Educação

MEC inicia curso sobre educação étnico-racial e quilombola

Publicado

Por meio do curso de Extensão, Formação para Docência e Gestão para a Educação das Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, iniciado com aula inaugural na segunda-feira, 25 de agosto, o Ministério da Educação (MEC) reforçou seu compromisso com a formação de profissionais da educação como instrumento para promover equidade nas escolas e com a implementação da Lei nº 10.639, de 2003, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para tornar obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana em todas as escolas do Brasil.

Durante o encontro, a diretora de Políticas de Educação Étnico-Racial e Educação Escolar Quilombola, Clélia Mara dos Santos, pontuou que qualidade e equidade precisam caminhar juntas para garantir processos de escolarização que oportunizem aprendizagens, interações positivas e a construção de identidade de crianças negras, pardas, indígenas e quilombolas. A expectativa é que a formação lançada possa incidir para além de processos de conhecimento, mas que também se efetive em ações transformadoras dentro das salas de aula.

“São mais de 500 anos de uma escola que fragiliza e torna inferior o povo negro. É mais do que hora de darmos aos nossos profissionais de educação ferramentas e conhecimentos para que no interior das nossas escolas repercutam ações pedagógicas e atitudes que possibilitem a crianças negras, indígenas, pardas e quilombolas desenvolver expectativas positivas sobre suas capacidades. A gente aprende aqui para fortalecer a ação na escola e contribuir para que crianças historicamente desfavorecidas e invisibilizadas tenham na instituição pública de ensino o direito à aprendizagem e ao acesso a saberes, rompendo a história nefasta que afasta o processo de escolarização dessas crianças”.

Leia mais:  MEC destaca avanços nas aprendizagens de Piratini (RS)

Eduardo Fernandes de Araújo, coordenador-geral de Educação Escolar Quilombola, ressaltou os desafios da educação escolar quilombola e como o curso pretende alcançar dinâmicas que tragam a realidade dessas escolas para dentro do núcleo formativo.

“Tivemos o cuidado de abarcar temas como o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), as diretrizes nacionais curriculares, a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), questões de governança, para pensar métodos eficazes para atingir mudanças concretas na aprendizagem e na permanência escolar”.

Curso – O objetivo da formação é fomentar o letramento racial de profissionais que atuam na educação básica e contribuir para a formação de professores e gestores de acordo com os princípios da educação para as relações étnico-raciais (Erer) e educação escolar quilombola (EEQ). A formação também visa promover o desenvolvimento de conhecimentos, saberes e práticas pedagógicas que valorizem tradições, culturas e línguas ancestrais ligadas à presença negra e quilombola na sociedade brasileira.

Com carga horária total de 120 horas e oferta inicial de 150 mil vagas, o curso será oferecido totalmente a distância. Coordenado pela Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), com oferta em 43 instituições de ensino superior, esse é um dos Cursos Nacionais do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). A etapa atual é de formação dos tutores e finalização da construção do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).

Leia mais:  Adesão ao curso de auxiliares da educação infantil é até 21/12

O curso é dividido em quatro módulos: Panorama Étnico-Racial e Quilombola Brasileiro; Culturas e Territorialidades; Educação Antirracista na Prática; e Gestão Democrática para a Diversidade. A oferta põe em prática a Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira na educação básica do país, no ensino fundamental e no médio.

Durante a formação, além da discussão de sistemas de avaliação e da criação de projetos políticos pedagógicos, será desenvolvida proposta educacional antirracista, que inclui atividades pedagógicas que transformem o ambiente escolar e as relações entre professores, alunos e comunidade.

Pneerq – O curso faz parte do Eixo 3 da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), dedicado à formação continuada de profissionais da educação, abrangendo gestores e docentes. As formações deste eixo incluem cursos presenciais e à distância, promovidos em parceria com universidades e institutos federais, visando fortalecer a gestão e a docência voltadas para Erer e EEQ.

A Pneerq tem o objetivo de implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
publicidade

Educação

Grupos do PET são orientados sobre uso de recursos

Publicado

Durante o webinário, realizado nesta quarta-feira, 3 de junho, grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) foram orientados sobre os pagamentos e o uso de recursos do programa. O encontro, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Banco do Brasil (BB) e Comissão de Prestação de Contas do PET, apresentou as etapas de operacionalização e os procedimentos necessários ao sistema, a fim de ajudar as instituições de ensino superior, as pró-reitorias responsáveis pelo PET e os professores tutores quanto à correta utilização dos recursos. A transmissão está disponível no canal do MEC no YouTube e contou com mais de 400 pessoas acompanhando ao vivo, somando os participantes da live e da plataforma de vídeo. A disponibilização na plataforma do YouTube permitirá que as orientações possam ser revistas pelas instituições, pelos tutores e pelos integrantes da comunidade PET sempre que necessário. 

“Essa gestão tem um profundo reconhecimento pelo PET e sabemos da importância que o programa tem para o processo de formação dos estudantes e de integração de ensino, pesquisa e extensão”, afirmou o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus Vinicius David. “Por conta disso, e respondendo a uma demanda antiga das instituições, nos esforçamos muito neste ano para adiantar o pagamento de custeio do programa, que será feito ainda neste mês, garantindo que as equipes tenham tempo hábil para executar efetivamente os recursos do programa”, anunciou. 

Leia mais:  MEC inicia avaliação do PNLD com formação de professores

O webinário contou com a participação dos coordenadores de grupos do PET de várias regiões do Brasil. Na ocasião, foi divulgado o calendário de homologação do custeio pelas instituições e abordados temas como o envio das informações ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); a disponibilização dos valores por meio do Cartão-Pesquisador; as regras para uso dos recursos; as principais vedações previstas na regulamentação; e os cuidados necessários para a futura prestação de contas. 

Durante o encontro, as equipes esclareceram dúvidas sobre a data real do crédito, comprovada por extrato bancário, que funciona como marco inicial para a utilização dos recursos. Para auxiliar os grupos, o MEC também criou um FAQ com respostas às dúvidas mais comuns sobre o custeio do PET.  

Orçamento – Para 2026, está prevista a distribuição de R$ 7,4 milhões em recursos de custeio a 881 grupos do PET em todo o país. A ação integra o esforço do MEC em garantir a liberação dos recursos ainda no primeiro semestre do ano, fortalecendo o planejamento para as ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pelos grupos. 

O custeio deve ser aplicado integralmente nas atividades dos grupos PET, observadas as finalidades previstas na Resolução CD/FNDE nº 36/2013, que estabeleceu os procedimentos para creditar os valores destinados ao custeio das atividades dos grupos aos respectivos professores tutores. A sua utilização só é permitida após a efetivação do crédito no Cartão-Pesquisador.  

Leia mais:  MEC inaugura escola e novas instalações de campi no MA

PET – O Programa de Educação Tutorial, criado pela Lei nº 11.180/2005 e regulamentado pela Portaria nº 976/2010, com alterações da Portaria nº 343/2013, fomenta grupos de aprendizagem tutorial. A ação é realizada por meio da concessão de bolsas de iniciação científica a estudantes de graduação, e bolsas de tutoria a professores tutores. O programa contribui para a formação de futuros professores e pesquisadores, visando à qualidade da formação universitária e à consolidação do tripé ensino, pesquisa e extensão nas instituições de educação superior. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana