Educação

MEC firma acordo para construção do HU-Unipampa

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O Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta quinta-feira, 11 de dezembro, solenidade de assinatura do acordo de cooperação técnica (ACT) entre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) para a construção do Hospital Universitário da instituição no Campus Uruguaiana — região da fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A assinatura foi feita pelo ministro da Educação, Camilo Santana; pelo presidente da Ebserh, Arthur Chioro; e pelo reitor da Unipampa, Edward Pessano, na sede do MEC, em Brasília.

“O termo de cooperação técnica dá início à elaboração de estudos e do projeto para a construção do tão sonhado Hospital Universitário em Uruguaiana, que vai atender toda a região. Foi feita uma avaliação da necessidade de atenção ao atendimento de saúde, considerando a relação entre a população e a disponibilidade de leitos. Também serão definidas as especialidades que farão parte desse hospital e a quantidade de leitos, toda a discussão técnica para a licitação do projeto”, explicou o ministro.

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O presidente da Ebserh ressaltou o compromisso da empresa, que faz a gestão dos hospitais universitários federais, com o Sistema Único de Saúde (SUS). “É um sonho que se transforma em realidade a partir de uma necessidade efetiva. É uma região que precisa de mais SUS, de mais ciência, de mais universidade pública. E o MEC e o governo do presidente Lula vão estar juntos para construir esse sonho e torná-lo realidade”, comemorou Chioro.

A expectativa é que o Hospital Universitário da Unipampa (HU-Unipampa) se torne referência em ensino, pesquisa, inovação e assistência multiprofissional, fortalecendo cursos de graduação, pós-graduação e programas de residência médica e multiprofissional da universidade. Além de ampliar a cobertura de serviços de saúde, a unidade deverá impulsionar o desenvolvimento socioeconômico do município e de toda a região.

Durante a cerimônia, o reitor da Unipampa lembrou que o aparelho é uma antiga demanda da comunidade acadêmica, dos movimentos sociais e de toda a população da região. “Hoje é um dia especial para nós. Nossa universidade está completando 18 anos, foi criada pelo governo Lula para a expansão da educação pública federal no interior do Brasil. E hoje, mais uma vez no seu governo, temos essa honra de ganhar um hospital federal, que vai não só qualificar a formação dos nossos estudantes, mas também melhorar a qualidade de vida de uma população que há muito tempo espera essa grande obra”, enfatizou Pessano.

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A região da fronteira Oeste enfrenta um deficit de cobertura hospitalar com ausência de hospital regional. Hoje, pacientes do município de Uruguaiana que necessitam de atendimento de média e alta complexidade precisam se deslocar até Santa Maria (365 km) ou Porto Alegre (632 km). Com a implantação do novo hospital, o Governo do Brasil busca reverter esse cenário e fortalecer a regionalização do atendimento no SUS.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Ebserh

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Enem possibilita que estudantes façam exame em Classe Hospitalar

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Um problema de saúde que necessita de um longo tratamento ou uma doença que exige o isolamento não precisa ser um impeditivo para que o estudante consiga participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para esses casos, o Ministério da Educação (MEC) possibilita que o participante faça a prova no ambiente hospitalar, sem necessidade de deslocamento e com toda a estrutura essencial para garantir a segurança e a tranquilidade dos pacientes. Para isso, é necessário que o participante tenha solicitado, no ato da inscrição, a aplicação em classe hospitalar e que o hospital tenha emitido uma declaração garantindo a aplicação em espaço escolar e com total segurança.

A estudante Ana Clara Martinez, 18 anos, de Mogi das Cruzes (SP), tem um tumor no nervo óptico que faz com que ela tenha dificuldades visuais nos dois olhos. Ela fará o Enem no hospital pela terceira vez e comentou sobre essa experiência. “Na primeira vez, no momento da inscrição, eu solicitei para fazer a prova ampliada, mas o meu déficit visual me atrapalhou muito e eu não consegui concluir a redação. No ano seguinte, em decorrência do meu problema de saúde, eu descobri que tinha direito não só à prova ampliada, mas também a um escriba, um leitor e tempo extra de prova, o que melhorou muito minha experiência com o Enem. Neste ano, eu vou seguir por esse caminho mais uma vez, com o objetivo de conseguir cursar psicologia”, completou.

Ana Clara recebe diploma da Escola Móvel
Ana Clara recebe diploma da Escola Móvel
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Anualmente, cerca de 50 candidatos solicitam a aplicação do exame em hospitais, por motivos que vão desde o tratamento de um câncer a patologias que exigem imunossupressão ou transplantes. No momento da inscrição no Enem, o estudante deve realizar o pedido de atendimento especial, contendo laudo médico assinado, com diagnóstico e justificativa da internação. Na solicitação, precisa constar uma declaração do hospital informando a disponibilidade de instalações adequadas à realização da prova e a confirmação da internação do estudante. 

Classe Hospitalar – As Classes Hospitalares surgiram para garantir a continuidade ao processo de aprendizagem de estudantes que estejam impossibilitados de frequentar a escola em razão de tratamento de saúde. A modalidade foi criada para atender à legislação educacional que reconhece que a condição clínica do estudante não pode representar obstáculo ao acesso, à permanência e à continuidade da vida escolar. Cabe às redes de ensino garantirem aos educandos o atendimento educacional em ambiente hospitalar, segundo suas singularidades e demandas, contando com professores e equipes multiprofissionais.  

Próximo de completar o 3º ano do ensino médio, o estudante João Paulo da Cruz, 18 anos, de São Paulo, foi aluno da Escola Móvel do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc) durante o tratamento de tumor e participará do exame pela segunda vez. A mãe dele, Rosangela da Cruz, destacou o papel da classe hospitalar na trajetória do filho. “Em decorrência do tratamento, João precisou ficar dois anos afastado da escola comum. Nesse período, ele conseguiu seguir com estudos por meio da classe hospitalar, que se preocupa não só em cuidar dos pacientes, mas também garantir que eles não tenham atrasos educacionais, que estejam preparados para regressar ao ensino regular e até que consigam realizar o Enem”, finalizou.

João Paulo e Rosangela na comemoração de 18 anos do estudante
João Paulo e Rosangela na comemoração de 18 anos do estudante
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Para aderir a uma Classe Hospitalar, o estudante precisa estar matriculado na escola de ensino regular, que manterá contato constante com as equipes que atuam nas unidades de saúde. Os profissionais que trabalham nos hospitais enviarão informações pedagógicas, como relatórios, notas e registros de frequência, para as escolas, com o objetivo de assegurar o alinhamento de conteúdos, facilitar o retorno dos estudantes, dar continuidade ao ensino e evitar a reprovação por faltas ou atrasos pedagógicos. 

Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é utilizado como mecanismo de acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam os resultados do Enem como critério único ou complementar em seus processos seletivos. As notas individuais do exame podem, ainda, ser utilizadas em processos seletivos de instituições de educação superior portuguesas que possuem acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para o aproveitamento dos resultados do Enem. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep 

Fonte: Ministério da Educação

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