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Mercado opera com cautela diante das incertezas sobre o tarifaço dos EUA

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O setor da soja começa a semana sob tensão, na expectativa de que o tarifaço do Trump entre em vigor nesta quarta-feira (06.08). O mercado opera com cautela diante das incertezas sobre o tarifaço, já que o presidente norte-americano já mudou de ideia várias vezes.

Segundo especialistas, o contrato futuro da soja para maio de 2026 em Chicago está 15,15% acima do valor atual. Com a cotação convertida em reais, o preço da saca projetado para o próximo ano é de R$ 132,77. A rentabilidade, mesmo com as oscilações, segue positiva: cerca de 21,47% sobre os custos médios atuais de produção.

No entanto, quem antecipou a venda da próxima safra no primeiro semestre conseguiu preços bem mais altos — em torno de R$ 156 por saca — com lucros de até 42,7%. Por isso, a recomendação dos analistas é clara: aproveitar o momento e fixar pelo menos parte da safra, evitando depender exclusivamente de projeções futuras.

A demanda internacional continua firme. A China segue comprando soja brasileira em grandes volumes, e países como Egito e México também intensificaram suas importações. A ausência da China no mercado dos EUA — agora ampliada pelo tarifaço — reforça a competitividade da soja sul-americana. Ainda assim, o mercado monitora com cautela o aumento das compras chinesas de farelo argentino, que atualmente tem preços mais baixos e menor incidência de tarifas.

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No mercado interno, a situação varia por estado:

  • Rio Grande do Sul: preços estáveis e vendas moderadas. A saca chegou a R$ 140 no porto. No interior, os valores variam entre R$ 132 e R$ 133, com negócios pontuais.

  • Santa Catarina: gargalos de armazenagem dificultam a comercialização. A produção agrícola subiu 19% entre 2020 e 2025, mas a capacidade de armazenagem cresceu só 5,1%, gerando um déficit de mais de 800 mil toneladas. A saca foi cotada a R$ 137,99 no porto de São Francisco.

  • Paraná: tentativa de equilíbrio entre interior e porto. Paranaguá pagou R$ 140,17 por saca. Em Cascavel e Maringá, os preços ficaram entre R$ 126,96 e R$ 127,22.

  • Mato Grosso do Sul: vendas lentas, mas com valorização no fim da semana. Dourados, Campo Grande e Sidrolândia registraram R$ 122,42 por saca.

  • Mato Grosso: exportações para a China seguem firmes, mas a infraestrutura limitada ainda é um entrave. Preços em alta moderada: Campo Verde e Primavera do Leste a R$ 120,68; Lucas do Rio Verde e Sorriso a R$ 118,07.

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O mercado da soja está em um ponto de virada. De um lado, o Brasil se beneficia da maior demanda externa; de outro, enfrenta dificuldades logísticas e o risco de queda nos preços dos subprodutos como óleo e farelo. Para o produtor, o recado é direto: garantir parte do lucro agora pode ser a decisão mais segura diante de um cenário cada vez mais imprevisível.

Fonte: Pensar Agro

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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