda a rede hospital administrada pela Ebserh, reforçando o compromisso da estatal na qualificação das unidades de saúde e na melhoria do atendimento à população. 

Agenda – À tarde, a comitiva do MEC visitará a Universidade Federal de Viçosa (UFV), também em Minas Gerais. Na ocasião, Santana assinará autorização para oferta do curso de medicina do Campus Rio Paranaíba (UFV). A agenda também contará com visita às obras em andamento no Campus Viçosa, que contam com investimentos de R$ 32 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC); ao Data Center, ao Alojamento Estudantil; e o Departamento de Tecnologia de Alimentos (DTA) da UFV. 

Resumo | Mais educação para Minas Gerais 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da UFJF 

Foto: Bruna Araújo/MEC 

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Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC participa do lançamento da Rádio IFRN

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) participou do lançamento da Rádio IFRN (frequência FM 95,3), vinculada ao Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). A nova emissora pública iniciou oficialmente suas transmissões na última sexta-feira (12), em solenidade realizada no Centro de Tecnologia e Cultura (CTC) Luzia Vieira de França, em Natal (RN). 

A Rádio IFRN nasce com a missão de fortalecer a comunicação pública e ampliar o acesso da população a conteúdos educativos, culturais, científicos e de cidadania. A iniciativa resulta de uma parceria entre o MEC, o instituto e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). 

Segundo o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, a iniciativa fortalece a identidade territorial e amplia a circulação de conteúdos educativos nacionais. “Agora, o Rio Grande do Norte faz parte de um seleto grupo de rádios educativas que poderá reproduzir conteúdo também nacionalmente. Então, existe a relação territorial, de estar demonstrando a função desses projetos de ensino, pesquisa e extensão que acontecem no IFRN, mas também conteudista nacional. Eu acho que esse é o ponto central, levar boa informação, como tem de ser”, disse. 

Expansão da comunicação pública – A implantação da rádio integra o projeto de expansão da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). Em dezembro de 2023, o IFRN e outros 15 institutos federais firmaram acordo de cooperação com a EBC para a criação de 49 novas emissoras FM educativas, em diferentes regiões do país. 

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Durante a cerimônia de inauguração, o reitor do IFRN, o professor José Arnóbio, destacou a importância da emissora para aproximar ainda mais a instituição da sociedade. 

“Com a chegada da rádio, vamos nos aproximar cada vez mais da sociedade. É um canal direto com tudo o que é feito no ensino, na pesquisa e na extensão. O que é desenvolvido nos 22 campi do IFRN e nos três novos campi que estão chegando. Será um espaço com programação nacional e local, de modo a valorizar a cultura regional”, afirmou. 

A gerente da Rede Nacional de Comunicação Pública de Rádio da EBC, Luciana Moreno, ressaltou o papel da emissora na divulgação do conhecimento produzido pelo Instituto. 

Programação voltada à educação, cultura e cidadania – A Rádio IFRN FM contará com produção local e também retransmitirá conteúdos da Rádio Nacional e da Rádio MEC, emissoras públicas integrantes do sistema de comunicação da EBC. A programação reunirá conteúdos educativos, culturais, científicos e institucionais, além de abrir espaço para temas relacionados à cidadania e ao desenvolvimento regional. 

A expectativa é que o sinal alcance mais de 1,4 milhão de habitantes em 28 municípios potiguares, cobrindo uma área com raio aproximado de 80 quilômetros a partir da capital. 

Formação e oportunidades para estudantes – A coordenadora da emissora, a professora Edivânia Duarte, destacou que a rádio representa uma importante conquista para o estado. 

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A nova emissora também abre oportunidades para a formação prática de estudantes. Integrante da equipe da Rádio IFRN, o estudante Erick Santana, do curso técnico em Multimídia do Campus Natal-Centro Histórico, comemorou a participação no projeto. 

“Despertei o interesse pelo rádio graças à professora Edivânia, quando fui bolsista no projeto Rádio Roca. Foi uma experiência muito prazerosa, e agora estou ainda mais feliz por participar da inauguração e integrar a equipe da Rádio IFRN. Me sinto muito confiante para começar essa nova etapa da minha carreira”, relatou. 
Investimento e alcance regional – Para viabilizar a entrada da Rádio IFRN no ar, foram investidos R$ 1,2 milhão pelo Ministério da Educação, por meio da Setec. A EBC ofereceu apoio técnico ao projeto, incluindo estudos de engenharia e articulação junto ao Ministério das Comunicações e à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

Com a nova emissora, o IFRN amplia sua presença junto à sociedade potiguar, fortalecendo a divulgação das ações de ensino, pesquisa e extensão e contribuindo para a democratização do acesso à informação de interesse público. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do IFRN e da EBC 

Fonte: Ministério da Educação

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