Educação

MEC institui laboratório de dados e inteligência artificial

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O Ministério da Educação (MEC) instituiu o Laboratório de Dados, Serviços Digitais e Inteligência Artificial (EducaLab), voltado ao desenvolvimento de soluções inovadoras para aprimorar a gestão, os serviços digitais e o uso estratégico de dados na educação pública. A medida foi publicada na Portaria MEC nº 526/2026, no Diário Oficial da União desta terça-feira, 9 de junho. 

O EducaLab será gerido pela Secretaria de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais (Segape) e terá como foco apoiar secretarias e entidades vinculadas ao MEC em projetos relacionados à governança de dados, ao monitoramento, à avaliação de políticas públicas, à transformação digital e ao uso de novas tecnologias, especialmente de inteligência artificial. 

Entre as finalidades do laboratório estão o desenvolvimento de projetos, protótipos e pilotos de inovação, além da promoção de atividades voltadas à cultura de inovação, ao uso de dados e à difusão de conhecimento. 

Segundo o secretário da Segape, Evânio Antônio de Araújo Júnior, a iniciativa fortalece a transformação digital do MEC e amplia a capacidade do ministério de utilizar dados e inteligência artificial na formulação e avaliação de políticas educacionais. “O EducaLab tem um caráter híbrido. De um lado, oferece às áreas um caminho claro para usar melhor os dados, utilizar instrumentos de monitoramento e avaliação e redesenhar serviços a partir de quem os utiliza. De outro, é um espaço para experimentar e fazer diferente, inclusive criando agentes de IA que simplifiquem os processos com segurança”, explica. 

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As atividades do EducaLab serão organizadas em quatro eixos temáticos: Governança e Integração de Dados; Qualificação dos Serviços Públicos Digitais; Monitoramento, Avaliação e Uso de Evidências; e Inovação e Inteligência Artificial Aplicada. 

A iniciativa também prevê a criação de ambiente digital controlado para o desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial, com gestão de credenciais, políticas de retenção e descarte seguro de dados, bem como mecanismos de proteção de informações pessoais, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). 

De acordo com a portaria, o laboratório poderá estabelecer parcerias com órgãos públicos, instituições acadêmicas, centros de pesquisa, organizações da sociedade civil e empresas, com o objetivo de fomentar a inovação e o desenvolvimento de soluções voltadas à melhoria dos serviços prestados pelo MEC. 

O EducaLab contará, ainda, com espaço físico próprio e poderá integrar suas atividades a trilhas de capacitação para servidores do Ministério da Educação. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Segape 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Ideb avança no ensino fundamental em Goiás

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De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental de Goiás passou de 6,3 para 6,5 nos anos iniciais e de 5,5 para 5,7 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio se manteve em 4,8. Na rede pública do estado, o resultado passou de 6,1 para 6,4 nos anos iniciais; de 5,4 para 5,6 nos anos finais; e de 4,8 para 4,9 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.  

“Os resultados revelam que Goiás teve, em 2025, seus melhores resultados no indicador brasileiro. Esse é o melhor Ideb da série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três problemas históricos da educação: colocou mais estudantes na escola, melhorou sua trajetória e elevou a aprendizagem. Os resultados do Ideb 2025 fecham um balanço de 20 anos de compromisso nacional pelo acesso, pela permanência e pela qualidade da educação. Fizemos muito, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025, que revelam o desempenho da educação básica brasileira, calculados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram divulgados nesta quarta-feira, 5 de agosto.  

Aprendizagem de língua portuguesa e matemática – Em uma escala que vai de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em português, a avaliação de Goiás passou de 221,77, em 2023, para 225,30 pontos, em 2025; e em matemática, de 231,62 para 236,10. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em português, a média passou de 269,09 para 272,08, e em matemática, de 268,63 para 274,27. Já no 3º ano do ensino médio, em português, o resultado passou de 287,46 para 290,02; e em matemática, de 284,64 para 291,06.  

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“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década: recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia de Covid-19. Esse resultado demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e o compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à educação profissional, para que os estudantes aprendam mais, em segurança, e estejam mais preparados para o mundo do trabalho”, defende Barchini.   

O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional.  

Estados – Todas as Unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda. 

O Ideb 2025 descreve a realidade de 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental em 101 mil escolas. Nos anos finais, retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas. 

Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025

Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025
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Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025 

Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025

Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025 

Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025 
Fonte: Inep/Ideb, 2025

Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.  
  
Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica, criado em 1990, é um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica. A avaliação é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional. As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e UFs ao longo das diferentes edições da avaliação.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep

Fonte: Ministério da Educação

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