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Mercado reduz projeções de inflação e eleva expectativa de crescimento do PIB para 2025 e 2026

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Inflação prevista para 2025 e 2026 tem leve recuo

O mercado financeiro voltou a ajustar para baixo suas estimativas de inflação. Segundo o Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central (BC), a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — indicador oficial da inflação — caiu de 4,43% para 4,40% em 2025.

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o próximo ano é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Para 2026, o mercado também reduziu levemente sua estimativa, de 4,17% para 4,16%, mantendo tendência de desaceleração.

Preços administrados e IGP-M seguem caminhos diferentes

Os preços administrados, que incluem tarifas públicas e contratos regulados, tiveram leve alta nas projeções, passando de 5,18% para 5,25% em 2025. Já o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) apresentou queda, indo de –0,57% para –0,61% no mesmo período.

Para 2026, o cenário é inverso: a inflação dos administrados recuou de 3,80% para 3,76%, enquanto o IGP-M foi mantido em 4,00%.

PIB deve crescer mais que o esperado

As expectativas de crescimento da economia brasileira também melhoraram. O Focus elevou a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2,16% para 2,25% em 2025, sinalizando maior confiança do mercado na retomada da atividade econômica.

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Para 2026, o crescimento projetado passou de 1,78% para 1,80%.

O Banco Central, em seu Relatório de Política Monetária divulgado em setembro, estima expansão de 2% para o PIB em 2025 — patamar próximo ao calculado pelas instituições financeiras.

Selic deve permanecer estável em 2025

A projeção para a taxa básica de juros (Selic) permaneceu em 15,00% ao fim de 2025, o que indica estabilidade nas expectativas do mercado. Atualmente, a Selic também está em 15,00%, e não são esperadas mudanças na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira (10), a última do ano.

Para 2026, a estimativa subiu ligeiramente, de 12,00% para 12,25%, apontando expectativa de redução gradual do juro real a médio prazo.

Câmbio segue estável nas projeções

O dólar deve encerrar 2025 cotado a R$ 5,40, segundo as instituições consultadas pelo BC — mesma projeção da semana anterior. Para 2026, a estimativa segue em R$ 5,50.

Há quatro semanas, o mercado previa o dólar um pouco mais alto para 2025, em R$ 5,41, o que mostra leve melhora nas expectativas cambiais.

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Panorama internacional e bolsas

Nesta segunda-feira (8), os mercados globais operam de forma mista, refletindo cautela antes de decisões de política monetária nos Estados Unidos e na Europa.

Ibovespa operava em leve alta, próximo dos 129 mil pontos, acompanhando o bom desempenho de ações ligadas a commodities.

Nos Estados Unidos, o S&P 500 avançava 0,3%, enquanto o Dow Jones tinha alta de 0,25%.

Já o dólar comercial era negociado a R$ 5,23, em queda de 0,2% frente ao real, segundo dados das 10h.

Importância do Relatório Focus

O Relatório Focus é uma pesquisa semanal do Banco Central que reúne as projeções de mais de 100 instituições financeiras e consultorias econômicas sobre os principais indicadores do país — como inflação, juros, câmbio e PIB.

Os dados são amplamente utilizados por investidores, analistas e pelo próprio governo para calibrar decisões de política monetária e avaliar o desempenho da economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva irregular aumenta risco de falhas no plantio da soja

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O Paraná já semeou 28% dos 5,74 milhões de hectares destinados à soja na safra 2026/27. O avanço de 13 pontos percentuais em uma semana colocou o Estado na liderança nacional do plantio e marcou o ritmo mais rápido para o período desde a temporada 2018/19.

O levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, mostra que 93% das lavouras implantadas estão em boas condições e 7% apresentam situação considerada média. No mesmo período do ano passado, 26% da área paranaense havia sido semeada.

A combinação de umidade no solo com períodos de tempo firme permitiu a entrada das máquinas logo após o encerramento do vazio sanitário, em 20 de setembro. A estimativa inicial do Deral é de que o Paraná colha 22,6 milhões de toneladas, volume 4% superior ao projetado para o ciclo anterior.

O ritmo acelerado aumenta a importância da qualidade da operação. Plantar mais hectares por dia ajuda o produtor a aproveitar os intervalos sem chuva, mas o aumento excessivo da velocidade pode prejudicar a distribuição das sementes, deixar falhas e formar plantas em distâncias irregulares.

Trabalhos reunidos pela pesquisa agropecuária indicam que velocidades superiores a 8 quilômetros por hora tendem a reduzir a uniformidade em determinadas condições. O limite não é igual para todas as propriedades. Tipo de semeadora, quantidade de palha, relevo, umidade e condição do solo alteram o desempenho da máquina.

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A recomendação é conferir a operação diretamente no talhão. Depois dos primeiros metros, o produtor deve abrir o sulco e verificar se as sementes estão sendo depositadas na profundidade prevista, com espaçamento semelhante e bom contato com o solo.

A Embrapa recomenda, de maneira geral, profundidade entre 3 e 5 centímetros para a soja. Sementes colocadas muito profundamente gastam mais energia para emergir. Quando ficam próximas demais da superfície, tornam-se mais vulneráveis à perda de umidade.

Outro indicador é a singulação, que mede a capacidade do sistema de depositar uma semente por vez, evitando falhas e sementes duplas. Um índice elevado não garante a formação da lavoura. A emergência também depende do vigor e da germinação do lote, da umidade, da temperatura do solo e da ausência de compactação sobre a linha.

Piloto automático, corte linha a linha e monitoramento da distribuição ajudam a reduzir sobreposições e alertam o operador quando há interrupção no fluxo. Antes de investir em novos equipamentos, porém, o produtor precisa identificar se as perdas estão na capacidade da máquina, no ajuste dos dosadores, na velocidade ou na condição do solo.

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A soja consegue compensar parte das falhas por meio da ramificação e da formação de mais vagens nas plantas restantes. Essa capacidade não elimina o prejuízo de grandes espaços vazios nem justifica o replantio automático de áreas com população um pouco menor.

Quando a emergência não ocorre como esperado, a decisão deve considerar o número de plantas, a distribuição das falhas e a possibilidade de recuperação da cultivar. Replantar significa novo gasto com sementes, combustível e mão de obra, além de submeter a área a outra condição climática.

O Paraná está adiantado, mas ainda tem aproximadamente 4,1 milhões de hectares de soja por semear. Para o produtor, o desafio das próximas semanas será manter o ritmo sem trocar precisão por velocidade. A área plantada rapidamente só representa vantagem quando emerge de maneira uniforme.

Fonte: Pensar Agro

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