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Milho, feijão e cacau devem liderar produção agrícola na próxima safra

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Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) indica que 15 das 26 safras acompanhadas no estado da Bahia tendem a crescer em relação a 2025, com destaque para o avanço do milho da primeira safra, do feijão e do cacau em volumes absolutos.

Os maiores incrementos de produção em 2026 virão das primeiras safras de milho, feijão e cacau, que deverão responder pela maior parte do ganho de volume projetado para o campo baiano. O milho de primeira safra deve acrescentar cerca de 156 mil toneladas, alta próxima de 8%, enquanto a produção de feijão deve aumentar em torno de 116,9 mil toneladas, o que representa crescimento superior a 35%; o cacau, por sua vez, tende a avançar pouco mais de 6,2 mil toneladas, com ganho acima de 5%.

Esses números refletem tanto o aumento de área em regiões consolidadas quanto investimentos em tecnologia, manejo e irrigação, especialmente em polos produtores do Oeste e em áreas tradicionais de cacau no sul baiano. Para o governo estadual, o desempenho confirma a estratégia de diversificar e fortalecer cadeias além dos grãos clássicos, ampliando a renda no campo e a base de produção para as agroindústrias locais.

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Além do avanço em milho, feijão e cacau, a Bahia deve manter em 2026 a posição de segundo maior produtor de algodão do país, respondendo por cerca de 17% da oferta nacional, atrás apenas de Mato Grosso. A cultura segue como um dos pilares da agropecuária baiana, sustentada por alta tecnologia, uso intensivo de mecanização e forte integração com a indústria têxtil e de exportação.

O desempenho da fibra e das demais culturas confirma o protagonismo do estado no mapa agrícola brasileiro e mostra que a combinação de pesquisa, crédito, infraestrutura e segurança jurídica tem gerado ambiente favorável ao produtor. O avanço em 15 das 26 safras monitoradas é interpretado pelo governo como resultado direto de políticas de estímulo à produção e da resiliência dos agricultores frente à oscilação de preços e ao clima.

A arrancada prevista para 2026 parte de uma base elevada: a estimativa de novembro do IBGE para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2025 na Bahia aponta recorde de 12,8 milhões de toneladas, aumento de 12,8% frente a 2024. Esse grupo inclui culturas como arroz, milho, sorgo, trigo, soja, caroço de algodão e feijão, que seguem concentrando a maior parte da área plantada e da produção estadual.

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Fonte: Pensar Agro

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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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