Educação

MEC realiza seminário sobre avaliação da educação integral

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O Ministério da Educação (MEC) realizará, no dia 15 de maio, o seminário Avaliação do Desenvolvimento Integral como Direito: sentidos, práticas e desafios, como parte da programação do 2º Seminário da Rede Nacional de Articuladores do Programa Escola em Tempo Integral (Renapeti) 2026. O evento reúne especialistas e profissionais da educação para refletir e dialogar sobre práticas, sentidos e desafios relacionados à avaliação do desenvolvimento integral no contexto da educação integral e em tempo integral. 

A atividade acontece no Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do Ministério da Educação (Cetremec), em Brasília, a partir das 9h, com transmissão pelo canal do MEC no YouTube.  

Na ocasião, será apresentada a avaliação construída a partir de um acordo de cooperação técnica (ACT) estabelecido entre o MEC e a Ashoka Brasil, em parceria com a Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP). O acordo está conectado ao Escolas2030, programa internacional e de pesquisa-ação de dez anos (2020-2030) que investiga como as organizações educativas vêm superando desafios e inovando na educação. O objetivo do ACT é utilizar os resultados e aprendizados acumulados pela pesquisa para subsidiar o MEC no aprimoramento da avaliação do desenvolvimento integral dos estudantes. 

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Dessa forma, o seminário busca fomentar perspectivas que reconheçam e valorizem o desenvolvimento integral dos estudantes em suas múltiplas dimensões — social, física, cognitiva, cultural, política e ética. O encontro também visa potencializar estratégias de avaliação das condições oferecidas pelas redes de ensino, fomentar o debate sobre a gestão democrática e promover a produção de conhecimento a partir dos próprios profissionais da educação, com foco no protagonismo estudantil, na autonomia escolar e na qualificação docente.  

Programação  Um dos destaques do seminário será o lançamento da publicação “Avaliação na Educação Integral: guia para redes e escolas de educação básica”, que sistematiza as experiências da pesquisa-ação do programa Escolas2030. O documento fornece ferramentas metodológicas e exemplos concretos para que gestores públicos e comunidades escolares formulem práticas de avaliação enraizadas em seus territórios, focadas em aprendizagens transformadoras. 

Ao longo do dia, serão apresentadas, ainda, experiências práticas de redes e escolas participantes da pesquisa, de diversas regiões do país. O encontro presencial reunirá articuladores estaduais e municipais da Renapeti, representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de equipes técnicas do MEC, especialistas e parceiros, como a FEUSP e o Escolas2030. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)  

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

CPOP: calendário de aulas começa em todo o país

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As aulas da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) começaram em todo o Brasil. Diversos cursinhos já realizaram seus aulões inaugurais no final de abril, dando início às atividades do ciclo de 2026. Neste ano, o Ministério da Educação (MEC) está apoiando mais de 1.800 cursinhos, com investimentos de R$ 290 milhões. A iniciativa oferece suporte técnico e financeiro para cursinhos destinados à preparação de estudantes socialmente desfavorecidos que buscam ingressar na educação superior por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).  

Em muitos territórios, as aulas já estavam em andamento desde fevereiro, mesmo antes do início do ciclo, demonstrando o compromisso de educadores, coordenadores e estudantes com o ensino e a aprendizagem. 

A professora de português Rute Damascena, do Cursinho Popular Milton Santos, que funciona em Feira de Santana (BA) e atende 40 alunos de baixa renda, conta que estudou em um cursinho popular durante o ensino médio. A educadora fez a graduação com bolsa de 100% do Programa Universidade para Todos (Prouni)

“Eu sou fruto de um cursinho como esse, de um cursinho acessível. Além dos conteúdos, esse é um espaço para a gente discutir sobre as possibilidades de acessar a universidade, porque muitos alunos não saem da escola com esse pensamento de entrar numa faculdade e vão direto para o mercado de trabalho. Esses espaços transformam a vida mesmo, mudam o destino da pessoa, e, quando essa oportunidade vem acompanhada de uma bolsa de incentivo, como a da CPOP, a chance de a gente conseguir manter esse aluno na sala de aula até o final do curso é muito maior”, ressalta. 

O cursinho é importante porque me ajuda a reforçar os conteúdos, melhorar meus estudos e me preparar melhor para o vestibular. Além de tudo isso, está me ajudando muito a aumentar a minha confiança e organização.” 

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Letícia Vitória, 18 anos, estudante do Cursinho Popular Libertar pela Educação, parte da CPOP

Matheus Souza endossa o pensamento de Rute. O educador de matemática do cursinho Ciranda Popular, que atende estudantes da rede pública e moradores de periferias do Recife, especialmente de Brasília Teimosa, explica que os professores de cursinhos populares costumam vir de realidades semelhantes às de seus alunos. “Isso traz pertencimento e a oportunidade de eles construírem o ensino conosco, a partir das realidades deles, e, também, se verem na universidade pública, realizando seus sonhos e mudando suas vidas”, afirma.  

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Letícia Vitória Cuntardo do Canto, 18 anos, estudante da Escola Estadual Lúcia de Castro Bueno, participa do Cursinho Popular Libertar pela Educação, em São Paulo (SP), que atende mais de 600 estudantes. Ela sonha em cursar comunicação social. “No ano passado, eu fiz o curso de administração que o Libertar oferece e neste ano estou realizando o pré-vestibular. O cursinho é importante porque me ajuda a reforçar os conteúdos, melhorar meus estudos e me preparar melhor para o vestibular. Além de tudo isso, está me ajudando muito a aumentar a minha confiança e organização”, conta. 

No Cursinho Popular Angelina Reis, que atende 100 alunos, 60 recebem a bolsa da CPOP. Segundo Milena Santos, coordenadora da instituição, os estudantes são adolescentes cheios de sonhos, expectativas e vontade de aprender. 

“Desde os primeiros encontros, já estamos vivendo momentos muito especiais, com aulas dinâmicas, acolhimento, trocas de experiências e atividades de integração. Nas aulas de matemática, por exemplo, utilizamos brigadeiros como ferramenta pedagógica, tornando o aprendizado mais dinâmico, divertido e próximo da realidade dos jovens. A ideia é mostrar que aprender pode ser leve, acessível e interessante”, relata. “Estamos construindo um espaço de aprendizado, coletividade e transformação, onde cada jovem se sente parte de algo maior”, completa. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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