Educação

MEC inaugura nova sede do IFSP em Presidente Prudente

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O Ministério da Educação (MEC) inaugurou a sede própria do Campus Presidente Prudente do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), nesta segunda-feira, 27 de abril. A obra teve investimentos de R$ 14,2 milhões, sendo R$ 8,2 milhões provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do Governo do Brasil. Ao todo, o IFSP recebe R$ 557 milhões do Novo PAC para melhoria de unidades já existentes e construção de novos campi.  

Durante a inauguração, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou novos investimentos na unidade: “atualmente, esta unidade oferece apenas 800 vagas, mas nós vamos ampliar esse número para 1.400 oportunidades após o início das obras do restaurante estudantil, da biblioteca e do novo conjunto de salas de aula, que começam em maio deste ano, e a contratação de novos professores e técnicos. Além disso, em julho deste ano, será realizado o processo seletivo para o curso técnico de agroindústria e, a partir de 2027, começam os vestibulares para a seleção de estudantes do ensino médio integrado”. Apenas para as obras do restaurante estudantil, da biblioteca e do bloco de salas de aula, o MEC vai investir R$ 8,5 milhões. 

Atualmente, esta unidade oferece apenas 800 vagas, mas nós vamos ampliar esse número para 1.400 oportunidades após o início das obras do restaurante estudantil, da biblioteca e do novo conjunto de salas de aula, que começam em maio.” Leonardo Barchini, ministro da Educação

O descerramento da placa do novo campus ocorreu durante a cerimônia de entrega de serviços de radioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) e de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em visita ao Hospital Regional de Presidente Prudente, no município do Oeste paulista. Também estavam presentes no evento o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o reitor do IFSP, Silmário dos Santos; e outras autoridades. 

“Os institutos federais fazem um bom casamento entre a necessidade do mercado de trabalho e a formação profissional”, defendeu Alckmin. “O nosso tempo é muito rápido e marcado por diversas mudanças nas demandas, devido ao surgimento de novas tecnologias e à transformação de diversas profissões ao longo dos anos. Por tornar possível a mistura entre o ambiente profissional e o ensino de qualidade, os institutos são capazes de se adaptar a essas mudanças e de criar cursos voltados à formação de jovens para solucionar os novos problemas”. 

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Visita – Ainda nesta segunda (27), o ministro segue para o campus de Presidente Prudente, onde fará uma visita às novas instalações. Com o total de 7,7 mil metros quadrados de área construída, a nova sede possui nove salas de aulas, duas salas administrativas destinadas à direção e à secretaria, uma sala de tecnologia da informação e laboratórios de química, microbiologia, alimentos e informática, além de quadra poliesportiva e estacionamento. 

Antes da sede própria, a unidade funcionava em espaço cedido pela Prefeitura. Além dos cursos de capacitação e de formação inicial e continuada (FIC) já ofertados – como futsal feminino e masculino, informática, Língua Brasileira de Sinais (Libras), cuidador infantil, barbeiro, almoxarife e cuidador de idosos –, a nova sede deverá ampliar a oferta de qualificação profissional e de cursos técnicos e superiores. 

Entre as iniciativas previstas estão a formação popular em Direitos das Mulheres, em parceria com o Ministério das Mulheres; o Programa Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades para acesso de estudantes da rede pública de ensino à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Partiu IF); e cursos do Pronatec Empreender, como Negócios Inovadores Apoiados por IA, Drones e Impressoras 3D: Operação e Manutenção e APP Clicks – Construção Rápida de APPs para Mídias Digitais. A unidade também prevê a oferta de curso técnico em agroindústria, técnico integrado ao ensino médio em agroindústria e técnico integrado em alimentos. 

Laboratórios – Durante a agenda no IFSP, o ministro conhecerá os laboratórios de alimentos e de química do Campus Presidente Prudente. No primeiro, serão apresentados projetos como a sustentabilidade alimentar, com a produção de bolos a partir da farinha da casca do maracujá proveniente de resíduo agroindustrial; o charque de fígado bovino, como solução nutricional e sustentável para o aproveitamento de subprodutos cárneos; e a produção, com análises físico-químicas e sensoriais, de doce de leite a partir de diferentes tipos de açúcar. 

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Já no Laboratório de Química, serão apresentados projetos voltados à utilização de sebo bovino do arranjo produtivo local para a produção de biodiesel; à reutilização da casca de banana na biossorção de poluentes em águas residuais; à produção de briquetes como substituto energético à lenha e ao carvão vegetal; e à extração de óleos essenciais a partir de destilação por arrasto de vapor. 

Expansão – No Instituto Federal de São Paulo (IFSP), que atualmente conta com 41 campi e um polo de inovação, estão sendo investidos R$ 391,2 milhões para a construção de 16 novos campi: Carapicuíba; Cotia; Diadema; Franco da Rocha; Guarujá; Mauá; Osasco; Ribeirão Preto; Santos; São Bernardo do Campo; São Paulo – Cidade Tiradentes; São Paulo – Jaçanã; São Paulo – Jardim Ângela; São Vicente; Serrana; Sumaré.  

Consolidação – O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação dos institutos federais. Esta ação visa os campi que ainda não têm infraestrutura completa. As prioridades do investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em sedes próprias. Para o IFSP, são R$ 165,8 milhões de investimentos na ação de consolidação. No período de 2023 a 2025, foram repassados R$ 152,5 milhões, incluindo aditivos. Ainda estão previstos outros R$ 36,2 milhões. 

O IFSP oferta 660 cursos com 39,8 mil vagas anuais e 67,8 mil estudantes matriculados. O quadro de pessoal é composto por 2,6 mil docentes e 2,1 mil técnicos-administrativos em educação. 

Resumo | Mais educação para São Paulo 

Transmissão ao vivo – descerramento de placa 

Transmissão ao vivo – visita ao campus 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Prêmio Anísio Teixeira marca os 75 anos da Capes

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Uma celebração às trajetórias que transformaram a sociedade por meio do conhecimento. Assim foi realizada mais uma cerimônia de entrega do Prêmio Anísio Teixeira, um dos mais altos reconhecimentos concedidos pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O evento, realizado na quarta-feira, 1º de julho, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional, aconteceu em um ano especial, que marca os 75 anos da Fundação. 

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, foi representado na cerimônia pelo secretário-executivo do MEC, Rodolfo Cabral. Ao homenagear os agraciados, o secretário-executivo destacou o legado de Anísio Teixeira, idealizador da Capes e defensor da integração entre a Educação Superior e a Educação Básica. Ressaltou que os 20 premiados representam a excelência da ciência, da educação e do compromisso com o desenvolvimento do país, tendo em vista suas contribuições em diversas áreas do conhecimento e da gestão pública. Por fim, manifestou o reconhecimento do Estado brasileiro às trajetórias que fortaleceram a pesquisa, a inovação e a educação, mesmo diante de períodos de adversidade. 

“A todos os senhores e senhoras, manifesto o mais profundo reconhecimento do Estado brasileiro. As trajetórias de cada uma e cada um asseguraram a continuidade do desenvolvimento científico e pedagógico em períodos de adversidades. E a isso, somos extremamente gratos”, disse Cabral 

Durante a solenidade, a presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, ressaltou a importância histórica da formação de recursos humanos qualificados para o desenvolvimento do Brasil e parabenizou a comunidade acadêmica pelos avanços conquistados nas últimas décadas. 

“Na década de 1950, quando a Capes e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) foram criados, já era evidente que a formação de capital humano com domínio do conhecimento científico e tecnológico era uma condição indispensável para o desenvolvimento econômico e social e para o fortalecimento da soberania nacional”, destacou. 

A premiação homenageia o legado de Anísio Teixeira, educador considerado um dos principais defensores da educação pública, democrática e de qualidade no Brasil. Primeiro dirigente da Capes, o intelectual teve papel decisivo na consolidação das políticas nacionais de educação e na valorização da formação de professores e pesquisadores. 

Autoridades – Além de um diploma, os homenageados receberam simbolicamente a estatueta “Singularidade do Saber”, obra concebida pelo artista pernambucano Wellington Genuíno Dourado, estudante vinculado ao mestrado nacional profissional em Ensino de Física da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

Também esteve presente na celebração o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo Cruz, que deu um testemunho como ex-bolsista da Fundação. “Celebrar os 75 anos da Capes é reconhecer que essa instituição ajudou a construir o nosso país, e eu sou prova disso, bolsista de mestrado e doutorado com muito orgulho”, agradeceu. 

A solenidade recebeu, ainda, Nina Santos, neta do geógrafo, cientista e escritor Milton Santos (1926-2001), agraciado com o Prêmio Anísio Teixeira, em 2006, e homenageado pelo centenário de seu nascimento neste ano. 

A professora Nilma Lino Gomes ficou responsável por proferir o discurso em nome dos agraciados de 2026 e fez uma fala em defesa da educação pública, da ciência e da democracia. 

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“Há homenagens que reconhecem uma trajetória; outras, além de reconhecerem uma trajetória, renovam uma responsabilidade”, observou a homenageada. “A educação é um direito, a produção do conhecimento é uma lei pública, e a democracia é a condição que torna ambas possíveis. Esse encontro de trajetórias possui um significado que ultrapassa as nossas histórias individuais”, ressaltou. 

Na solenidade, também foram reconhecidos os agraciados da edição de 2016, na categoria Educação Básica, que compareceram à cerimônia, na ocasião, em protesto à situação política. Segundo o professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Carlos Roberto Jamil Cury – orador do grupo – a época da edição do último prêmio foi um período marcado por “problemas com a democracia no país”.  Cury destacou ainda as contribuições do patrono do prêmio para a relação indissociável entre a educação e a democracia. 

“Anísio Teixeira foi escudo e espada. Escudo por haver defendido a educação pública de acusações injustas e improcedentes. Espada por defender, de forma brilhante, a relação indissociável entre educação e democracia”, afirmou Carlos Roberto Jamil Cury. “Nossa geração também teve de ser escudo contra a censura, a autocensura e a violência contra o Estado de Direito. E teve de ser espada, em favor do retorno da democracia, da redução das desigualdades e da valorização da educação como instrumento de transformação social”, correlacionou. 

Confira a lista completa dos contemplados com o Prêmio Anísio Teixeira: 

Educação Superior 

  • Ana Mae Barbosa: uma das pioneiras no campo da arte-educação no Brasil. Possui uma trajetória dedicada à educação e à pesquisa, sendo criadora do primeiro programa de pós-graduação em Arte-Educação do país. 
  • Débora Foguel: possui uma carreira dedicada à educação, pesquisa e gestão universitária. Foi pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da UFRJ e participou da comissão de elaboração do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2025-2030. 
  • Arlindo Philippi Junior: atuou expressivamente na pós-graduação da USP. Publicou 68 artigos científicos em periódicos qualificados, 178 capítulos de livros e 54 livros publicados e/ou organizados, além de ter sido agraciado com três Prêmios Jabuti. 
  • Dalila Andrade Oliveira: reconhecida por suas contribuições aos estudos sobre o trabalho docente e por sua expressiva produção científica no campo das políticas educacionais, atuando também junto ao CNPq. 
  • Josicélia Dumet Fernandes: professora emérita e titular da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Contribuiu para a consolidação da formação stricto sensu nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. 
  • Marilena de Souza Chaui: uma das mais relevantes filósofas brasileiras, com trajetória amplamente reconhecida por distinções nacionais e internacionais, acumulando quatro Prêmios Jabuti em sua carreira. 
  • Dermeval da Hora Oliveira: desenvolve pesquisas nas áreas de Fonologia e Sociolinguística Variacionista, com foco no português falado, tendo exercido a função de coordenador da Área de Linguística e Literatura da Capes. 
  • Keti Tenenblat: pesquisadora de excelência com contribuições significativas para a Geometria Diferencial. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Matemática e integrou comitês estratégicos do CNPq e da Capes. 
  • Lydia Massako Ferreira: atuou no fortalecimento da formação de residentes e na implantação de laboratórios de cultura de células em Cirurgia Plástica, além de colaborar por décadas em comissões de avaliação da Capes. 
  • Rita de Cássia Barradas Barata: uma das principais referências brasileiras no campo da Saúde Coletiva, com relevante contribuição à formação, à capacitação e ao aperfeiçoamento de profissionais em âmbito nacional e internacional. 
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Educação Básica 

  • Maria Carmen Freire Diógenes Rêgo: atuou na formação de professores e na construção de currículos inovadores para a primeira infância, com ampla produção bibliográfica que integra educação, saúde e tecnologia. 
  • Edileuza Fernandes da Silva: atua com compromisso na formação de professores, na gestão educacional e na formulação de políticas públicas voltadas à garantia do direito à educação com qualidade e equidade. 
  • Maria Beatriz Moreira Luce: orientada pelos princípios da modernização e da democratização do ensino, exerceu papel de destaque no desenvolvimento da educação superior e nos processos de avaliação institucional. 
  • Márcia Ângela da Silva Aguiar: com sólida produção acadêmica nas áreas de políticas educacionais e gestão escolar, atualmente exerce a presidência da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). 
  • Helena Costa Lopes de Freitas: foi presidente da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope), consolidando-se como referência na defesa de uma formação docente sólida e crítica. 
  • Nilma Lino Gomes: atua no fortalecimento da educação antirracista e na formação docente. Integrou a Câmara de Educação Básica do CNE e exerceu o cargo de ministra da Igualdade Racial. 
  • Luiz Fernandes Dourado: atua com impacto na organização dos sistemas educacionais e na formulação de políticas públicas, com destaque para a defesa permanente da formação de professores. 
  • Jaqueline Moll: referência em defesa da Educação Integral, participou da criação da Cátedra Unesco Cidade que Educa e Transforma, da qual preside a Assembleia de Delegados. 
  • Gersem Baniwa: tem atuação decisiva na criação e no fortalecimento de programas de formação inicial e continuada de docentes indígenas, promovendo propostas pedagógicas que articulam saberes tradicionais e científicos. 
  • Gilmar Pereira da Silva: conduz agendas ligadas aos direitos humanos, às questões ambientais e ao enfrentamento do racismo ambiental, com forte contribuição estratégica para o desenvolvimento da educação na região Norte. 

Edição 2016 

  • Carlos Roberto Jamil Cury: autor de relevantes contribuições ao direito à educação e à legislação educacional, tendo presidido a Câmara de Educação Básica do CNE e a Capes, além de atuar como professor emérito da UFMG. 
  • Dermeval Saviani: criador da Pedagogia Histórico-Crítica, possui contribuições fundamentais ao pensamento educacional brasileiro, sendo professor emérito da Unicamp e pesquisador emérito do CNPq. 
  • Magda Becker Soares: revolucionou o ensino da língua portuguesa no país ao integrar a aprendizagem do sistema de escrita às práticas sociais de leitura e escrita nos estudos sobre alfabetização e letramento. 
  • Bernardete Angelina Gatti: atuação de destaque na pesquisa, na pós-graduação e na formulação de políticas públicas de avaliação educacional, com funções estratégicas na Fundação Carlos Chagas, na Capes e no CNPq. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Capes 

Fonte: Ministério da Educação

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