Educação

MEC inaugura cinco escolas na Ilha do Marajó

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), inaugurou, nos dias 8 e 9 de junho, cinco escolas nos municípios de Breves, Bagre e Melgaço, no arquipélago do Marajó, no Pará. As novas unidades ampliam o acesso à educação pública para estudantes de comunidades rurais e ribeirinhas e foram concluídas por meio do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação, iniciativa do Governo do Brasil voltada à conclusão de obras educacionais paralisadas em todo o país. 

As entregas beneficiam diretamente centenas de estudantes e reforçam os investimentos do MEC na melhoria da infraestrutura educacional em uma das regiões mais desafiadoras do país em termos de mobilidade e acesso a serviços públicos. As obras estavam paralisadas há anos e foram retomadas por meio da articulação entre o MEC e as gestões municipais. 

A presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, participou das inaugurações e destacou a importância dos investimentos para a garantia do direito à educação nas comunidades amazônicas. “Estamos falando de obras aguardadas há muitos anos por comunidades que enfrentam enormes desafios de acesso. O MEC tem trabalhado cada vez mais próximo dos municípios, ouvindo as demandas locais e oferecendo apoio técnico para que os investimentos cheguem a quem mais precisa”, afirmou. 

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Obras – Em Breves, foi inaugurada a Escola Municipal de Ensino Fundamental Deus Proverá, na comunidade do Rio Jupatituba. A unidade tem capacidade para atender cerca de 360 estudantes e conta com seis salas de aula, biblioteca, laboratórios de informática e ciências, quadra poliesportiva coberta e espaços administrativos. 

Em Bagre, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Manoel de Souza Castro foi entregue à população após anos de paralisação. A unidade foi preparada para atender aproximadamente 240 estudantes e integra o conjunto de obras retomadas pelo pacto. 

Já em Melgaço, município que possui o menor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil, foram inauguradas as escolas São Sebastião, Fazenda Laranjal e Bonifácio do Carmo. Localizadas em áreas rurais, as unidades fortalecem a rede pública de ensino e ampliam o acesso à educação para estudantes que dependem do transporte fluvial para chegar à escola. 

Retomada – As inaugurações integram os resultados do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação. Nos 18 municípios do arquipélago do Marajó, 138 obras educacionais manifestaram interesse em aderir à iniciativa, das quais 106 já foram retomadas. O desempenho supera a média nacional e evidencia o esforço conjunto para acelerar a entrega de equipamentos educacionais à população. 

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Composto pela maior ilha fluviomarítima do mundo, o arquipélago reúne comunidades urbanas, rurais, ribeirinhas e insulares que convivem com desafios históricos relacionados à infraestrutura e à mobilidade. Nesse contexto, a conclusão de escolas representa não apenas a entrega de prédios públicos, mas a ampliação de oportunidades educacionais para milhares de estudantes. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Equidade racial cresce e fortalece inclusão nas escolas

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Os dados do Diagnóstico de Equidade Racial de 2026, elaborado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação (MEC), mostram avanços na superação das desigualdades étnico-raciais e no enfrentamento ao racismo nos ambientes de ensino. 

O documento aponta que o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial passou de 48,1%, em 2024, para 69,2%, em 2026.  

O aumento de 21,1 pontos percentuais nas ações de formação sobre Educação para as Relações Étnico-raciais (Erer) demonstra o avanço de iniciativas voltadas à promoção da equidade racial e à redução das desigualdades, além de contribuir para a valorização da diversidade no ambiente escolar. 

Na prática, o Diagnóstico Equidade mapeia a implementação da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) nas redes de ensino. A Pneerq regulamenta a Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas brasileiras. A legislação foi posteriormente ampliada pela Lei nº 11.645/2008, que incluiu a temática indígena. 

O ensino das culturas afro-brasileira, africana e indígena conecta o aprendizado escolar às vivências, histórias e identidades culturais dos estudantes, tornando o processo de ensino mais significativo e inclusivo. 

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A presença de referências culturais diversas em sala de aula pode ampliar as possibilidades de identificação dos estudantes com o conhecimento e contribuir para uma educação que reconheça diferentes trajetórias e experiências. Há também a disponibilização de materiais como o Protocolo de Identificação e Resposta ao Racismo para apoiar a implementação de ações de enfrentamento ao racismo nas instituições de ensino.  

Nesse contexto, a Pneerq tem o objetivo de implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola. 

A implementação da Pneerq nas redes de ensino contribui para que as redes públicas contem com o Valor Aluno Ano por Resultado (VAAR), que é uma das modalidades de complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)

O VAAR destina recursos adicionais às redes públicas de ensino que cumprem cinco condicionalidades relacionadas à gestão e apresentam evolução em indicadores de atendimento e aprendizagem, com redução das desigualdades educacionais.

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Enfrentar barreiras – As políticas de equidade buscam enfrentar barreiras que afetam a aprendizagem e que ainda estão presentes nas redes públicas de ensino. A amazonense Lorena Castro, mulher negra e formada em Economia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), afirma que enfrentou situações de racismo durante a educação básica. Aos 30 anos, ela carrega uma experiência que ainda marca sua trajetória: durante a vida escolar, enfrentou o isolamento por ser negra. 

“Nas periferias, o ensino é feito pensando que as pessoas devem aprender apenas o básico para sobreviver, e não que elas podem ter um futuro a partir do estudo”, disse. 

O afastamento dos colegas não aconteceu por uma escolha dela, mas em um ambiente em que a cor da pele se tornou motivo de exclusão. Para Lorena, o avanço das políticas de equidade no ensino básico é fundamental para que mais pessoas negras tenham oportunidades de ocupar espaços de maior prestígio e renda na sociedade. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi   

Fonte: Ministério da Educação

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