Educação

MEC, CNJ e CNMP firmam acordo de educação cidadã e sustentável

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O Ministério da Educação (MEC), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) assinaram, nesta terça-feira, 16 de setembro, o acordo de cooperação técnica para a implementação do Programa de Educação para a Cidadania e para a Sustentabilidade, que foi instituído pela Portaria nº 642/2025.  

O Programa será implementado pelo MEC, em articulação com os estados, o Distrito Federal e os municípios, por meio de estratégias organizadas a partir dos eixos: Governança Interfederativa e Articulação nos Territórios; Orientação Curricular e Formação de Profissionais de Educação; e Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Boas Práticas. 

“É um orgulho para o MEC firmar o acordo de cooperação técnica do Programa de Educação para a Cidadania e para a Sustentabilidade com o Conselho Nacional de Justiça e com o Conselho Nacional do Ministério Público. O acordo leva nosso projeto de formação de estudantes e professores ainda mais longe!”, afirmou o ministro da Educação, Camilo Santana. 

O acordo é uma das estratégias de apoio e fortalecimento da Política de Educação para Cidadania e para a Sustentabilidade do MEC e propõe a criação de cursos de capacitação, trilhas de aprendizagem, projetos escolares, oficinas pedagógicas e materiais didáticos, como videoaulas, com o objetivo de fortalecer a educação cidadã. 

Além disso, pretende-se qualificar profissionais do Ministério Público e do Poder Judiciário para que atuem como disseminadores dessa iniciativa, promovendo palestras e encontros com a comunidade escolar em instituições públicas de ensino. 

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O público-alvo da cooperação abrange estudantes, profissionais da educação básica, comunidade escolar de escolas públicas das redes estaduais e municipais de educação e membros de todos os ramos e unidades do Ministério Público, assim como de toda a magistratura nacional. 

Além do ministro Camilo Santana, estiveram presentes na solenidade o presidente do CNJ e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso; o subprocurador-geral da República, Adonis de Sá; o conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Fabrício Castro; e a secretária-geral do CNJ, Adriana Cruz. 

Programa – O Programa de Educação para a Cidadania e para a Sustentabilidade visa promover ações destinadas ao fortalecimento e à consolidação de esforços e iniciativas de educação para a cidadania e para a sustentabilidade em contexto escolar, ao longo de toda a educação básica, na perspectiva de assegurar a implementação dos temas transversais contemporâneos, expressos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). 

O objetivo do programa é coordenar e articular iniciativas dos entes federativos voltadas ao fortalecimento das práticas pedagógicas, de gestão escolar e educacional na área de cidadania e sustentabilidade, alinhadas aos temas contemporâneos da BNCC, além de promover a aprendizagem e o desenvolvimento integral dos estudantes, estimulando capacidades para o exercício pleno, autônomo, responsável e solidário da cidadania na vida democrática. 

A adesão ao programa é voluntária e feita por meio de termo assinado pelo chefe do Executivo local ou representante. Ao aderir, os entes federativos assumem responsabilidades, como indicar um coordenador técnico, compartilhar dados com o MEC, elaborar plano de trabalho voltado à educação para a cidadania e a sustentabilidade e mobilizar profissionais da rede de ensino para participar de ações de formação e troca de boas práticas. 

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Os entes que aderiram ao programa serão responsáveis por desenvolver as ações necessárias para que suas escolas tenham acesso aos documentos e aos materiais definidos nas estratégias previstas. 

A educação para a cidadania e para a sustentabilidade refere-se ao conjunto planejado e intencional de práticas pedagógicas de caráter interdisciplinar e transversal no currículo e de ações de gestão escolar e educacional que contribuem para o desenvolvimento integral dos educandos, assegurando aprendizagens que lhes permitam ampliar e aprofundar diversas capacidades, como compreender e valorizar os fundamentos do Estado Democrático de Direito, o sufrágio universal e o pluralismo de ideias; respeitar a diversidade humana e os direitos de grupos sociais historicamente vulneráveis; promover a participação social e política e o fortalecimento dos movimentos sociais; desenvolver consciência crítica sobre sustentabilidade e meio ambiente; e analisar de forma responsável o impacto das tecnologias digitais, incluindo a inteligência artificial, na cidadania e na democracia. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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Prouni 2026: inscrições prorrogadas até domingo (12/7)

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As inscrições do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o segundo semestre do ano foram prorrogadas até domingo, 12 de julho. Para participar, os estudantes devem se inscrever gratuitamente no Portal Acesso Único ao Ensino Superior, até as 23h59 (horário de Brasília). Os demais prazos do cronograma não foram alterados – o resultado da primeira chamada será divulgado na quarta-feira, 15 de julho, e no dia 5 de agosto será a vez da segunda chamada.  

Confira o cronograma completo do Prouni 2/2026: 

Inscrições: 7 a 12 de julho 

Resultado da 1ª chamada: 15 de julho    

Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 1ª chamada: 15 a 24 de julho 

Resultado da 2ª chamada: 5 de agosto 

Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 2ª chamada: 5 a 14 de agosto 

Lista de espera: 26 e 27 de agosto 

Resultado da lista de espera: 1º de setembro 

Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro. 

Bolsas – Nesta edição, são ofertadas mais de 471,3 mil bolsas de estudo em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas de educação superior, localizadas em todos os estados e no Distrito Federal. A consulta de todas as bolsas ofertadas continua disponível na página do Prouni. Ela pode ser feita por curso, instituição de ensino ou município.   

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Do total de bolsas ofertadas, 219.725 são integrais, cobrindo todo o valor da mensalidade, e 251.579 são parciais, arcando com 50% do valor do curso. O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos. Para pessoas com deficiência, são ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas, são 188.880; e para a ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas de estudo. 

O curso com o maior número de bolsas ofertadas em todo o país é análise de desenvolvimento de sistemas, com 31.221 bolsas. Em seguida estão administração, com 30.893 bolsas, e ciências contábeis, com 27.029. Para o curso de medicina, o programa oferta 1.018 bolsas. São Paulo lidera a lista com a maior quantidade de vagas, com 91.699 oportunidades, seguido por Minas Gerais (59.297), Bahia (34.155), Rio Grande do Sul (31.101) e Paraná (29.397). 

Critérios – Para se inscrever basta ter participado de uma das duas últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ou seja, de 2024 e/ou 2025, ter atingido uma média de pelo menos 450 pontos nas cinco provas do exame e não ter zerado a redação. Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será utilizada a edição do Enem em que o estudante obteve a melhor média. O edital veda a inscrição para quem declarou ter participado na condição de treineiro, ou seja, quem participou do exame visando à autoavaliação, antes ou depois de concluir o ensino médio. 

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A comprovação da renda familiar declarada na inscrição é necessária para a obtenção da bolsa. Para a bolsa integral, o limite de renda familiar per capita é de 1,5 salário mínimo, e para a bolsa parcial, a renda familiar é de até 3 salários mínimos. 

Prouni – Criado em 2004 e instituído pela Lei nº 11.096/2005, o Programa Universidade para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. O Prouni ocorre duas vezes ao ano e tem como público-alvo o estudante sem diploma de nível superior.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)  

Fonte: Ministério da Educação

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