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Mercado de bioinsumos cresce 15% ao ano e deve ultrapassar químicos até 2050, aponta Embrapa

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Gramado (RS) recebeu nesta segunda-feira (15) a abertura do 18º Simpósio de Controle Biológico (Siconbiol), considerado o maior evento científico do Brasil dedicado ao tema. Realizado no Centro de Eventos ExpoGramado, o encontro reúne cerca de 1.400 participantes, entre pesquisadores, estudantes e profissionais do setor.

Segundo a Embrapa, o Siconbiol se consolidou como uma das principais vitrines de debates sobre bioinsumos e manejo sustentável de pragas. O evento é promovido pela Sociedade Entomológica do Brasil (SEB), em parceria com a Embrapa, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário Edmundo Gastal (FAPEG). Nesta edição, a presidência está a cargo do pesquisador Dori Edson Nava, da Embrapa Clima Temperado.

Brasil já é referência mundial em bioinsumos

Na cerimônia de abertura, o presidente da SEB, Angelo Pallini, destacou a representatividade da ciência brasileira reunida em Gramado. Ele ressaltou que o país já figura como referência internacional, com 786 produtos e 747 inoculantes registrados.

“O setor não para de crescer. Este evento promove o intercâmbio de conhecimento e reforça a união dos pesquisadores de diferentes regiões”, afirmou Pallini.

Agricultura do futuro baseada nos “cinco S”

Representando a presidência da Embrapa, o chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo Ferreira Dutra, destacou que a agricultura do futuro deve se apoiar nos “cinco S”: saúde única, sustentabilidade, saudabilidade, segurança e soberania alimentar.

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Apesar do crescimento, Dutra pontuou que apenas 4% das aplicações de bioinsumos ocorrem em culturas alimentares, como frutas, hortaliças e grãos básicos, o que representa um espaço promissor para expansão.

Crescimento acelerado e projeções para 2050

De acordo com o presidente do simpósio, Dori Edson Nava, os avanços científicos transformaram o manejo agrícola desde os anos 2000. Ele lembrou que, nos últimos quatro anos, o mercado de bioinsumos avançou em média 15% ao ano e que a expectativa é de que o setor supere os químicos até 2050.

“Estamos vivendo a era da Biologia. O controle biológico deixou de ser apenas promessa e já é uma realidade para a agricultura moderna”, afirmou Nava.

Homenagens a nomes históricos da pesquisa

A abertura do evento também foi marcada por homenagens. Um dos momentos de destaque foi o reconhecimento ao professor José Roberto Postali Parra, da Esalq/USP, presente em todas as edições do Siconbiol e referência internacional no desenvolvimento de bioinsumos.

Outro momento emocionante foi a lembrança da pesquisadora Gláucia de Figueiredo Nachtigal, da Embrapa Clima Temperado, falecida em janeiro de 2025. Com 18 anos de dedicação à pesquisa, ela contribuiu para o controle biológico do capim-annoni. A homenagem foi conduzida pelo pesquisador Cesar Bauer Gomes, com a entrega de uma placa simbólica ao técnico Daniel Lopes de Lima, colega de laboratório da cientista.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro Edipo Araujo destaca políticas para pesca e aquicultura na Bahia

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (30) agenda na Bahia com foco no fortalecimento da aquicultura, da pesca artesanal e das políticas públicas voltadas aos trabalhadores das águas. A programação teve início em Camaçari, com visita a modelos produtivos do Sisteminha Embrapa, e seguiu em Salvador, onde o ministro se reuniu com pescadores artesanais, aquicultores familiares e lideranças do setor para apresentar o Pronaf Azul e entregar autorizações de pesca de embarcações por meio do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC).

Em Camaçari, o ministro conheceu instalações do Sisteminha implantadas por um grupo beneficiado por edital destinado a Organizações da Sociedade Civil para o desenvolvimento de atividades de aquicultura. O modelo integra a criação de tilápia com a produção de hortaliças, promovendo o aproveitamento dos recursos e a diversificação da produção. Para Edipo Araujo, a experiência demonstra como as políticas públicas podem produzir resultados diretamente nos territórios. “A gente consegue ver a política pública chegando na ponta e mudando a vida das pessoas”, afirmou.

O ministro também destacou que a iniciativa ultrapassa o incentivo à produção aquícola ao dialogar com outras políticas públicas, como segurança alimentar, igualdade racial, direitos humanos e cidadania. “Mostra uma transversalidade muito grande de uma política que era simplesmente para que a gente pudesse cultivar tilápia, mas ela dialoga para além da nossa área setorial”, ressaltou.

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Pronaf Azul amplia acesso ao crédito

Em Salvador, a agenda foi dedicada à apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito específica para os públicos da pesca e da aquicultura inserida no Plano Safra. A política contempla três modalidades: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio.

De acordo com o ministro, o Pronaf B possui taxa de juros de 0,5% ao ano, enquanto as modalidades Mais Alimentos e Custeio têm juros de 2% ao ano. As condições incluem prazos de pagamento que podem chegar a três anos para custeio e dez anos para investimentos, com possibilidade de financiamento de até R$ 250 mil.

Durante o encontro com representantes do setor, Edipo Araujo ressaltou a importância de ampliar os instrumentos de financiamento para fortalecer a produção de pescado e a oferta de alimentos. “Estamos reunidos com os pescadores artesanais, aquicultores familiares, para falar dessa política pública que é tão necessária para fomentar cada vez mais o alimento que menos impacta o meio ambiente”, afirmou.

PROPESC entrega autorizações de pesca

A programação em Salvador também contou com a entrega de autorizações de pesca de embarcações no âmbito do Programa de Regularização do PROPESC. Segundo o ministro, a iniciativa promoveu a desburocratização do processo e ampliou o prazo de validade das autorizações para dez anos. “Entregamos em mãos aos nossos usuários da pesca artesanal uma autorização de dez anos”, destacou Edipo Araujo.

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A agenda na Bahia reforça a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura na implementação de políticas públicas voltadas à produção de alimentos, ao acesso ao crédito, à regularização da atividade pesqueira e ao fortalecimento da aquicultura familiar, aproximando as ações do Governo Federal das realidades dos territórios.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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