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MMA abre processo eleitoral para novos representantes no Comitê Nacional de Zonas Úmidas

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou no Diário Oficial da União, do dia 27 de agosto, dois editais relacionados ao processo de eleição de novos integrantes do Comitê Nacional de Zonas Úmidas (CNZU). Estão abertas quatro vagas para representantes de organizações não governamentais ambientalistas com atuação em temáticas de zonas úmidas, além de uma vaga para representante dos Sítios Ramsar . 

Reinstituído em junho de 2025, o CNZU tem a missão de fortalecer a governança das zonas úmidas no Brasil para que seja cada vez mais participativa, transparente e alinhada às diretrizes internacionais de conservação e uso sustentável, como a Convenção de Ramsar. 

Os interessados devem acessar os editais completos e realizar sua candidatura diretamente pelo formulário ou pelo sistema online, a depender da vaga pretendida, disponíveis no endereço eletrônico, em até 15 dias corridos após a publicação dos editais.   

Acesse aqui o edital de seleção para organizações não governamentais ambientalistas

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Acesse aqui o edital de seleção para representantes dos Sítios Ramsar

Mais informações aqui.

Recriação do CNZU 

No último 5 de junho, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e o ministro substituto do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, anunciaram a recriação do Comitê Nacional de Zonas Úmidas durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. 

Com maior representatividade da sociedade civil, academia e ONGs, o CNZU passa a orientar políticas públicas de conservação dos ecossistemas situados entre ambientes terrestres e aquáticos — continentais, costeiros, naturais ou artificiais, permanentes ou sazonais. As diretrizes são fundamentais para a proteção da biodiversidade, o aumento da resiliência climática e a saúde humana. 

O colegiado também dará suporte à implementação de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como a Convenção de Ramsar, a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), a Convenção Internacional para a Regulamentação da Pesca da Baleia (CIB) e a Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS). 

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Além disso, será responsável por acompanhar a Estratégia Nacional de Conservação e Uso Sustentável das Áreas Úmidas e coordenar a elaboração do Plano Nacional de Áreas Úmidas, instrumento essencial para a conservação, o uso sustentável e a restauração desses ecossistemas. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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