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Mercado mantém previsões estáveis para inflação e PIB em 2026, aponta Boletim Focus

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PIB: crescimento projetado em 1,82% para 2026

Segundo a pesquisa semanal com instituições financeiras, o crescimento da economia brasileira em 2026 deve ser de 1,82%, mantendo o mesmo patamar da semana anterior. Para 2027, a expectativa para o PIB é de 1,8%, enquanto as projeções para 2028 e 2029 indicam expansão de 2% ao ano.

Em 2025, o Brasil registrou crescimento de 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), impulsionado por todos os setores, com destaque para a agropecuária. Este resultado representou o quinto ano consecutivo de crescimento da economia.

Dólar: projeção para 2026 e 2027

O Boletim Focus também trouxe as estimativas para a cotação do dólar. Para o final de 2026, a moeda norte-americana deve chegar a R$ 5,41, e para o fim de 2027, a previsão é de R$ 5,50.

Inflação permanece dentro da meta do Banco Central

A previsão do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — a inflação oficial do país — se manteve em 3,91% para 2026. Para 2027, a estimativa passou de 3,79% para 3,8%, enquanto para 2028 e 2029 a previsão é de 3,5% ao ano.

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O valor está dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN): 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, entre 1,5% e 4,5%.

Em janeiro, o IPCA registrou alta de 0,33%, influenciado pelo aumento nos preços da conta de luz e da gasolina, acumulando 4,44% em 2025. A inflação de fevereiro será divulgada pelo IBGE na próxima quinta-feira (12).

Juros básicos: Selic permanece em 15%, mas cortes estão previstos

A taxa básica de juros (Selic) segue em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006 (15,25%), conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Apesar da leve queda da inflação e do dólar, os juros foram mantidos pela quinta reunião consecutiva.

Segundo a ata do Copom, a expectativa é iniciar a redução da Selic em março, caso a inflação continue sob controle. Analistas de mercado ajustaram a previsão da taxa para o final de 2026 para 12,13% ao ano (ante 12% estimado anteriormente). Para 2027 e 2028, a Selic deve recuar para 10,5% e 10%, respectivamente, chegando a 9,5% em 2029.

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A alta da Selic visa conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança, mas também pode frear a expansão econômica. Já a redução dos juros tende a baratear o crédito, incentivar o consumo e a produção, e estimular a economia, embora possa pressionar a inflação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes

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O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.

O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.

O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.

A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.

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O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.

Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.

Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.

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A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.

Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.

Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.

Fonte: Pensar Agro

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