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Minas Gerais passa a divulgar cotação do carvão vegetal para apoiar produtores florestais

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A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) iniciou nesta quinta-feira (14/8) a divulgação mensal do preço do carvão vegetal produzido a partir de florestas plantadas de eucalipto. A iniciativa é realizada em parceria com a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e a Emater-MG, atendendo a uma demanda do setor da agroindústria florestal do estado, predominantemente formada por pequenos e médios produtores.

Objetivo da divulgação e metodologia

Segundo Taiana Guimarães Arriel, Superintendente de Fomento Florestal da Seapa, a ação busca oferecer subsídios para tomada de decisão, negociação e fortalecimento do setor produtivo.

“Os valores são coletados diretamente na fonte, por meio das notas fiscais, processados de forma autônoma pela Seapa e conferidos com os levantamentos das unidades regionais da Emater-MG. A cotação será publicada mensalmente no site e nas redes sociais da Secretaria de Agricultura”, detalhou Taiana.

A divulgação abrangerá as mesorregiões com maior atividade de produção de carvão vegetal: Central Mineira, Jequitinhonha, Metropolitana de Belo Horizonte, Norte de Minas, Centro-Oeste, Zona da Mata e Noroeste.

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A Superintendente ressaltou ainda que os valores médios podem ser atualizados, e que as flutuações de mercado não implicam responsabilidade da Seapa, em conformidade com o Decreto Estadual nº 49.013/2025, que respeita a livre iniciativa e a liberdade econômica.

Cotação do carvão vegetal no primeiro semestre de 2025

De acordo com dados consolidados do primeiro semestre de 2025, a cotação do carvão vegetal apresentou variação ao longo dos meses:

  • Janeiro: maior média mensal, R$ 375,00/m³;
  • Maio: menor média, R$ 360,00/m³;
  • Menor preço registrado: Zona da Mata, R$ 300,00/m³;
  • Maior preço registrado: Metropolitana de Belo Horizonte e Centro-Oeste, próximos de R$ 400,00/m³.

A variação de preços reflete fatores como demanda das siderúrgicas, especulações de exportação e oferta regional, sendo que não há uma tendência clara que se repita entre as mesorregiões.

Importância para o setor florestal e siderúrgico

A divulgação regular da cotação visa trazer transparência ao mercado, subsidiando produtores e empresas do setor florestal e siderúrgico. Além disso, permite que pequenos e médios produtores planejem melhor a comercialização, contribuindo para o desenvolvimento econômico sustentável em Minas Gerais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa amplia cooperação agrícola com países africanos em agenda voltada à segurança alimentar

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Desde 2023, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, firmou ao menos 18 instrumentos bilaterais com países africanos. A iniciativa integra a estratégia de ampliação da cooperação agrícola com o continente, com foco em segurança alimentar, desenvolvimento rural, agricultura tropical e sanidade agropecuária.

A relevância dessa relação também se reflete no comércio exterior. Em 2025, os países africanos importaram mais de US$ 12,1 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para carnes, cereais e açúcar. O valor representa crescimento de 30% em relação a 2022, quando as compras somaram US$ 9,3 bilhões.

O fluxo comercial reforça a importância do continente africano para o agro brasileiro e amplia o espaço para uma agenda que combine cooperação técnica, investimentos e novas oportunidades de mercado.

A aproximação faz parte da chamada cooperação Sul-Sul, baseada na troca de conhecimentos, tecnologias e experiências entre países em desenvolvimento. O modelo busca construir soluções conjuntas a partir de desafios comuns enfrentados pelos países parceiros.

No caso da África, a cooperação envolve temas que também marcaram a trajetória brasileira no campo, como produção em clima tropical, correção de solos, manejo de pastagens, assistência técnica, agricultura familiar, crédito rural e estruturação de sistemas de defesa agropecuária. O objetivo é adaptar experiências brasileiras às condições locais de cada país, respeitando diferenças de clima, solo, estrutura produtiva e capacidade institucional.

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Entre as principais iniciativas está o programa Mais Alimentos África, retomado em 2023 em Moçambique e Angola. Inspirada na experiência brasileira de apoio a pequenos produtores, a ação reúne crédito, tecnologia e assistência técnica para ampliar a produção de alimentos.

Outra frente de atuação é o Projeto Cerrado Africano, voltado à adaptação de conhecimentos brasileiros para regiões de savana no continente. A proposta contempla técnicas de correção de solos ácidos, manejo de pastagens tropicais e organização produtiva em áreas com características semelhantes às do Cerrado brasileiro.

A agenda ganhou estrutura permanente em fevereiro de 2026, com a inauguração do Escritório de Cooperação Técnica para a África. Coordenado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), em parceria com os ministérios da Agricultura do Brasil e da Etiópia, o escritório permite o acompanhamento contínuo dos projetos, sem depender exclusivamente de missões temporárias.

A presença permanente deve ampliar a agilidade das respostas brasileiras e aproximar as equipes técnicas das demandas locais. A iniciativa também abre caminho para projetos de maior duração em áreas como agricultura digital, recuperação de áreas degradadas, sistemas produtivos de baixo carbono, assistência técnica e parcerias com bancos de fomento africanos.

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A aproximação com os países africanos vem sendo fortalecida em diferentes iniciativas. Em 2025, ministros e autoridades do continente participaram do II Diálogo Brasil-África, realizado no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O encontro debateu cooperação agropecuária, segurança alimentar, intercâmbio de experiências, transferência de tecnologias, pesquisa, inovação, financiamento e ações conjuntas de combate à fome.

Apesar dos avanços, a cooperação ainda enfrenta desafios relacionados à logística, diferenças climáticas, idiomas e à necessidade de adaptação contínua das tecnologias às realidades locais.

Para o Mapa, a proposta é consolidar uma agenda de cooperação técnica de longo prazo, capaz de fortalecer a produção de alimentos, apoiar o desenvolvimento rural e ampliar as relações comerciais entre o Brasil e os países africanos.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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