Agro News

Mercado agrícola mantém ritmo previsto e confirma expectativas de desempenho

Publicado

O mais recente relatório analisado aponta que o mercado agrícola brasileiro manteve, ao longo do período avaliado, uma trajetória condizente com as projeções iniciais. Apesar das variações sazonais e dos desafios relacionados às condições climáticas e logísticas, o desempenho geral do setor ficou dentro do esperado, sem surpresas significativas em relação às estimativas anteriores.

Segundo o documento, a estabilidade observada reflete um cenário de equilíbrio entre oferta e demanda, com o comportamento dos preços acompanhando as tendências sazonais de colheita e comercialização. O ritmo de exportações também seguiu a linha prevista, sustentado pela boa performance dos principais produtos agrícolas, especialmente grãos e proteínas.

Projeções se mantêm para o restante do ciclo

Os analistas destacam que, até o momento, não há indícios de mudanças estruturais que possam alterar o cenário previsto para o restante do ano. A expectativa é de que o mercado continue em ritmo moderado, com atenção voltada às condições climáticas e ao comportamento da demanda internacional, especialmente dos grandes importadores asiáticos.

O estudo também reforça que o custo de produção segue pressionando as margens dos produtores, embora os avanços tecnológicos e o manejo mais eficiente estejam contribuindo para compensar parte desses impactos.

Leia mais:  Novas regras ambientais mudam Seguro Rural e reforçam papel do agro na preservação ambiental
Perspectivas de médio prazo permanecem positivas

Para o médio prazo, o relatório aponta otimismo moderado, sustentado por fundamentos sólidos como produtividade crescente, investimento em tecnologia e ampliação da infraestrutura logística. Mesmo diante da volatilidade global, o Brasil mantém posição estratégica no fornecimento de alimentos e insumos agrícolas.

Os autores destacam ainda que, caso o cenário climático se mantenha dentro da normalidade, o setor deve encerrar o ciclo com resultados alinhados às expectativas iniciais, reforçando a resiliência e a capacidade de adaptação do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicado

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia mais:  Brasil acelera exportações diárias de carne de frango e suína em janeiro, apesar de menor volume total

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia mais:  Fim de semana de expectativa no campo: produtores aguardam anúncio do Plano Safra

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana