Educação

MEC inaugura Hospital Universitário da UFSJ em Divinópolis

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O Ministério da Educação (MEC) inaugurou, nesta sexta-feira, 19 de junho, o novo Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), em Divinópolis (MG). O governo federal investirá, anualmente, por meio da Rede HU Brasil – Hospitais Universitários Federais, vinculada ao MEC, R$ 341 milhões para o funcionamento do hospital, que beneficiará cerca de 1,3 milhão de pessoas de 54 municípios da macrorregião Oeste de Minas Gerais. O governo de Minas Gerais teve participação importante na construção da unidade e na aquisição de equipamentos.  

A cerimônia contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; dos ministros da Educação, Leonardo Barchini, e da Saúde, Alexandre Padilha; do reitor da UFSJ, Marcelo Pereira; do presidente da HU Brasil, Arthur Chioro; da diretora-geral do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), Carla Chamon; e demais autoridades. 

O presidente Lula afirmou que a entrega do hospital representa o compromisso do Estado com a garantia dos direitos assegurados à população brasileira. “A Constituição diz que todos nós temos os mesmos direitos, é por isso que eu estou inaugurando este hospital universitário”. 

Lula também falou sobre a importância da expansão do acesso à educação superior como instrumento de transformação social e desenvolvimento do país. “Universidade é para os brasileiros pobres deixarem de ser pobres, virarem doutor e terem uma profissão. Esta é a minha obsessão pela educação deste país”. 

19/06/2026 - Inauguração do Hospital Universitário da UFSJ em Divinópolis.

O ministro Leonardo Barchini, falou sobre os avanços obtidos na área educacional vistos nos últimos anos e destacou a relevância do novo hospital para a população da região. “A gente avançou muito na educação deste país. Por isso que a gente precisa, para ter mais obras e hospitais como este, continuar este projeto que é a educação. Queremos ver este hospital a todo vapor, atendendo toda a população da região”. 

Já o ministro Alexandre Padilha, reafirmou o papel estratégico dos hospitais universitários na assistência à população, na formação de profissionais e na produção científica. “Aqui, não se faz balbúrdia. Aqui, se salva vidas, se cuida das pessoas, se faz ciência e se forma profissionais. Essa é uma grande revolução na saúde, vai ter muitos médicos e especialistas formados neste hospital”, comemorou. 

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O HU-UFSJ atenderá casos de média e alta complexidade, voltada às especialidades clínicas, cirúrgicas e materno-infantil, e será a primeira da macrorregião Oeste de Minas Gerais a atender 100% pelo Serviço Único de Saúde. O local será composto por 198 leitos, sendo 101 de internação, 55 de UTI e 42 de observação, capazes de realizar 8,760 internações por ano e mais de 74 mil consultas ambulatoriais anuais. Além disso, também contará com seis salas cirúrgicas, duas salas cirúrgicas obstétricas, duas salas de endoscopia, 14 consultórios ambulatoriais, parque de diagnóstico por imagem completo e serviços de diagnóstico em cardiologia. 

O funcionamento está organizado em quatro fases, que ocorrerão ao longo dos próximos 12 meses. O cronograma prevê a ativação gradual da estrutura, incluindo leitos clínicos, cirúrgicos, pediátricos, obstétricos, e de terapia intensiva, além da entrada em funcionamento de equipamentos estratégicos, como tomógrafo, ressonância magnética, mamógrafo e angiógrafo (hemodinâmica). 

Ainda na cerimônia, o presidente da HU Brasil, Arthur Chioro, destacou o impacto da nova unidade para o fortalecimento do SUS, da formação acadêmica e do desenvolvimento regional. “Aqui vai ter residência, pesquisa, inovação, e acima de tudo, um grande compromisso com o SUS”, garantiu. 

Representando a Universidade Federal de São João del-Rei, o reitor Marcelo Pereira disse que a nova infraestrutura vai garantir a assistência em saúde da população atendida pela instituição. “Nós não queremos que nenhum filho ou filha desta terra morra porque não temos um hospital digno. Então, hoje damos início a uma bela história, de um hospital universitário que salvará vidas”. 

UFSJ – A Universidade Federal de São João del-Rei é uma instituição multicampi instalada em 1987, como Fundação de Ensino Superior de São João del-Rei. Em 2002, a instituição foi oficialmente transformada em universidade federal e, hoje, possui seis campi: Alto Paraopeba; Centro-Oeste Dona Lindu (Divinópolis); Dom Bosco; Santo Antônio (Campus Sede); Sete Lagoas; e Tancredo Neves. A instituição conta com cerca de 15,4 mil alunos distribuídos em 52 cursos de graduação e 33 programas de pós-graduação. 

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Cefet-MG – Durante o evento, também foi assinado o termo de autorização para a construção da biblioteca e de novas salas de aula da unidade de Divinópolis do Cefet-MG, que terão investimento de R$ 5,9 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). 

As obras incluem a construção de um prédio de três pavimentos, com cerca de 3,2 mil metros quadrados de área construída, destinado a ampliar a infraestrutura acadêmica da instituição. O novo espaço contará com biblioteca, salas de aula e ambientes de apoio às atividades de ensino, reforçando os investimentos do governo federal na consolidação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e na ampliação do acesso à educação pública de qualidade. 

Novo PAC – Por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), o MEC investe R$ 25,3 milhões em ações de expansão e consolidação na UFSJ. Os recursos serão utilizados na construção de: complexo esportivo e/ou cultura, instalações prediais complementares e restaurante universitário no Campus Centro-Oeste Dona Lindu; complexo esportivo e/ou cultural, restaurante universitário e biblioteca em Paraopeba; instalações prediais e restaurante universitário no Campus Dom Bosco; salas de aula e complexo esportivo e/ou cultural em Santo Antônio; e complexo esportivo e/ou cultural, instalações prediais, salas de aula da Fazenda Jequitibá e restaurante universitário no Campus Sete Lagoas. 

Resumo | Mais educação para Minas Gerais 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu), da Setec e da HU Brasil 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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