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Mercado da soja segue lento no Brasil, enquanto Chicago opera entre estabilidade e leves altas

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O mercado da soja apresentou movimentações distintas nesta semana, com lentidão nas negociações no Brasil e variações pontuais nas bolsas internacionais. Enquanto gargalos logísticos e limitações de armazenagem pesam sobre a comercialização interna, o cenário externo segue atento às condições climáticas nos Estados Unidos e ao avanço das negociações comerciais com a China.

Negociações travadas no Sul e logística como desafio

No Rio Grande do Sul, o mercado permanece lento, com compradores priorizando contratos para os próximos meses. De acordo com a TF Agroeconômica, os preços reportados para entrega em agosto e pagamento no fim do mês ficaram em R$ 144,59 no porto. No interior, os valores variaram de R$ 135,00 a R$ 135,20 por saca em regiões como Cruz Alta, Passo Fundo, Ijuí e Santa Rosa. Já em Panambi, o preço ao produtor foi de R$ 122,00 a saca.

Em Santa Catarina, a soja mantém estabilidade, mas o porto de São Francisco segue como referência, com a saca cotada a R$ 142,84. Apesar da safra recorde de 7,85 milhões de toneladas em 2024/25, gargalos logísticos ainda limitam avanços no escoamento da produção.

Paraná tem queda pontual nos preços

No Paraná, os preços da soja apresentaram recuos em algumas regiões, mesmo com indicadores de sustentação. Em Paranaguá, a saca foi cotada a R$ 142,84, enquanto em Cascavel ficou em R$ 128,79. Em Maringá, o preço atingiu R$ 130,29 (-0,37%), Ponta Grossa R$ 131,40 (-0,14%) e Pato Branco R$ 140,54 (-1,61%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00.

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Mato Grosso do Sul registra variações regionais

A competitividade no Mato Grosso do Sul segue sustentada por logística eficiente, mas os preços apresentaram oscilações. Em São Gabriel do Oeste houve alta de 0,81%, com a saca a R$ 124,00, enquanto em Campo Grande a queda foi de 3,68% (R$ 124,25). Em Dourados, o valor ficou em R$ 124,25 (-2,55%), Chapadão do Sul em R$ 121,40 (-3,27%) e Sidrolândia em R$ 124,55 (-1,15%).

Déficit de armazenagem pressiona preços em Mato Grosso

No Mato Grosso, os desafios estruturais seguem limitando a comercialização. Projeções do Imea para a safra 2025/26 indicam queda de 7,29% na produção e de 8,81% na produtividade, mesmo com aumento de área plantada. A limitação na armazenagem pressiona os preços, que recuaram em diversas praças: R$ 121,29 em Campo Verde (-0,55%), R$ 119,90 em Lucas do Rio Verde (-0,91%), R$ 119,80 em Nova Mutum (-2,66%) e R$ 121,19 em Rondonópolis (-3,43%).

Chicago opera entre estabilidade e leve alta

Na Bolsa de Chicago, a soja iniciou a quarta-feira (27) com estabilidade e leves baixas, refletindo a falta de novidades no mercado internacional. Por volta das 5h (horário de Brasília), os contratos recuavam entre 0,75 e 1,25 ponto, com o novembro cotado a US$ 10,48 e o março/26 a US$ 10,83 por bushel.

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Na terça-feira (26), o mercado havia encerrado em leve alta, sustentado pela persistência da falta de chuvas no cinturão agrícola dos EUA, fator que eleva os riscos de quebra de produtividade. O contrato de setembro subiu 0,32% (US$ 1.028,75/bushel) e o de novembro 0,17% (US$ 1.049,50/bushel). O farelo avançou 0,51%, enquanto o óleo recuou 2,85%, pressionado pela decisão dos EUA de isentar o óleo de palma da Indonésia de tarifas, aumentando sua competitividade frente ao óleo de soja.

Expectativas para a demanda chinesa

O mercado também acompanha a movimentação diplomática entre China e Estados Unidos. A visita do vice-ministro do Comércio chinês, Li Chenggang, a Washington trouxe expectativas sobre possíveis compras de soja e negociações tarifárias. A abertura para um encontro futuro entre os presidentes dos dois países pode redefinir os rumos do comércio internacional da oleaginosa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Aprenda a fazer a tainha assada recheada com farofa de camarão

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A tainha é um dos peixes mais tradicionais do litoral brasileiro. Esta receita combina a suculência da sua carne com o sabor marcante de uma farofa de camarão bem úmida. Uma opção saudável, rica em ômega-3 e perfeita para o almoço de domingo.

Tempo de preparo: 30 minutos
Tempo de forno: 45 a 50 minutos
Rendimento: 6 porções
Dificuldade: Fácil

Ingredientes

Para a Tainha:
1 Tainha inteira (cerca de 1,5 kg a 2 kg), limpa e aberta pelas costas ou pela barriga (mantenha a cabeça e o rabo)
Suco de 2 limões
3 dentes de alho amassados
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Para a Farofa de Camarão:
250g de camarões limpos (cinza ou sete-barbas)
2 xícaras (chá) de farofa tradicional
1 cebola média picadinha
2 dentes de alho picados
2 colheres (sopa) de manteiga (ou azeite)
1 tomate maduro sem sementes picado
Cheiro-verde (coentro e cebolinha) picado a gosto
2 colheres (sopa) de azeitonas pretas picadas
½ xícara (chá) de água
Sal e pimenta a gosto

Passo a Passo

Passo 1: Marinar o Peixe
Lave bem a tainha em água corrente e seque com papel-toalha.
Faça 3 cortes superficiais diagonais na pele de cada lado do peixe (isso ajuda o tempero a penetrar).
Esfregue o suco de limão, o alho amassado, o sal e a pimenta por dentro e por fora do peixe.
Regue com o azeite e deixe marinar na geladeira por 20 minutos enquanto prepara o recheio.

Passo 2: Preparar a Farofa Úmida
Em uma frigideira grande, derreta a manteiga e doure a cebola e o alho.
Adicione o tomate picado e refogue por 2 minutos até começar a murchar.
Junte os camarões e cozinhe por apenas 2 a 3 minutos (até mudarem de cor para rosa). Cuidado para não cozinhar demais e eles ficarem borrachudos!
Desligue o fogo e adicione o cheiro-verde.
Acrescente a farofa tradicional aos poucos, mexendo bem. A farofa deve ficar úmida e pedaçuda. Corrija o sal.

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Passo 3: Rechear e Costurar (ou Prender)
Preaqueça o forno a 200°C.
Retire a tainha da marinada e coloque-a em uma assadeira grande untada com azeite.
Com uma colher, preencha a cavidade da tainha com a farofa de camarão, pressionando delicadamente para caber bastante recheio.
Feche a abertura utilizando palitos de dente ou costurando com barbante culinário para o recheio não sair enquanto assa. (Se sobrar farofa, reserve para servir como acompanhamento).

Passo 4: Assar
Cubra a assadeira com papel-alumínio (com o lado brilhante voltado para o peixe).
Leve ao forno por 30 minutos.
Remova o papel-alumínio com cuidado e regue o peixe com o caldo que se formou na assadeira.
Deixe no forno por mais 15 a 20 minutos, ou até que a pele esteja dourada e a carne firme.

Recurso pesqueiro

Tainha é o nome popular dado a várias espécies de peixes da família dos mugilídeos, que engloba mais de 70 espécies, distribuídas em 20 gêneros. No Brasil, muitas espécies são conhecidas também pelos nomes de parati, saúna, curimã, tapiara, targana, cambira, muge, fataça, entre outros. A temporada de pesca da tainha (Mugil liza) no Brasil concentra-se nos litorais das regiões Sul e Sudeste entre maio e julho, quando grandes cardumes sobem do Sul em direção ao Sudeste para reprodução.

A tainha ( Mugil liza ) é um importante recurso pesqueiro para os pescadores(as) da região Sul e Sudeste do Brasil. O estado de Santa Catarina possui uma costa de 531 km (7% do litoral brasileiro). É o estado que mais captura tainha no cenário nacional, sendo responsável por 45% da captura. Em seguida, aparece o Rio Grande do Sul, com 30%. Ou seja, apenas os dois estados respondem por 3/4 da produção no país.

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O esforço de captura é dividido por diferentes modalidades: pesqueiras, artesanais, industriais e amadores. Dentre as modalidades artesanais, pode-se citar o arrasto de praia, emalhe costeiro (rede de emalhe liso e anilhado) e a pesca com redes de emalhe no Estuário da Lagoa dos Patos. Além disso, diversos pescadores capturam a espécie ao longo das lagoas e lagunas utilizando a tarrafa. Por outro lado, a pesca industrial se caracteriza pela prática de cerco, utilizando embarcações do tipo traineira.

A pesca da tainha tem grande relevância social e cultural, sendo a prática também reconhecida como patrimônio imaterial em diversas localidades do litoral sul e sudeste. A produção oriunda das capturas garante fonte de emprego e renda, segurança alimentar e nutricional, dando continuidade a uma prática que emerge como herança dos saberes indígenas, afro-brasileiros e açorianos. Parte significativa da produção visa à exportação de ovas, considerada iguaria em diversos países, por meio de preparos como a bottarga (ovas salgadas e secas).

Clique aqui e assista ao vídeo da receita.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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