Educação

MEC debate plano estratégico para a primeira infância em BH

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Nesta quinta-feira, 28 de agosto, o ministro da Educação, Camilo Santana, apresentou ações do Ministério da Educação (MEC) voltadas à educação infantil no 2º Encontro Nacional da Primeira Infância (ENAPI), que ocorre em Belo Horizonte (MG). Entre as iniciativas está o investimento de mais de R$ 17 bilhões por meio do Novo Plano de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) Seleções; o Pacto pela Retomada de Obras da Educação Básica; o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada; os programas Escola em Tempo Integral e Escolas Conectadas; a implementação de políticas transversais de equidade e inclusão educacional; o programa Mais professores para o Brasil; e a Política Nacional Integrada para a Primeira Infância (PNIPI), lançada neste mês de agosto pelo governo federal e coordenada pelo MEC.  

A PNIPI visa à proteção, ao desenvolvimento integral e ao pleno exercício dos direitos das crianças pequenas e é desenvolvida em articulação com os demais entes federativos — estados, municípios e Distrito Federal. O objetivo é integrar, de forma coordenada e intersetorial, as políticas públicas voltadas à primeira infância, contemplando áreas como saúde, educação, assistência social, cultura, direitos humanos, justiça, habitação e igualdade racial. A política atende a primeira infância em sua diversidade e considera as interseccionalidades socioeconômicas, territoriais e regionais, étnico-raciais, de gênero e de deficiência. 

“Nós já estamos preparando o planejamento estratégico da política, que será assinado agora no início de setembro, e vamos conversar com os prefeitos e com os governadores para coordená-la localmente”, adiantou o ministro da Educação, Camilo Santana. 

O ministro explicou que a PNIPI é composta por cinco eixos estruturantes: Viver com Direitos, ações de responsabilidade do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania; Viver com Educação, do MEC; Viver com Saúde, do Ministério da Saúde; Viver com Dignidade, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; e ações de integração de informações e comunicação com as famílias, através do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. 

Novo PAC Seleções – Com foco em garantir mais educação básica para a primeira infância, o MEC investiu no primeiro edital do Novo PAC Seleções R$12,69 bilhões, direcionados à contratação de 1.178 creches e pré-escolas, para atender 110 mil crianças. Além disso, também contratou 684 escolas em tempo integral, beneficiando 119 mil estudantes, e comprou 1.500 novos ônibus escolares. No segundo edital, foram R$ 2,32 bilhões para 505 novas creches e pré-escolas e aquisição de mil ônibus escolares. Entre 2023 e 2024, também foram investidos, pelo Novo PAC Seleções, R$ 1,7 bilhão para a conclusão de 1.383 obras que geraram 244 mil novas vagas nas redes de ensino.  

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Retomada de Obras – Em 2023, no início desta gestão do MEC, a educação brasileira tinha 3.784 obras paralisadas, aptas para serem retomadas. Por meio do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação Básica, 2.463 já foram aprovadas para serem retomadas e concluídas. A previsão de investimento é de R$ 4,1 bilhões. A iniciativa vai gerar mais de um milhão de novas vagas nas redes de ensino.  

“Quando chegamos ao MEC, eu fiz uma visita à Marajó, no município de Bagre, e havia uma creche lá que a obra estava parada há 10 anos — era a primeira creche pública do município. Voltamos lá esse ano para inaugurá-la. A obra foi retomada, concluída e entregue depois de 10 anos”, contou Camilo. “É preciso terminar o que está parado”, defendeu. 

Quando chegamos ao MEC, eu fiz uma visita à Marajó e havia uma creche lá que a obra estava parada há 10 anos — era a primeira creche pública do município de Bagre. Voltamos lá esse ano para inaugurá-la. A obra foi retomada, concluída e entregue depois de 10 anos.” Camilo Santana, ministro da Educação 

Alfabetização – Além disso, o MEC já investiu, de 2023 a 2025, R$ 1,4 bilhão no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), que teve adesão de 99% dos entes federados (26 estados, o Distrito Federal e 5.562 municípios). A política visa garantir o direito à alfabetização das crianças brasileiras até o final do 2º ano do ensino fundamental e foca a recuperação das aprendizagens das crianças do 3º, 4º e 5º ano afetadas pela pandemia. Atualmente, a iniciativa conta com participação de 7,2 mil articuladores bolsistas, que prestam apoio técnico às secretarias de Educação na implementação das políticas de alfabetização locais. 

Tempo Integral – Com o propósito de fomentar a criação de matrículas em tempo integral (igual ou superior a 7h diárias ou 35h semanais) em todas as etapas e modalidades da educação básica, o MEC criou o Programa Escola em Tempo Integral. A política aumentou de 17% para 90% a quantidade de entes com políticas de ampliação da jornada de tempo escolar, na perspectiva da educação integral. Para isso, foram investidos, entre 2023 e 2024, R$ 4,07 bilhões, gerando 965 mil novas matrículas no primeiro ciclo (2023-2024); e 942 mil novas matrículas pactuadas no segundo ciclo (2024-2025). 

Escolas Conectadas – Além disso, o MEC também investe na conectividade das escolas, por meio da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), que já beneficiou mais de 110 mil escolas.  

Outros avanços – Com foco na melhoria da qualidade do ensino, o MEC atualizou os Parâmetros de Qualidade da Educação Infantil, que visam informar os sistemas de ensino com padrões de referência de organização, gestão e funcionamento das instituições em todo o território nacional. A pasta também aumentou em 39% o orçamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae); em 50% do transporte aquaviário dentro do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate); ampliou o Programa Caminho da Escola, com previsão de R$ 1,5 bilhão em investimentos no transporte escolar até 2026; e ampliou o Programa Nacional do Livro Didático, para beneficiar bibliotecas públicas e comunitárias.  

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Equidade – O MEC conta ainda com diversas políticas transversais de promoção à equidade educacional, como a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), que teve adesão de todos os estados e de 97,3% de dos municípios. O objetivo é implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola.  

Por meio da Pneerq, o MEC reajustou em 35% o valor per capita para oferta da alimentação escolar em escolas quilombolas; e aumentou de R$ 3.700 pra R$ 5.550 o valor por aluno no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Básico Escolas Quilombolas. A previsão é que o MEC invista R$ 2 bilhõesna Pneerq até 2027. 

E com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI), o MEC reafirma o compromisso expresso na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006) de que a educação escolar se faz na convivência entre todas as pessoas.  

A pasta também aumentou em 40% o multiplicador do valor por aluno de todas as etapas e tipos de ensino para matrículas indígenas e quilombolas, bem como em 15% a mais do valor por aluno para matrículas do campo. 

Mais professores – Os professores da educação infantil também são foco da valorização docente do MEC, por meio do programa Mais Professores para o Brasil, que reconhece o papel central dos docentes no processo de aprendizagem dos estudantes e no sucesso das políticas educacionais. A iniciativa tem um investimento previsto de R$ 1,6 bilhão até 2026 e beneficiará mais de 2,3 mil professores. O objetivo é fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério, proporcionando-lhes recursos e oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo, por meio de ações como: Prova Nacional Docente, Pé-de-Meia Licenciaturas, Bolsa Mais Professores, Portal para Apoio à Formação Continuada dos Professores e Ações de Valorização dos Professores.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Grupos do PET são orientados sobre uso de recursos

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Durante o webinário, realizado nesta quarta-feira, 3 de junho, grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) foram orientados sobre os pagamentos e o uso de recursos do programa. O encontro, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Banco do Brasil (BB) e Comissão de Prestação de Contas do PET, apresentou as etapas de operacionalização e os procedimentos necessários ao sistema, a fim de ajudar as instituições de ensino superior, as pró-reitorias responsáveis pelo PET e os professores tutores quanto à correta utilização dos recursos. A transmissão está disponível no canal do MEC no YouTube e contou com mais de 400 pessoas acompanhando ao vivo, somando os participantes da live e da plataforma de vídeo. A disponibilização na plataforma do YouTube permitirá que as orientações possam ser revistas pelas instituições, pelos tutores e pelos integrantes da comunidade PET sempre que necessário. 

“Essa gestão tem um profundo reconhecimento pelo PET e sabemos da importância que o programa tem para o processo de formação dos estudantes e de integração de ensino, pesquisa e extensão”, afirmou o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus Vinicius David. “Por conta disso, e respondendo a uma demanda antiga das instituições, nos esforçamos muito neste ano para adiantar o pagamento de custeio do programa, que será feito ainda neste mês, garantindo que as equipes tenham tempo hábil para executar efetivamente os recursos do programa”, anunciou. 

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O webinário contou com a participação dos coordenadores de grupos do PET de várias regiões do Brasil. Na ocasião, foi divulgado o calendário de homologação do custeio pelas instituições e abordados temas como o envio das informações ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); a disponibilização dos valores por meio do Cartão-Pesquisador; as regras para uso dos recursos; as principais vedações previstas na regulamentação; e os cuidados necessários para a futura prestação de contas. 

Durante o encontro, as equipes esclareceram dúvidas sobre a data real do crédito, comprovada por extrato bancário, que funciona como marco inicial para a utilização dos recursos. Para auxiliar os grupos, o MEC também criou um FAQ com respostas às dúvidas mais comuns sobre o custeio do PET.  

Orçamento – Para 2026, está prevista a distribuição de R$ 7,4 milhões em recursos de custeio a 881 grupos do PET em todo o país. A ação integra o esforço do MEC em garantir a liberação dos recursos ainda no primeiro semestre do ano, fortalecendo o planejamento para as ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pelos grupos. 

O custeio deve ser aplicado integralmente nas atividades dos grupos PET, observadas as finalidades previstas na Resolução CD/FNDE nº 36/2013, que estabeleceu os procedimentos para creditar os valores destinados ao custeio das atividades dos grupos aos respectivos professores tutores. A sua utilização só é permitida após a efetivação do crédito no Cartão-Pesquisador.  

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PET – O Programa de Educação Tutorial, criado pela Lei nº 11.180/2005 e regulamentado pela Portaria nº 976/2010, com alterações da Portaria nº 343/2013, fomenta grupos de aprendizagem tutorial. A ação é realizada por meio da concessão de bolsas de iniciação científica a estudantes de graduação, e bolsas de tutoria a professores tutores. O programa contribui para a formação de futuros professores e pesquisadores, visando à qualidade da formação universitária e à consolidação do tripé ensino, pesquisa e extensão nas instituições de educação superior. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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