Educação

MEC e Saúde instituem Política de Residências no SUS

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O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Saúde (MS) instituíram, por meio da Portaria Interministerial nº 8.995, a Política Nacional de Residências em Saúde (PNRS), publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 1º de dezembro. A iniciativa estabelece um marco regulatório para orientar a formação especializada em saúde em todo o país, alinhando programas de residência às necessidades, prioridades e políticas do Sistema Único de Saúde (SUS).

A PNRS define que as residências devem fortalecer o SUS por meio da educação pelo trabalho, com programas estruturados sob responsabilidade de instituições de ensino e de saúde. Entre os princípios da nova política estão a equidade territorial, a integralidade do cuidado, a interprofissionalidade e a segurança do paciente.

Segundo o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David, a política é um aceno importante no sentido do avanço da formação de profissionais no Brasil. “A PNRS reafirma o compromisso do MEC com uma formação especializada integrada ao SUS, mais alinhada às necessidades reais da população e com foco na qualidade dos cenários de prática e na valorização de residentes e preceptores”, destacou.

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A implementação da PNRS envolve atuação conjunta do MEC e do MS. Entre as competências compartilhadas estão a articulação entre instituições de ensino e serviços de saúde; o apoio à qualificação dos programas; o planejamento do financiamento de bolsas e incentivos; e o monitoramento da política.

Diretrizes e objetivos – Entre as diretrizes estabelecidas, a PNRS reconhece as residências como modelo de referência para formação especializada; orienta a ampliação qualificada de vagas; e reforça a integração entre residentes, tutores, preceptores e equipes dos serviços de saúde. A política também incentiva projetos pedagógicos baseados em competências e articulados às redes de atenção.

Os objetivos incluem fortalecer o papel do SUS no ordenamento da formação em saúde; dimensionar a necessidade de especialistas por território; ampliar programas em áreas estratégicas; e aprimorar a infraestrutura dos serviços que recebem residentes. Além disso, a política prevê ações afirmativas, enfrentamento à discriminação e promoção da equidade nos programas de residência.

Eixos estruturantes – A PNRS organiza suas ações em quatro eixos. O primeiro é o dimensionamento de especialistas, identificando territórios prioritários e especialidades estratégicas com base em perfil epidemiológico, determinantes sociais e capacidade instalada. O segundo é a gestão das residências, orientando o planejamento dos cenários de prática, qualificação de preceptores, integração ensino-serviço-comunidade e fortalecimento dos sistemas de informação. O terceiro eixo é o de financiamento, assegurando pagamento de bolsas e incentivos para residentes, preceptores, tutores, coordenadores e entes federados, além de apoio à infraestrutura dos serviços. Por fim, há o eixo de qualificação e valorização, incluindo ofertas educacionais, avaliação sistemática dos programas e ações de promoção da saúde mental, prevenção ao assédio e reconhecimento profissional.

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

CPOP: cursinhos aprovados têm até 1º/6 para se cadastrarem

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Os 504 novos cursinhos contemplados pelo Edital nº 4/2026, da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), têm até o dia 1º de junho para cadastrarem os dados dos beneficiados com o apoio financeiro, técnico-pedagógico e psicossocial do programa. Devem ser cadastrados, no Portal de Bolsas de Estudos da CPOP, os coordenadores, professores, estudantes e demais membros da equipe que receberão as bolsas. As aulas estão previstas para começar também no dia 1º de junho.  

O Ministério da Educação (MEC) publicou, na terça-feira, 26 de maio, o resultado da seleção dos novos cursinhos contemplados nesta edição da CPOP. Ao todo, 1.532 cursinhos populares serão beneficiados em 2026. O resultado pode ser acessado na página oficial da CPOP, no portal do MEC.  

Esta é a terceira ampliação da CPOP em 2026. A primeira seleção do ano contemplou 1.028 propostas para receber apoio técnico e financeiro do programa. Já o Edital nº 4/2026 contemplou mais 265 propostas, agora ampliadas para 504. Ao todo, o MEC investirá mais de R$ 290 milhões na CPOP em 2026.  

Cada proposta contemplada receberá até R$ 185 mil. Os valores incluem, entre outras ações, o auxílio-permanência de R$ 200 mensais para estudantes; o apoio financeiro para educadores, coordenadores e profissionais de apoio técnico-pedagógico e psicossocial; além da aquisição de recursos materiais para as atividades administrativas. O auxílio-permanência será pago por até oito meses e poderá atender de 20 a 40 estudantes por cursinho contemplado.   

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Os cursinhos populares contemplados devem atender, prioritariamente, estudantes oriundos de escolas públicas, negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e com renda familiar de até um salário mínimo por pessoa. 

CPOP – A Rede Nacional de Cursinhos Populares visa apoiar cursinhos pré-vestibulares populares e comunitários em todo o país, oferecendo suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes que buscam ingressar na educação superior, principalmente por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A iniciativa busca fortalecer experiências educacionais comunitárias e ampliar as oportunidades de acesso à universidade para estudantes socialmente desfavorecidos, especialmente pessoas negras, indígenas e de baixa renda.  

Entre os objetivos da rede estão fortalecer cursinhos populares e comunitários, oferecer orientações pedagógicas voltadas ao Enem, ampliar as oportunidades de ingresso na educação superior e contribuir para o aumento da participação no exame. A iniciativa também busca ampliar a ocupação de vagas em cursos de graduação, especialmente em instituições públicas, fortalecendo políticas de democratização do acesso à educação superior. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

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Fonte: Ministério da Educação

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