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Minas Gerais: esculturas de Aleijadinho voltam para Congonhas

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Minas Gerais: esculturas de Aleijadinho voltam para Congonhas
Maurício Brum

Minas Gerais: esculturas de Aleijadinho voltam para Congonhas

Após quase um ano de sua remoção, as 64 obras de Antônio Francisco Lisboa – mais conhecido como Aleijadinho – voltaram para as Capelas dos Passos da Paixão de Cristo, em Congonhas (MG). As esculturas, que representam a trajetória de Jesus Cristo até a crucificação, tinham sido retiradas em outubro de 2023 para passar por um processo de desinfestação.

Os trabalhos de Aleijadinho estão espalhados pelo interior mineiro, em cidades como Ouro Preto , Sabará, São João Del Rei e, claro, Congonhas.

Quais são as principais obras de Aleijadinho em Congonhas?

As grandes contribuições atribuídas a Antônio Francisco Lisboa na cidade ficam no Santuário de Bom Jesus de Matosinhos. As estátuas reformadas são aquelas que compõem a representação da Via Sacra, contando o caminho de Jesus até a crucificação e sendo parte das Capelas dos Passos da Paixão de Cristo.

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Santuário do Bom Jesus do Matosinhos, rodeado por esculturas de Aleijadinho, é a grande atração da cidade André Líbero/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons

Ornamentando a escadaria do santuário estão aquelas que são consideradas a obra prima do artista: as esculturas dos 12 Profetas. Revitalizadas pela última vez em 2023, essas peças são emblemáticas desde a confecção. O mineiro teria esculpido os Profetas quando a lepra – que causava limitações nos seus movimentos – já estava em estágio mais avançado, entre 1800 e 1805, com auxílio de ferramentas especiais e ajudantes. A doença teria sido o motivo do artista receber o apelido infame que perdura até hoje.

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Como foi feito o processo de desinfestação?

As esculturas foram removidas para proteger os materiais utilizados nas obras: Aleijadinho utilizava pedra-sabão e cedro-rosa nas esculturas, deixando as peças vulneráveis à ação do tempo e alguns parasitas, como é o caso do cupim. O método escolhido foi a anóxia, que consiste em inserir o material numa bolha, adicionar um gás inerte e retirar o oxigênio do interior, deixando assim por 45 dias até eliminar os cupins.

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Esculturas passaram por processo de anóxia, embaladas com gás inerte de modo a matar os parasitas André Brasil/Iphan/Reprodução

Depois de serem desembaladas, as obras passam por imunização com produtos protetores, mirando na prevenção de novas infestações futuras.

Como chegar até Congonhas

Para quem deseja ir de avião, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Aeroporto Tancredo Neves), em Confins, é o mais próximo. Partindo de BH, basta pegar a rodovia BR-040 em sentido sul, em direção ao Rio de Janeiro. A cidade de Congonhas fica a cerca de 85km de distância, levando pouco mais de 1 hora de carro saindo da capital mineira.

Partindo de São Paulo, o melhor caminho é seguindo pela BR-381 até o trevo de Lavra, onde você deverá acessar a BR-265 até Barbacena. De lá, basta pegar a BR-040 até Congonhas. A viagem leva cerca de 9 horas.

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Saindo do Rio de Janeiro também é utilizada a mesma rodovia, num trajeto que passa por Petrópolis, Juiz de Fora, Barbacena e Conselheiro Lafaiete, levando algo próximo de 7 horas até Congonhas.

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Fonte: Turismo

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Turismo

Nova Ficha Digital de Hóspedes agiliza o check-in em mais 3.700 meios de hospedagem de todo o Brasil

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A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).

Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.

Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.

“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.

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“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.

A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).

Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.

No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.

A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.

ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.

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A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.

Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.

A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.

A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.

ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.

O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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