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Mercado de milho encerra novembro em alta com maior demanda interna e leve melhora nas exportações

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Preços do milho sobem em diversas regiões do país

O mercado brasileiro de milho apresentou valorização ao longo de novembro, impulsionado por maior interesse de compra e oferta mais restrita. Segundo dados da Safras Consultoria, o cenário atual é marcado por especulações sobre as condições climáticas e pela proximidade do fim do ano, que tende a reduzir a disponibilidade de ofertas no mercado.

Enquanto grandes consumidores afirmam ter estoques suficientes até o início de 2026, compradores menores seguem ativos, buscando volumes adicionais para garantir o abastecimento. Essa movimentação ocorre em meio à retração nas vendas por parte dos produtores, o que tem elevado gradualmente as cotações do cereal.

Incertezas externas influenciam o mercado internacional

No cenário externo, o mercado ainda busca equilíbrio após a paralisação do governo dos Estados Unidos, que atrasou a atualização de dados agrícolas. Dependendo dos próximos relatórios, a volatilidade pode aumentar.

A paridade de exportação do milho brasileiro registrou leve melhora em novembro, mesmo com o câmbio instável — oscilando entre R$ 5,30 e R$ 5,40 por dólar. Já as cotações na Bolsa de Chicago permanecem praticamente estáveis, sem grandes movimentações.

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Panorama dos preços internos

De acordo com levantamento da Safras Consultoria, o preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 65,91 no dia 28 de novembro, alta de 3,23% em relação aos R$ 63,84 de outubro.

  • Cascavel (PR): R$ 64,00/saca (+4,92%)
  • Campinas (SP) – CIF: R$ 73,00/saca (+7,35%)
  • Mogiana (SP): R$ 70,00/saca (+6,06%)
  • Rondonópolis (MT): R$ 62,00/saca (+1,64%)
  • Erechim (RS): R$ 71,00/saca (-1,39%)
  • Uberlândia (MG): R$ 65,00/saca (+3,17%)
  • Rio Verde (GO): R$ 62,00/saca (+3,33%)

A tendência de alta foi mais acentuada nas regiões Sudeste e Sul, onde o consumo industrial e de ração se manteve firme, reforçando a pressão sobre os preços.

Exportações de milho avançam em novembro

As exportações brasileiras de milho somaram US$ 846,08 milhões até meados de novembro (14 dias úteis), com média diária de US$ 60,43 milhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O volume embarcado atingiu 3,939 milhões de toneladas, com média diária de 281,36 mil toneladas, e preço médio de US$ 214,80 por tonelada.

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Na comparação com novembro de 2024, houve crescimento de 17% no valor médio diário, aumento de 13,1% no volume médio exportado e valorização de 3,4% no preço médio. Esses números reforçam a competitividade do milho brasileiro, mesmo diante da volatilidade cambial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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