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Mercado de milho mantém baixa liquidez no Sul e registra oscilações na B3 com queda do dólar

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O mercado de milho nas regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil segue sem grandes negociações, com baixa liquidez e preços estáveis, segundo informações da TF Agroeconômica e do Cepea.

  • Rio Grande do Sul: as indicações de compra variam entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, com média estadual de R$ 62,00. No porto, o milho futuro para fevereiro/2026 é cotado em R$ 69,00/saca. Apesar da leve estabilidade, não há expectativa de recuperação de preços no curto prazo.
  • Santa Catarina: o mercado segue praticamente parado, com pedidas próximas de R$ 80,00/saca e ofertas em torno de R$ 70,00/saca. No Planalto Norte, negócios pontuais variam entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca.
  • Paraná: o final do plantio dita o ritmo do mercado, que está lento devido à falta de consenso entre compradores e vendedores. Os produtores pedem cerca de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias oferecem R$ 70,00 CIF, mantendo o mercado spot praticamente parado.
  • Mato Grosso do Sul: as cotações oscilam entre R$ 51,00 e R$ 54,00/saca, com destaque para Maracaju liderando as referências estaduais e Chapadão do Sul registrando altas pontuais. Apesar disso, a demanda exportadora continua enfraquecida.
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Impactos do câmbio e do mercado internacional na B3

Na B3, os contratos futuros de milho mostraram comportamento dividido, influenciados por queda do dólar e pela alta na Bolsa de Chicago.

  • O contrato de novembro de 2025 fechou em R$ 67,76, leve alta de R$ 0,04 no dia.
  • Janeiro de 2026 recuou para R$ 70,72, enquanto março de 2026 encerrou em R$ 72,50.

O Cepea aponta que os preços internos permanecem firmes, com produtores focados na semeadura da safra de verão. Algumas regiões enfrentam preocupação devido às fortes chuvas, e a comercialização segue contida, priorizando contratos já firmados. Compradores relatam estoques suficientes para o curto prazo e realizam apenas aquisições pontuais.

Exportações de milho mostram retração

De acordo com dados da Secex, o Brasil exportou 6,5 milhões de toneladas de milho em outubro, volume 14% menor que setembro, mas 1,5% acima de outubro de 2024. No acumulado do ano, os embarques somam 29,82 milhões de toneladas, queda de 3,2% frente a 2024.

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O cenário internacional também influenciou os preços: em Chicago, o milho avançou devido à expectativa de que os Estados Unidos evitem o shutdown, levando fundos de investimento a recompor carteiras. Os contratos de dezembro fecharam a US$ 4,2975 por bushel e de março a US$ 4,4450 por bushel.

Perspectivas para o mercado de milho

O mercado doméstico segue estável, porém com baixa liquidez, refletindo o momento de plantio e as condições climáticas variáveis. No curto prazo, a tendência é de comercialização contida, com produtores aguardando valorização e compradores mantendo estoques estratégicos.

A combinação de cenário interno lento, exportações moderadas e influência do mercado internacional mantém o milho em posição de atenção para produtores, traders e indústrias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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