Educação

MEC realiza oficina de planejamento educacional no Marajó (PA)

Publicado

O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), em parceria com o Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, realizou, de 6 a 8 de outubro de 2025, em Belém (PA), a Oficina de Planejamento Regional Intersetorial da Educação do Marajó. 

Participaram da oficina os 18 secretários e secretárias municipais de educação do Marajó e diretores municipais de ensino. Na ocasião, refletiram sobre problemas que comprometem o direito à educação — como trabalho infantil, insegurança alimentar, gravidez na adolescência, situações de insegurança, dentre outros — e identificaram uma série de iniciativas a serem desenvolvidas para o seu enfrentamento. 

O encontro também contou com a presença de representantes da rede de apoio estabelecida para apoiar o planejamento regional no Marajó: da Sase, Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc-PA); das Diretorias Regionais de Educação do Marajó; da Secretaria Regional de Governo do Marajó; da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime); do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação no Marajó (Gaepe-Marajó); e da Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam). 

Leia mais:  Lançado Guia de Ações Educacionais para Emergências Climáticas

Segundo o diretor de Articulação Intersetorial da Sase, Antonio Claret Campos Filho, “As oficinas intersetoriais que realizaremos em diferentes regiões do Marajó serão fundamentais para nos aproximarmos cada vez mais da sua diversidade e para pensarmos junto com os atores locais e com os integrantes da rede de apoio as estratégias mais adequadas e os parceiros que precisaremos mobilizar para viabilizá-las em cada território”. 

Agenda – As próximas oficinas serão realizadas em Breves, Curralinho e Soure e terão como objetivos o adensamento de dados e informações sobre as causas dos problemas e a elaboração de estratégias intersetoriais de enfrentamento, de modo a fortalecer a atuação conjunta dos diferentes setores. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sase 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
publicidade

Educação

CNE institui diretrizes para graduação em enfermagem

Publicado

O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, nesta terça-feira, 19 de maio, a Resolução CNE/CES nº 1/2026, que institui as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de graduação em enfermagem bacharelado e licenciatura. 

A norma redefine princípios, competências e organização da formação na área, com foco na qualificação do ensino, na integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e no fortalecimento da formação humanista, ética, crítica e interprofissional. As novas diretrizes também ampliam a presença dos estudantes em cenários reais de prática desde o início da graduação e reforçam a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. 

A publicação dessa resolução ocorre após 14 anos de debates entre as diversas associações de ensino e conselhos de classe da enfermagem. Dentro do CNE, o texto foi desenvolvido por uma comissão presidida pela conselheira Ludhmila Hajjar e relatada pela conselheira Beth Guedes. 

“As novas DCN’s de enfermagem são resultado de uma construção coletiva madura, conduzida em diálogo permanente com entidades científicas, profissionais, acadêmicas e representativas da área da saúde. Mais do que um texto normativo, elas expressam um processo contínuo de escuta, atualização e pactuação institucional em favor de uma formação conectada às transformações da sociedade, do SUS e do mundo do trabalho”, afirma Guedes. 

Leia mais:  MEC lança material didático para educação popular

Entre as principais mudanças está a definição de carga horária mínima de 4 mil horas para o bacharelado em enfermagem, exclusivamente no formato presencial, com tempo mínimo de integralização de cinco anos. O texto estabelece que as atividades teórico-práticas realizadas em serviços de saúde deverão corresponder a, no mínimo, 20% da carga horária total do curso. Já o estágio curricular supervisionado obrigatório deverá representar pelo menos 30% da carga horária total, sendo metade realizada na atenção primária à saúde e a outra metade na atenção hospitalar ou em serviços de média complexidade. 

Segundo a resolução, a formação deverá estar alinhada às necessidades sociais e sanitárias do país e aos princípios do SUS, contemplando promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento, reabilitação e cuidado integral das pessoas e comunidades. 

As novas diretrizes reforçam, ainda, conteúdos relacionados à diversidade, direitos humanos, relações étnico-raciais, gênero, sustentabilidade, educação ambiental, segurança do paciente e inclusão social, além da oferta de Libras no ensino, pesquisa e extensão. Também preveem o fortalecimento de metodologias ativas de aprendizagem e da integração ensino-serviço-comunidade, além da valorização da pesquisa científica e da educação permanente em saúde. 

Leia mais:  MEC autoriza início das obras de dois novos campi do IFB

Na modalidade licenciatura, as diretrizes estabelecem formação voltada prioritariamente à atuação na educação profissional técnica de nível médio (EPTNM), especialmente na formação de técnicos e auxiliares de enfermagem. Outro ponto é a obrigatoriedade de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), além da manutenção do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e da criação de programas de formação e desenvolvimento da docência em saúde nas instituições de ensino superior. 

Os cursos de graduação em enfermagem em funcionamento terão até 30 de junho de 2028, para adequar seus projetos pedagógicos e matrizes curriculares às novas diretrizes. Com a publicação da nova resolução, fica revogada a Resolução CNE/CES nº 3/2001, que orientava anteriormente os cursos de enfermagem no país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana