Educação

MEC inaugura nova Central de Atendimento Multimeios

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O Ministério da Educação (MEC) contará, a partir de segunda-feira, 11 de maio, com novo contrato para Central de Atendimento Multimeios (Contact Center Omnichannel), um serviço especializado de atendimento automatizado e humanizado por voz e texto em mídias digitaisOs atendimentos serão integrados a sistemas e serviços governamentais. A infraestrutura física, tecnológica e de telefonia funcionará na cidade de Valparaíso (GO). Em breve, será ofertado o atendimento por videochamada em Libras. O objetivo é acelerar o atendimento aos usuários, assim como atender às políticas, aos programas e às ações do MEC. 

Responsável pela recepção, registro, triagem e tratamento das dúvidas e pedidos de esclarecimentos sobre os programas, os projetos e as ações do órgão, a Central de Atendimento Multimeios atenderá por meio de múltiplos canais de comunicação. Entre eles estão serviço telefônico (0800 616161); o Formulário eletrônico disponível no portal eletrônico do MECCorreios eletrônicos institucionais; e canais digitais e automatizados, por exemplo chat e chatbot 

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Para a ouvidora do MEC, Marina Caetano, a nova Central de Atendimento representa um avanço na modernização do atendimento ao cidadão, ao incorporar novas tecnologias para tornar os serviços mais ágeis e eficientes, sem renunciar ao atendimento humano, que poderá ser acessado em qualquer etapa do processo. 

empresa responsável, contratada por meio de licitação pública, ofertará todos os recursos necessários para planejamento, implementação, operação, gestão, monitoramento e evolução contínua do atendimento prestado. A Ouvidoria supervisionará a Central de Atendimento, que aperfeiçoará a prestação do serviço ao público-alvo, assegurando acesso integrado aos diversos canais e o apoio à execução de políticas educacionais, acesso a programas, benefícios, processos seletivos, bem como o recebimento e o tratamento de manifestações dos usuários. 

plataforma de integração de multicanais e gestão de atendimento, por meio do modelo Multimeios, unifica a Central de Atendimento do MEC e atenderá os órgãos vinculados ao MEC, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Ouvidoria 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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