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Mercado do arroz segue pressionado por estoques elevados e queda nas exportações, aponta Itaú BBA

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Arroz enfrenta cenário de preços baixos e excesso de oferta

O mercado de arroz mantém um panorama desafiador neste fim de ano, com estoques elevados, exportações em ritmo fraco e preços sob pressão. Segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, mesmo com medidas pontuais de estímulo ao escoamento, o desequilíbrio entre oferta e demanda tem dificultado a recuperação das cotações.

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, o arroz encerrou novembro com média de R$ 54,83 por saca de 50 kg, representando queda de 5,6% em relação a outubro. Nos primeiros dez dias de dezembro, o recuo foi de 3,2%, com negócios em torno de R$ 52,80/sc.

Esses valores permanecem abaixo do preço mínimo estabelecido pela Conab, de R$ 63,64/sc, reforçando o desafio para os produtores em meio ao excesso de produto disponível no mercado.

Exportações desaceleram e ampliam pressão sobre o mercado interno

As exportações, que poderiam ajudar a reduzir os estoques, também perderam força. Em novembro, os embarques somaram 94,4 mil toneladas, uma queda expressiva em relação às 172,8 mil toneladas de outubro.

De janeiro a novembro, o total exportado é de 1,3 milhão de toneladas, abaixo da meta da Conab, que projeta 1,6 milhão de toneladas para o ano-safra (jan-dez). O volume também está inferior à média dos últimos cinco anos, indicando necessidade de estratégias adicionais de escoamento para evitar novos acúmulos de estoque.

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Produção elevada pressiona preços e reduz margens dos produtores

O relatório do Itaú BBA ressalta que o aumento expressivo da produção na safra 2024/25, sem crescimento proporcional no consumo interno, resultou em um excedente expressivo de oferta.

A Conab estima que o estoque de passagem — volume que permanece armazenado entre uma safra e outra — ultrapasse 2 milhões de toneladas em fevereiro de 2026, o maior nível em anos.

Esse cenário limita o potencial de valorização do arroz no curto prazo e tem levado produtores a repensar o ritmo de plantio e de comercialização para a nova temporada.

Safra 2025/26 avança, mas com menor área cultivada

O plantio da safra 2025/26 está praticamente concluído no país, alcançando 80,2% da área total até 5 de dezembro, segundo a Conab. No Rio Grande do Sul, o índice é ainda maior, com 98% das lavouras já semeadas.

Apesar do bom andamento do plantio, a área cultivada foi revisada para baixo, com retração estimada em 8,1% em relação à safra anterior, totalizando 1,6 milhão de hectares. Essa redução pode provocar queda de 12,4% na produção.

A diminuição na área plantada é vista como um possível ponto de equilíbrio entre oferta e demanda, ajudando na recuperação gradual dos preços a partir do próximo ciclo, desde que não haja surpresas climáticas ou desaceleração ainda maior das exportações.

Pressão internacional mantém tendência de baixa nas cotações

No mercado internacional, o arroz também enfrenta desvalorização. Nos Estados Unidos, as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam novembro com queda de 3,9%, a USD 225 por tonelada, e seguiram em baixa nos primeiros dias de dezembro, atingindo USD 221/t (-1,5%).

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A oferta global robusta é o principal fator de contenção de preços. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção mundial deve atingir 540 milhões de toneladas (arroz beneficiado) em 2025/26, leve redução frente à safra anterior.

Embora a Índia registre aumento na produção, países como Indonésia, Vietnã e Tailândia projetam redução nas colheitas, o que pode ajustar os fluxos comerciais no médio prazo. Nos EUA, produtores enfrentam margens estreitas e queda na competitividade diante da entrada de arroz importado a preços mais baixos.

O governo Donald Trump já sinalizou a possibilidade de elevar tarifas sobre importações asiáticas, em resposta às pressões do setor agrícola norte-americano.

Perspectivas para o setor

A curto prazo, o cenário do arroz deve continuar pressionado por estoques elevados e exportações abaixo da meta, com preços internos ainda distantes do patamar mínimo estabelecido.

A expectativa é que a redução da área plantada e um maior equilíbrio no comércio internacional possam contribuir para a estabilização das cotações em 2026, embora o setor siga dependente da demanda global e da eficiência nas políticas de escoamento interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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FAO en Alter do Chão: Gobierno de Brasil participa en los debates sobre el sector de la acuicultura

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El Ministerio de Pesca e Aquicultura (MPA) estuvo presente este lunes (10) en Alter do Chão, distrito de Santarém (PA), representado por el ministro Edipo Araujo. Él participó en el evento organizado por la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO), con el apoyo de INFOPESCA y la Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Esta es la primera vez que este evento se realiza en el municipio.

El ministro participó en el taller “Estado y perspectivas futuras de las principales especies de peces comerciales cultivadas en la cuenca amazónica”. La iniciativa busca intercambiar conocimientos técnicos actualizados, analizar desafíos comunes y explorar oportunidades de cooperación regional enfocadas en el desarrollo sostenible de la acuicultura de especies nativas. El enfoque abarca especies nativas de alto valor productivo y comercial, como el tambaqui (Colossoma macropomum), el pirarucú (Arapaima gigas), el pacú y el paco (Piaractus spp.), el matrinxã (Brycon spp.), el bagre amazónico (Pseudoplatystoma spp.), así como variedades híbridas.

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FAO
FAO

Foto: Cláudio Braga

En consecuencia, el taller contribuye a la elaboración de recomendaciones para el sector. “Actualmente, la acuicultura brasileña alcanza alrededor de 882,3 mil toneladas anuales, superando la producción de la pesca extractiva, que registra aproximadamente 485,7 mil toneladas por año. Estas cifras indican la creciente participación de la actividad acuícola en la oferta de pescado, en la conservación de los stocks pesqueros naturales, en la seguridad alimentaria y nutricional, en el desarrollo regional y en la generación de ingresos para las familias, especialmente para las mujeres, destacó Edipo.

 

Por la tarde, el ministro participó en una mesa redonda en la Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), donde se abordaron temas relacionados con las políticas públicas y las perspectivas para la pesca y la acuicultura. La agenda también incluyó una visita técnica al Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), campus de Santarém.

Leia a versão em Português aqui.

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Ana Célia Costa 

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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