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Mercado do milho inicia 2026 com pouca fluidez e cotações pressionadas no Brasil e no exterior

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Mercado interno de milho segue lento no início de 2026

O mercado brasileiro de milho mantém ritmo travado neste começo de fevereiro de 2026, refletindo o avanço da colheita e a baixa demanda, conforme dados da TF Agroeconômica. Nos principais estados produtores, os preços permanecem pressionados e com pouca liquidez, evidenciando o desalinhamento entre as ofertas dos produtores e os níveis de compra das indústrias.

No Rio Grande do Sul, as negociações seguem lentas, com o preço médio estadual recuando 2,28% na semana, passando de R$ 61,40 para R$ 60,00/saca, segundo levantamento da Emater. O intervalo de valores no mercado spot varia entre R$ 58,00 e R$ 75,00/saca, em meio à maior disponibilidade do cereal e à ausência de uma demanda mais firme.

Em Santa Catarina, o cenário é semelhante. As ofertas de venda continuam próximas de R$ 75,00/saca, enquanto os compradores limitam suas propostas a cerca de R$ 65,00/saca, o que mantém o impasse e reduz o volume de negócios.

No Paraná, as pedidas dos produtores giram em torno de R$ 70,00/saca, contra ofertas industriais próximas de R$ 65,00/saca CIF, prolongando a lentidão nas negociações.

Já no Mato Grosso do Sul, a oferta elevada continua pressionando os preços, que agora variam entre R$ 53,00 e R$ 54,00/saca, com destaque para Dourados, que registra a maior desvalorização regional.

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B3 tenta manter leve alta enquanto Chicago registra recuo

A quinta-feira (5) começou com movimentos distintos entre o mercado interno e o externo. Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços futuros do milho operaram em leve queda, refletindo dados negativos sobre a produção de etanol nos Estados Unidos, que caiu para o nível mais baixo em quase dois anos, segundo informações da Administração de Informação de Energia (EIA) e do portal Successful Farming.

Às 10h20 (horário de Brasília), os principais contratos recuavam:

  • Março/26: US$ 4,29/bushel (-0,25 ponto)
  • Maio/26: US$ 4,36/bushel (-0,50 ponto)
  • Julho/26: US$ 4,43/bushel (-0,25 ponto)
  • Setembro/26: US$ 4,41/bushel (-0,75 ponto)

No Brasil, a Bolsa de Mercadorias e Futuros (B3) iniciou o dia com leve valorização. Por volta das 10h35, as cotações flutuavam entre R$ 68,05 e R$ 69,97/saca.

  • Março/26: R$ 69,97 (+0,26%)
  • Maio/26: R$ 69,87 (+0,37%)
  • Julho/26: R$ 68,43 (+0,34%)
  • Setembro/26: R$ 68,05 (+0,29%)
Correções técnicas e impasse nos preços limitam avanços

De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado futuro do milho apresentou comportamento misto na quarta-feira (4), refletindo ajustes técnicos e realização de lucros. Apesar do dólar e das cotações internacionais estáveis, os contratos mais curtos enfrentaram dificuldade para se manter acima de R$ 70,00/saca.

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Na B3, os resultados mostraram variação moderada:

  • Março/26: R$ 69,79 (-R$ 0,41 no dia; +R$ 1,83 na semana)
  • Maio/26: R$ 69,61 (-R$ 0,34 no dia; +R$ 1,98 na semana)
  • Julho/26: R$ 68,20 (+R$ 0,30 no dia; +R$ 0,95 na semana)

No mercado internacional, as cotações de Chicago encerraram em alta moderada, sustentadas pelas vendas externas — com destaque para 130 mil toneladas exportadas para destino não divulgado — e pelos ganhos da soja. Ainda assim, a queda na produção de etanol nos EUA e o bom ritmo de plantio da safrinha brasileira limitaram maiores avanços de preço.

Perspectivas: alta oferta deve manter milho sob pressão

Com a safra avançando e as condições climáticas favoráveis no Brasil, o mercado de milho deve continuar sob pressão de oferta nas próximas semanas. Enquanto isso, os fatores externos, como a demanda por etanol nos EUA e as exportações americanas, devem seguir influenciando o comportamento das cotações em Chicago.

O cenário, portanto, indica um mercado cauteloso e com baixa liquidez, tanto no curto prazo quanto nas projeções para o primeiro trimestre de 2026, com os produtores atentos à evolução da colheita e às movimentações cambiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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