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Mercado de café enfrenta volatilidade com impactos da geopolítica e estoques globais

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O mercado internacional de café vive um cenário de forte volatilidade nesta semana, influenciado por fatores externos e internos que afetam tanto o arábica quanto o robusta. Enquanto os contratos de arábica em Nova York iniciaram a sexta-feira (20) com leves perdas após altas recentes, o robusta em Londres segue em valorização, impulsionado por estoques baixos e riscos logísticos globais.

Café arábica registra realização de lucros em Nova York

Após fortes ganhos ao longo da semana — com destaque para o pregão de quinta-feira, quando os futuros subiram mais de 2% — o café arábica voltou a perder força nesta sexta-feira. Por volta das 7h40 (horário de Brasília), o contrato maio/2026 era negociado a 299,50 cents de dólar por libra-peso, recuando cerca de 0,5%, enquanto o julho/2026 caía para 293,05 cents/lb.

O movimento reflete uma realização de lucros após os recentes ajustes técnicos e recomposição de posições por fundos de investimento. Além disso, o mercado continua atento ao ambiente externo, marcado por turbulências geopolíticas, especialmente as incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz, que afetam o transporte de petróleo e outras commodities, elevando custos de frete e seguro e impactando o sentimento global de investidores.

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Café robusta em Londres sobe com estoques reduzidos e riscos logísticos

Na Bolsa de Londres (ICE Futures Europa), o café robusta fechou em alta na quinta-feira (19). A posição maio/2026 avançou US$ 90 (+2,5%), para US$ 3.669/tonelada, e julho/2026 subiu US$ 61 (+1,75%), para US$ 3.542/tonelada.

O suporte aos preços vem da combinação entre estoques mais baixos e preocupações logísticas globais. Os estoques de robusta na ICE atingiram o menor nível em dois meses, com 4.285 lotes, enquanto produtores vietnamitas mantêm cautela nas vendas devido ao risco de interrupções de transporte ligadas à tensão entre EUA e Irã.

Chuvas no Brasil aliviam preocupações da safra de arábica

Enquanto o robusta encontra suporte, o café arábica brasileiro passou por correções recentes devido às chuvas abundantes em regiões produtoras. Minas Gerais, principal área produtora de arábica, registrou 57,7 mm na última semana, 139% acima da média histórica, segundo a Somar Meteorologia.

Essa precipitação reduziu temporariamente as preocupações com a safra, pressionando os preços ao longo da semana e contribuindo para a realização de lucros observada nesta sexta-feira.

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Geopolítica e logística continuam influenciando o mercado

O fechamento parcial do Estreito de Ormuz elevou custos de transporte marítimo, seguros e combustíveis, criando um efeito direto sobre os preços do café no mercado internacional. Tanto arábica quanto robusta sentem o impacto, mas de formas distintas: o robusta é impulsionado pela escassez e risco de oferta, enquanto o arábica enfrenta ajustes técnicos após recentes altas e proteção da safra brasileira.

Cenário aponta para volatilidade nos próximos dias

Analistas destacam que a volatilidade deve permanecer, dado o mix de fatores: tensões geopolíticas no Oriente Médio, ajustes técnicos em contratos de arábica, estoques limitados de robusta e condições climáticas no Brasil. Investidores e produtores acompanham de perto tanto os indicadores de safra quanto os desdobramentos logísticos globais para tomar decisões estratégicas no mercado de café.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Semana do pescado 2026 prevê ações para ampliar o consumo de pescado

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Inicia neste dia 1º a Semana do Pescado 2026, o planejamento da campanha reúne ações relacionadas à alimentação, diversificação de espécies e preparos, gastronomia e à formação de hábitos de consumo. A proposta está estruturada em quatro eixos: saúde, curiosidade, prazer e hábito. A ideia é abordar o pescado tanto pelo seu valor nutricional quanto pela variedade.  

Entre as ações previstas está a iniciativa “Sexta é dia de peixe”, que pretende associar o consumo de pescado a este dia específico da semana como forma de estimular a inclusão regular na alimentação. A estratégia é apresentada no planejamento como uma maneira de criar uma rotina de consumo ao longo do ano.  

Outra frente prevista envolve a distribuição de fichas informativas em peixarias e mercados. Os materiais devem apresentar características sensoriais dos pescados, fornecendo informações que auxiliem na escolha do produto e ampliem o conhecimento do consumidor sobre diferentes tipos de pescado.  

Gastronomia e diversidade regional  

A programação prevê apoio a eventos gastronômicos relacionados à cultura local com objetivo de aproximar o consumo de pescado das tradições culinárias de diferentes regiões. Entre os exemplos indicados estão o tambaqui, relacionado à culinária da Região Norte, a tainha, em Santa Catarina, e a anchova, no Rio Grande do Sul. A proposta é utilizar preparos regionais para apresentar a diversidade de espécies e tradições.  

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Pescado na alimentação escolar  

A presença do pescado na alimentação escolar também integra o contexto da campanha. O alimento já integra cardápios escolares em diferentes regiões do país e pode contribuir para diversificar as refeições oferecidas a crianças e adolescentes. Sendo um alimento rico em fonte de proteínas e alto valor biológico, fornecendo nutrientes como ácidos graxos ômega-3, vitaminas A, D e do complexo B e minerais como cálcio, fósforo, ferro, zinco e selênio.   

Nota fiscal para validação da origem do pescado  

Outro aspecto relacionado ao consumo e à cadeia produtiva é a rastreabilidade do pescado. Desde abril de 2026, a Nota Fiscal do pescado passou a ser estabelecida como documento comprobatório da origem de produtos provenientes da pesca e da aquicultura para controle da matéria-prima. Deve conter o número do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), conforme a categoria correspondente; o número de identificação do estabelecimento de destino junto ao Serviço de Inspeção Oficial; e o nome comum e a quantidade da espécie de pescado. Outras informações, como a categoria do RGP, também podem constar do documento.  

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Mobilização de diferentes setores  

O planejamento da Semana do Pescado prevê uma agenda de mobilização com participação de entidades representativas dos setores de comércio, indústria, produção, restaurantes e supermercados.   

Entre as instituições mencionadas no planejamento estão Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (ABIPESCA), Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (ABRAPES), Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), além de representações regionais.  

Outra frente prevista é a elaboração de um guia alimentar sobre pescado, com participação de pesquisadores e parceria com a área da saúde. A proposta é reunir informações técnicas em linguagem acessível sobre características nutricionais do alimento e sua presença na alimentação da população. 


Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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