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Mercado de milho opera com cautela no Brasil e acompanha clima e cenário externo

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Comercialização desacelera e agentes adotam postura cautelosa

O mercado brasileiro de milho registrou uma semana marcada por cautela nas negociações. Tanto compradores quanto vendedores têm atuado de forma mais conservadora, segundo análise da consultoria Safras & Mercado.

No estado de São Paulo, foi observado aumento na oferta do cereal. Ainda assim, consumidores seguem retraídos, aguardando possíveis recuos adicionais nos preços antes de avançar nas compras.

Ofertas crescem, mas produtores seguram vendas

Em outras regiões do país, como Sul, Centro-Oeste e parte do Sudeste, também há maior presença de ofertas no mercado. No entanto, os produtores continuam moderados na fixação de vendas, refletindo incertezas quanto ao comportamento dos preços no curto prazo.

Clima influencia decisões no campo

As condições climáticas seguem no radar dos produtores. A expectativa de melhora no tempo em diversas regiões pode favorecer o andamento das atividades agrícolas, especialmente:

  • A colheita da soja
  • O plantio do milho safrinha

Esse cenário contribui para a postura mais cautelosa, já que o avanço das lavouras pode impactar diretamente a oferta do grão nas próximas semanas.

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Frete alto e câmbio volátil reforçam cautela

Outro fator que pesa sobre o mercado é a elevação nos custos logísticos, com fretes em tendência de alta. Além disso, a volatilidade do câmbio, influenciada por tensões geopolíticas no Oriente Médio, aumenta a incerteza e reduz o ritmo das negociações.

Mercado internacional registra alta em Chicago

No cenário externo, os preços do milho avançaram na Bolsa de Chicago, impulsionados pela expectativa de aumento da demanda nos Estados Unidos, especialmente para a produção de etanol.

Para a próxima semana, o mercado volta suas atenções aos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que divulgará:

  • Intenção de plantio para a safra 2026/27
  • Estoques trimestrais posicionados em 1º de março
Preços internos apresentam variações regionais

O preço médio da saca de milho no Brasil foi de R$ 66,41 em 26 de março, representando alta de 0,53% em relação aos R$ 66,07 da semana anterior.

Confira os principais destaques regionais:

  • Cascavel (PR): R$ 66,00 (+3,13%)
  • Campinas/CIF (SP): R$ 75,00 (estável)
  • Mogiana (SP): R$ 70,00 (-1,41%)
  • Rondonópolis (MT): R$ 57,00 (+3,64%)
  • Erechim (RS): R$ 66,00 (+2,33%)
  • Uberlândia (MG): R$ 67,00 (+3,08%)
  • Rio Verde (GO): R$ 64,00 (+3,23%)
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Exportações crescem em volume, mas preço médio recua

As exportações brasileiras de milho somaram US$ 178,114 milhões em março (até 15 dias úteis), com média diária de US$ 11,874 milhões.

O volume embarcado alcançou 784,176 mil toneladas, com média diária de 52,278 mil toneladas. O preço médio da tonelada foi de US$ 227,10.

Na comparação com março de 2025, os dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam:

  • Alta de 7,8% no valor médio diário exportado
  • Crescimento de 14% no volume médio diário
  • Queda de 5,5% no preço médio da tonelada
Perspectiva segue dependente de fatores internos e externos

O mercado de milho no Brasil segue condicionado a fatores como clima, ritmo das lavouras, custos logísticos e cenário internacional. A combinação desses elementos deve continuar influenciando o comportamento dos preços e o ritmo das negociações no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil colhe recorde de 4,14 milhões de toneladas de algodão em área menor

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O Brasil encerrou a colheita de algodão da safra 2025/26 com produção estimada em 4,14 milhões de toneladas de pluma, a maior da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume supera em 1,5% o resultado do ciclo anterior, apesar da redução da área plantada. Com a fibra retirada do campo, o desempenho das exportações e a preservação da qualidade passam a pesar no resultado do produtor.

O avanço veio do rendimento das lavouras. A produtividade média atingiu 2.053 quilos de pluma por hectare, alta de 4,9% sobre a temporada passada, suficiente para compensar a diminuição de 3,2% da área cultivada, que ficou em 2,02 milhões de hectares. O país conseguiu, assim, ampliar a oferta sem expandir o plantio.

A etapa de colheita já ficou para trás nas principais regiões produtoras. No acompanhamento divulgado pela Conab os trabalhos alcançaram 100% da área monitorada, incluindo Mato Grosso e Bahia. A atividade prossegue nas algodoeiras, onde o beneficiamento separa a fibra do caroço e prepara a pluma para comercialização.

O mercado externo é decisivo para absorver essa produção. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reunidos pela Conab, o Brasil exportou 2,08 milhões de toneladas de algodão de janeiro a agosto, crescimento de 22,2% em relação ao mesmo período de 2025.

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Para 2026, a companhia projeta embarques de 3,42 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico é estimado em 740 mil toneladas. A distância entre os dois volumes mostra o peso das vendas internacionais para o escoamento da fibra brasileira.

Dentro do país, a indústria têxtil continua cautelosa. Conforme a Conab, as empresas evitam grandes aquisições porque encontram dificuldade para repassar o encarecimento da matéria-prima aos produtos acabados. O estoque de passagem é projetado em 2,72 milhões de toneladas ao fim do ano, ligeiramente abaixo de 2025.

A quantidade colhida, porém, não conta toda a história. No Paraná, a Conab registrou que as chuvas na fase final da colheita, sobretudo no norte do Estado, comprometeram a qualidade da fibra, embora sem impactos relevantes no rendimento.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), chuvas persistentes durante a abertura dos capulhos — os frutos abertos que expõem a fibra — favorecem a deterioração do algodão. A umidade e a ação de fungos podem provocar amarelecimento e perda de brilho, brancura e resistência, prejudicando a qualidade da pluma.

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Como a colheita já terminou, a atenção agora se volta ao produto armazenado e ao beneficiamento. A Embrapa alerta que o excesso de umidade no algodão pode favorecer fermentação e microrganismos, com danos à cor e à resistência da fibra. A retirada do campo, portanto, precisa ser acompanhada de armazenamento adequado para preservar o resultado obtido na lavoura.

Para o cotonicultor, a orientação técnica é manter o algodão protegido da água, verificar as condições de armazenamento e controlar a umidade antes do processamento. Na comercialização, volume disponível e qualidade da fibra precisam ser considerados juntos: o recorde nacional amplia a oferta, mas cada lote conserva suas próprias características.

Fonte: Pensar Agro

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