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Mesmo com aumento da taxa de juros, investimentos em irrigação continuam vantajosos no Brasil

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O Governo Federal anunciou, em julho, R$ 516,2 bilhões destinados à Agricultura Empresarial como parte do Plano Safra 2025/2026. O valor, destinado a linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas, beneficia médios e grandes produtores rurais em todo o país.

Dentro desse pacote, o programa Proirriga, que incentiva investimentos em irrigação e cultivo protegido, terá R$ 2,75 bilhões, alta de 5,8% em relação ao ciclo anterior. A taxa de juros do programa subiu de 10,5% para 12,5%, com limite de crédito de R$ 3,5 a 10,5 milhões, prazo máximo de 8 anos e um ano de carência.

Apesar do aumento, a taxa ainda é inferior à SELIC, que estava em 15% em junho de 2025, mantendo a atratividade do investimento em irrigação.

Ferramentas de rentabilidade reforçam viabilidade do investimento

A Lindsay, empresa global de soluções em irrigação, tem utilizado sua calculadora de rentabilidade para ajudar produtores a mensurar os ganhos reais da irrigação.

Em um estudo de caso com um cliente no Mato Grosso, com 100 hectares irrigados e duas safras por ano, o payback do projeto foi calculado comparando os planos Safra 2024/2025 e 2025/2026. Apesar do aumento da taxa de juros de 10,5% para 12,5%, o prazo de retorno do investimento subiu apenas quatro meses, passando de 3 anos e 4 meses para 3 anos e 8 meses.

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O diretor comercial da Lindsay, Cristiano Trevizam, reforça:

“Apesar do aumento de juros, o financiamento para projetos de irrigação continua sendo uma alternativa viável e estratégica, especialmente pelos ganhos de produtividade, segurança e previsibilidade.”

Benefícios estratégicos da irrigação para produtores

O financiamento pelo Plano Safra é considerado essencial para expansão da irrigação, aquisição de maquinários e aumento da produtividade agrícola.

Segundo Trevizam, a irrigação é um investimento estratégico, capaz de:

  • aumentar a produtividade média em até 30%;
  • valorizar o preço da terra;
  • promover maior sustentabilidade na produção;
  • reduzir impactos de chuvas irregulares e mudanças climáticas.

“O Plano Safra é tradicionalmente uma das principais fontes de crédito para viabilizar projetos de irrigação adaptados a cada tipo de produtor rural, fortalecendo a competitividade e a segurança da produção no Brasil”, afirma Trevizam.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Drones reduzem uso de inseticidas na cana-de-açúcar com tecnologia de controle biológico apoiada pela Embrapii

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Inovação leva drones ao controle biológico na cana-de-açúcar

Uma tecnologia desenvolvida com apoio da Embrapii está transformando o manejo de pragas na cultura da cana-de-açúcar no Brasil. O sistema utiliza drones para realizar a liberação mecanizada de agentes biológicos no campo, reduzindo a necessidade de inseticidas químicos.

A solução foi criada pela empresa Sardrones em parceria com a Unidade Embrapii da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), com foco no controle da broca-da-cana, uma das principais pragas que afetam a produtividade do setor sucroenergético.

Controle biológico deixa de ser manual e ganha escala com drones

O projeto surgiu a partir de um desafio operacional comum no campo: o controle biológico tradicional exige grande esforço humano e apresenta limitações de escala.

Segundo o agrônomo Gustavo Scarpari, fundador da Sardrones, o método manual expõe trabalhadores a condições adversas e baixa eficiência operacional.

“É um trabalho perigoso, com calor, presença de animais e esforço físico elevado com baixo rendimento”, explica.

Para superar esse cenário, a proposta foi mecanizar o processo por meio de drones capazes de distribuir vespas da espécie Cotesia flavipes, inimigas naturais da broca-da-cana.

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Tecnologia garante liberação precisa e rastreabilidade no campo

O sistema utiliza embalagens biodegradáveis acopladas a dispensers instalados nos drones, que realizam a liberação controlada dos agentes biológicos sobre a lavoura.

Durante o voo, as aeronaves sobrevoam os canaviais e liberam os insetos de forma programada, garantindo maior uniformidade na aplicação.

Todo o processo é monitorado por mapas de voo, permitindo rastreabilidade completa das áreas atendidas e maior controle sobre a eficiência da operação.

Parceria com Embrapii e Esalq/USP acelerou desenvolvimento

O avanço da tecnologia contou com o apoio da Embrapii e da parceria com pesquisadores da Esalq/USP, que contribuíram para a otimização do sistema de aplicação.

Segundo o professor e entomologista José Maurício Bento, o trabalho envolveu a definição de parâmetros técnicos fundamentais para a eficiência do método.

“Trabalhamos na definição da melhor forma de aplicação, número ideal de liberações, horários e custo-benefício, além de avaliar a eficiência do método”, afirma.

Redução de defensivos químicos e ganhos em sustentabilidade

Um dos principais impactos da tecnologia é a redução do uso de inseticidas químicos na lavoura de cana-de-açúcar.

De acordo com os especialistas, o controle biológico contribui para a preservação de organismos benéficos e reduz a pressão ambiental associada ao uso de defensivos.

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“O principal ganho é evitar aplicações químicas”, destaca Bento.

Solução também gera impacto econômico para o setor sucroenergético

Além dos benefícios ambientais, a tecnologia também pode gerar ganhos econômicos para produtores e usinas.

A redução do uso de insumos químicos e a eficiência do controle biológico contribuem para a melhoria da rentabilidade da produção.

Segundo Scarpari, o avanço pode até influenciar a valorização do produto final no mercado.

“Quanto mais biológico se usa, maior a chance de obter prêmio no preço do açúcar”, afirma.

Tecnologia já avança para outras culturas agrícolas

Embora inicialmente aplicada na cana-de-açúcar, a tecnologia já começa a ser utilizada em outras cadeias produtivas, como soja, milho, café e fruticultura.

A expansão reforça o potencial de escalabilidade da solução e sua adaptação a diferentes sistemas agrícolas.

Para especialistas, iniciativas como essa mostram como a integração entre pesquisa científica, demanda do setor produtivo e investimento em inovação acelera a transformação tecnológica no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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