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Mercado global de açúcar estabiliza após quedas e amplia exportações brasileiras

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Preços do açúcar se mantêm estáveis após forte recuo em 2025

O mercado internacional de açúcar iniciou 2026 com movimentos moderados e pouca volatilidade, após atingir os menores níveis em cinco anos no final de 2025. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato do açúcar bruto para março encerrou o pregão de 29 de janeiro cotado a 14,70 centavos de dólar por libra-peso, representando uma queda de 2% em relação aos 15,01 centavos registrados no último dia de dezembro.

Segundo analistas, os preços permaneceram estáveis ao longo de janeiro, variando entre 14,50 e 15,00 centavos, em meio à ausência de novos fatores de impacto sobre os fundamentos do mercado global.

Oferta global elevada mantém pressão sobre as cotações

O principal fator que limita uma recuperação de preços é a ampla oferta global de açúcar. No Centro-Sul do Brasil, principal região produtora do mundo, a safra 2025/26 acumulou produção de 40,22 milhões de toneladas até dezembro, um crescimento de quase 1% em relação ao ciclo anterior.

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Além disso, o mix de produção destinado ao açúcar aumentou de 48,16% para 50,82%, refletindo o maior direcionamento das usinas para o adoçante em vez do etanol.

Na Índia, segundo maior produtor mundial, a produção acumulada entre outubro e meados de janeiro atingiu 15,9 milhões de toneladas, um avanço de 22% sobre o mesmo período anterior — reforçando o cenário de oferta abundante e contribuindo para manter o mercado sob pressão.

Exportações brasileiras de açúcar crescem em volume, mas com preços menores

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 1,73 milhão de toneladas de açúcar e melaços em janeiro de 2026, com receita total de US$ 630,5 milhões.

A média diária de exportações foi de 108,6 mil toneladas, gerando uma receita média de US$ 39,4 milhões por dia — valor 13,3% menor que o observado em janeiro de 2025, quando o montante diário chegou a US$ 45,4 milhões.

Apesar da queda no faturamento, o volume embarcado aumentou 15,9%, enquanto o preço médio da tonelada exportada caiu 25,1%, passando de US$ 484,80 para US$ 362,90.

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Perspectivas: câmbio e demanda asiática podem redefinir o cenário

Especialistas apontam que, no curto prazo, o mercado deve seguir equilibrado, com suporte nos custos de produção e nas decisões de moagem das usinas brasileiras. A valorização do real frente ao dólar, observada em janeiro, também influencia as margens de exportação.

De acordo com o Banco Central do Brasil, a moeda americana tem oscilado próxima de R$ 4,90, enquanto a taxa Selic permanece em 10,75% ao ano, o que pode impactar a competitividade das exportações do agronegócio brasileiro.

A expectativa é de que a demanda asiática, especialmente de China e Indonésia, ajude a sustentar as cotações internacionais nas próximas semanas, mesmo diante de estoques elevados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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