Educação

MEC participa de lançamento de cúpula para primeira infância

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O ministro da Educação, Camilo Santana, participou nesta terça-feira, 23 de setembro, do lançamento da Cúpula Internacional de Financiamento para a Primeira Infância. O início do processo preparatório para o encontro, previsto para 2027, aconteceu em evento paralelo à 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), em Nova York, nos Estados Unidos. 

A Cúpula é uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com as organizações Their World e Act For Early Years, e reunirá líderes de governos, empresas, sociedade civil e instituições multilaterais para forjar ações e compromissos de financiamento para a primeira infância. O Brasil já concordou em apoiar a ação, ao lado de países como África do Sul, Ucrânia e Serra Leoa. 

A expectativa ao reforçar a primeira infância como prioridade global, reconhecendo seu papel no fortalecimento do capital humano, na promoção da equidade e no desenvolvimento sustentável— é empreender a mobilização de pelo menos US$ 1 bilhão para intervenções destinadas a esse público. 

“O evento de hoje abrirá caminho para a primeira Cúpula Internacional de Financiamento para a Primeira Infância, com o Unicef como parceiro principal. Apelamos ao apoio de alto nível de governos e parceiros privados. Juntos, podemos garantir que todas as crianças, em todos os lugares, tenham a oportunidade não apenas de sobreviver, mas também de florescer e atingir seu pleno potencial”, afirmou a diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell. 

Painel – Durante a cerimônia de lançamento, o ministro Camilo Santana palestrou em painel com representantes de outros Estados-Membros para dialogar sobre a gestão nacional de políticas voltadas a crianças pequenas. Os participantes destacaram soluções impactantes e estratégias para fazer com que a pauta se torne uma prioridade estatal. 

O Brasil assumiu um compromisso com nossas crianças mais novas. Estamos agora integrando todas as políticas que afetam a primeira infância em um novo plano nacional com uma mensagem poderosa: nenhuma criança deve ser deixada para trás.” Camilo Santana, ministro da Educação 

“O Brasil assumiu um compromisso com nossas crianças mais novas. Estamos agora integrando todas as políticas que afetam a primeira infância em um novo plano nacional com uma mensagem poderosa: nenhuma criança deve ser deixada para trás. Porém, sabemos que este desafio não é apenas nacional, mas internacional. Precisamos de novas parcerias e novos compromissos de todos os governos e setores”, disse Santana, referindo-se à Política Nacional Integrada da Primeira Infância, lançada em agosto deste ano. 

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O painel contou ainda com a participação do ministro da Educação Básica e Secundária de Serra Leoa, Conrad Sackey; do primeiro vice-ministro do Ministério da Educação e Ciência da Ucrânia, Yevhen Kudriavets; e da secretária-geral adjunta para Assuntos Humanitários e coordenadora adjunta de Socorro de Emergência do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Joyce Msuya. 

Minifesto – O encontro também foi marcado pela assinatura do “Nosso minifesto”, idealizado pela Act For Early Years. O pequeno documento pede ações concretas para garantir o acesso universal a cuidados médicos primários de qualidade, promovendo saúde, bem-estar e desenvolvimento desde a gravidez até os primeiros anos de vida; o acesso universal à educação pré-escolar de qualidade; e o apoio integral às famílias, por meio de creches acessíveis e de qualidade, benefícios para crianças e suporte a mães, pais e cuidadores. 

A ideia é que a sociedade se engaje em nível local, buscando assinaturas para o minifesto de vereadores, prefeitos, deputados, líderes comunitários e empresários, em sinal de apoio à meta de investimentos de US$ 1 bilhão por parte de governos, doadores internacionais, empresas e entidades filantrópicas; e à realização da primeira Cúpula Internacional de Financiamento para a Primeira Infância. 

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Assembleia Geral – Com o tema “Melhor Juntos: 80 Anos e mais para paz, desenvolvimento e direitos humanos”, a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas marca oito décadas de atuação da organização. Como ocorre tradicionalmente desde 1955, o Brasil abriu o Debate Geral nesta terça-feira (23), oportunidade em que apresentou à comunidade internacional as prioridades de sua política externa. Pela noite, após o lançamento da Cúpula Internacional de Financiamento para a Primeira Infância, a comitiva será recebida em jantar oferecido pela diretora global de educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Pia Britto. 

No primeiro dia do evento (22), a agenda da comitiva brasileira incluiu uma audiência com o CEO do TikTok, Shou Zi Chew, para discutir medidas de regulamentação das redes sociais e o ECA Digital, recentemente sancionado, que combate a adultização de crianças na internet. À noite, as autoridades participaram do jantar anual de alto nível da Educação Global, promovido pela Assembleia Geral das Nações Unidas, com a presença do ex-primeiro-ministro do Reino Unido e Enviado Especial da ONU para a Educação Global, Gordon Brown. 

No último dia de agenda (24), a delegação participará do evento organizado pelas Missões Permanentes da Itália e da Nigéria, em parceria com a Parceria Global para a Educação, intitulado “A educação multiplica possibilidades: investindo em nosso futuro”. Na mesma data, está prevista reunião bilateral com o diretor de Educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Andreas Schleicher. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Unicef 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.

O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.

A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.

A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.

Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.

Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.

A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.

Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.

O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.

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Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.

A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.

O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.

Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.

A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.

Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.

A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.

Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.

Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.

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Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.

Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.

A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.

Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.

Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.

A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.

Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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