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Ministério da Pesca e Aquicultura tem novo ministro

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 A partir desta quarta-feira (1º/04), o Ministério da Pesca e Aquicultura passa a ter um novo líder. Rivetla Edipo Araujo assume a condução da pasta no lugar de André de Paula, que passa a ocupar o cargo de ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

 O evento de transmissão de cargo foi realizado hoje, na sede do MPA, em Brasília (DF). A cerimônia contou com a participação de diversas autoridades, representantes dos setores pesqueiro e aquícola, além de servidores do Ministério, familiares e outros convidados dos ministros. 

 Edipo Araujo destacou os resultados do trabalho realizado ao lado de André de Paula nos últimos três anos, como a retomada da estatística pesqueira, o Propesc e o Programa Povos da Pesca Artesanal. “Essas entregas não são resultados isolados, são fruto de um trabalho coletivo, de uma equipe comprometida e de um ministério que foi reconstruído e fortalecido. É a partir dessa base que seguiremos avançando”, completou. 

 O novo ministro do MPA agradeceu à família, aos amigos, ao seu esposo e a todos os servidores do Ministério. Ele também reforçou o compromisso assumido ao ingressar na pasta. “Não começo hoje um novo caminho. Sigo um caminho que já vem sendo construído com muitas mãos, com muito esforço e compromisso público. E sigo com a disposição de trabalhar, de ouvir e de construir juntos”, afirmou. 

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 André de Paula também agradeceu aos diversos parceiros do MPA nos últimos anos, como as associações de pesca e representantes do Executivo e do Legislativo. Agradeceu ainda aos servidores do Ministério e, principalmente, ao presidente Lula. “Eu agradeço ao presidente Lula, porque este é um governo que se diferencia: é um governo que tem alma, que tem um compromisso claro com quem precisa. Tenho muito orgulho de servir ao governo liderado pelo presidente Lula. E foi ele que me deu a oportunidade de estar aqui”, completou. 

 Ele também agradeceu ao novo ministro. “Não tenho dúvida nenhuma, Edipo, de que você está pronto para ser um ministro ainda melhor do que eu fui. Isso não diz respeito apenas às qualidades que temos, mas ao fato de que trabalhamos muito para que as coisas avançassem. E você seguirá avançando para consolidar o nosso trabalho”, declarou. 

 Conheça o novo ministro 

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 Edipo Araujo possui ampla experiência acadêmica e em gestão pública. É formado em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), com mestrado em Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais (UFRA) e doutorado em Ecologia Aquática e Pesca (UFPA). 

 Já atuou como professor e pesquisador em diversas instituições de ensino e também na gestão de órgãos públicos, como a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e o Departamento de Ordenamento da Pesca da antiga Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). 

 Desde 2023, passou a integrar o então recriado Ministério da Pesca e Aquicultura, atuando como diretor do Departamento de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva. Em julho de 2024, assumiu o cargo de secretário-executivo do MPA. 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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