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Milho safrinha inicia plantio sob pressão e exige decisões estratégicas para alta produtividade

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Início do plantio: momento estratégico para o milho safrinha

O plantio do milho segunda safra entra em um período crítico no calendário agrícola brasileiro. Cada decisão tomada nesta fase influencia diretamente o desempenho da lavoura ao longo do ciclo. O sucesso da safrinha depende da qualidade das sementes, escolha correta do híbrido e uniformidade na emergência das plantas.

Segundo Marcos Boel, supervisor de sementes da Conceito Agrícola, o bom estabelecimento da lavoura começa antes da semeadura:

“O principal é escolher o híbrido adequado à região, à data de plantio e ao nível de investimento do produtor. A qualidade física e fisiológica da semente, as condições climáticas e a tecnologia utilizada também são fundamentais.”

Janela de plantio apertada exige agilidade

A janela ideal de plantio do milho safrinha normalmente vai de meados de janeiro até o final de fevereiro, podendo ser ainda menor em anos com atraso na colheita da soja ou irregularidade climática.

“É um verdadeiro jogo contra o tempo. Um dia de atraso pode reduzir significativamente a produtividade. Quanto mais cedo o milho entra em campo, maior o teto produtivo da lavoura”, destaca Boel.

Emergência uniforme é sinal de lavoura saudável

Os primeiros sinais de sucesso aparecem logo após a emergência. Contagem do estande, velocidade de crescimento e uniformidade das plantas são indicadores essenciais. Plantas de tamanhos diferentes podem competir entre si, prejudicando o potencial produtivo.

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Um bom tratamento de sementes é indispensável para proteger a lavoura contra pragas como percevejos, lagartas e cigarrinhas, além de favorecer uma emergência uniforme. Na Conceito Agrícola, o Tratamento de Sementes Profissional (TSP) Blindado é utilizado para preservar o potencial das sementes e reduzir riscos iniciais.

Milho safrinha se consolida como cultura estratégica

Nos últimos anos, o milho safrinha deixou de ser apenas complementar e passou a ser protagonista na rentabilidade do produtor. A cultura ganhou tecnologia, escala e importância econômica, mas seu potencial produtivo ainda não é plenamente explorado.

“O milho tem um potencial gigantesco no Brasil, mas ainda exploramos muito pouco. Decisões mais assertivas no plantio podem aumentar significativamente a produtividade e a rentabilidade do produtor”, conclui Boel.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal

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A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.

No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.

Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores

O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.

Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.

Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.

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Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional

Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.

De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.

Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.

Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais

No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.

As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.

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Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.

Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente

O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.

A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.

Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira

Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.

O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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