Turismo

Meu escritório é na praia: litoral brasileiro se consolida como paraíso para nômades digitais

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A imagem do notebook apoiado em uma mesa com vista para o mar deixou de ser apenas um sonho para se tornar a rotina de vários profissionais. O litoral brasileiro está surgindo como uma referência para os nômades digitais, aqueles trabalhadores que têm a sorte de unir trabalho e viagens.

A tendência do escritório em qualquer lugar do mundo ganhou força pós-pandemia. A geografia deixou de ser uma barreira e passou a ser um benefício corporativo.

Para o UX/UI Designer Igor Gutemberg, de 31 anos, trabalhar remotamente transformou sua qualidade de vida.

“Desde a pandemia atuo exclusivamente em home office, o que melhorou muito minha saúde mental, me deu mais tempo para cuidar de mim, investir em hobbies e viver com mais equilíbrio. Hoje sou mais organizado, produtivo e eficiente”, avalia.

Para a estrategista digital Érica Almeida, não precisar seguir um calendário fixo e poder viajar com mais flexibilidade muda todo o cenário.

“O home office me possibilita ficar mais tempo nos destinos. Assim, deixo de ser apenas turista e passo a viver a cidade como uma verdadeira nativa, conhecendo os lugares do dia a dia e aproveitando de forma muito mais real”, comenta.

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Aline Albuquerque, de 24 anos, trabalha há 4 anos de forma online. Publicitária de formação, confessa que o desejo de se tornar uma nômade digital veio após a sua primeira viagem solo para a Ilha da Magia. Em Florianópolis (SC), conheceu várias pessoas que viviam viajando e trabalhando de forma remota.

“Fiquei encantada com a possibilidade de viver em diferentes cidades, sem precisar largar ou pausar a rotina que me garante sustento”, destaca.

Aline afirma que poder ter contato com a natureza ou aproveitar programações culturais nos intervalos entre demandas e reuniões, não só proporciona um respiro mental, como também enriquece seu repertório criativo.

“Nada mais instigante e inspirador do que ver a vida real acontecendo lá fora, longe das telas, com paisagens lindas, conhecendo pessoas com diferentes costumes, novas culturas, músicas e comidas”, conta.

Com a possibilidade do home office, a publicitária já pôde desfrutar das belezas de Salvador (BA), Vale do Capão (BA), Lençóis Maranhenses (MA), Boipeba (BA), Arraial d’Ajuda (BA), Itacaré (BA), Pipa (RN), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF) e Maceió (AL).

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O nomadismo digital vem redesenhando a forma como as pessoas se relacionam com o trabalho, o tempo e os destinos. Ao unir conectividade, natureza e experiências culturais, o litoral brasileiro se consolida não apenas como um cenário inspirador, mas como um verdadeiro escritório a céu aberto, onde a produtividade e a qualidade de vida caminham lado a lado.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Nova Ficha Digital de Hóspedes agiliza o check-in em mais 3.700 meios de hospedagem de todo o Brasil

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A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).

Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.

Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.

“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.

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“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.

A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).

Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.

No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.

A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.

ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.

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A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.

Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.

A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.

A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.

ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.

O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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