Saúde

Ministério da Saúde anuncia novos investimentos para fortalecer a Atenção Especializada em Goiás

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpriu agenda neste sábado (30) em Aparecida de Goiânia, com entregas históricas para o fortalecimento da Atenção Especializada no município. As ações somam investimento de R$ 61 milhões e incluem a assinatura de duas ordens de serviço para a construção de policlínicas regionais e a entrega de um combo de equipamentos cirúrgicos ao Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP).

As novas policlínicas, localizadas no Residencial Aldeia do Parque e no Loteamento Parque Itália, contarão com investimento de R$ 30 milhões cada, sendo R$ 17 milhões destinados às obras e R$ 13 milhões para aquisição de equipamentos. As unidades beneficiarão mais de 930 mil habitantes de 25 municípios da região, ampliando o acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados em áreas como ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, endocrinologia e pediatria. Já o combo de cirurgia geral entregue ao HMAP inclui seis equipamentos voltados à ampliação de procedimentos cirúrgicos, como vasectomia e laqueadura.

O ministro Padilha ressaltou que esse investimento no programa Agora Tem Especialistas, com recursos do PAC, vai ampliar ainda mais a capacidade de atendimento da população. “As policlínicas poderão oferecer mais de 20 especialidades médicas cada uma. Elas contarão com equipamentos de tomografia e ressonância magnética, o que contribuirá significativamente para a redução das filas de espera para esses exames. Muitas vezes, quando os equipamentos estão dentro dos hospitais, um paciente é convocado para realizar o exame, mas, diante de uma situação de urgência, o procedimento precisa ser cancelado para atender casos prioritários. Ao disponibilizar esses equipamentos também fora do ambiente hospitalar, será possível reduzir de forma mais rápida o tempo de espera por consultas, atendimentos especializados e exames, que é justamente o objetivo do programa Agora Tem Especialistas”, completou.

As entregas reforçam a regionalização do acesso à saúde pública, uma das prioridades do Ministério da Saúde para garantir que a Atenção Especializada chegue a quem mais precisa em todas as regiões do país, além de contribuir para a redução do tempo de espera por cirurgias eletivas, em alinhamento com o programa Agora Tem Especialistas.

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Durante a agenda, o ministro Alexandre Padilha destacou também os resultados alcançados pelo programa Agora Tem Especialistas. “Batemos o recorde de cirurgias eletivas no SUS em 2025. Foram 14,9 milhões de procedimentos realizados, o equivalente a um estádio Serra Dourada lotado todos os dias entrando nos hospitais do SUS para receber atendimento e ter a vida transformada”, afirmou.

Mobilização nacional leva atendimento às pessoas idosas

Em Goiânia (GO), no início da manhã, o ministro Alexandre Padilha acompanhou o mutirão do programa Agora Tem Especialistas, realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que mobilizou 45 hospitais universitários em todo o país. A ação, denominada “Dia E – HU Brasil em Ação”, amplia o acesso da população idosa a consultas, exames e cirurgias especializadas no Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de reduzir o tempo de espera por esses atendimentos. Além da assistência à população, o mutirão também envolve residentes, estudantes de graduação e equipes multiprofissionais, reforçando a formação prática e humanizada de novos profissionais de saúde.

A iniciativa ofereceu mais de 42 mil atendimentos em todo o país, entre 1,1 mil cirurgias, 6,8 mil consultas especializadas e mais de 34,1 mil exames. Somente no HC-UFG, foram ofertados 4,5 mil procedimentos, com destaque para cirurgias urológicas, tomografias e procedimentos radiológicos.

Durante a visita, o ministro destacou o impacto do mutirão na redução do tempo de espera. “Nós também estivemos no Hospital Universitário da Universidade Federal de Goiás, acompanhando o mutirão da saúde do idoso que está acontecendo em todo o Brasil nos hospitais universitários federais. Eu vi pessoas que aguardavam há um ano para realizar uma tomografia e foram chamadas pelo mutirão. Outras esperavam há oito meses por um cateterismo e foram atendidas. Da mesma forma, pacientes que aguardavam há seis meses por uma ressonância magnética tiveram acesso ao exame por meio dessa iniciativa”, afirmou.

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Esta é a quinta edição dos mutirões nacionais da Rede HU Brasil. Em 2025, mais de 100 mil atendimentos foram realizados em três grandes mobilizações nacionais, incluindo o primeiro Mutirão de Saúde Indígena e Quilombola. Já em março deste ano, o mutirão voltado à saúde da mulher contabilizou mais de 46 mil atendimentos em todo o país.

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Fotos: Rafael Nascimento/MS

Investimentos na modernização do SUS

Durante a agenda no Hospital das Clínicas, Padilha também visitou o novo Serviço de Radioterapia da instituição, entregue em dezembro de 2025 pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A estrutura recebeu investimento total de R$ 19,5 milhões, com financiamento do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, por meio da HU Brasil.

Com tecnologia moderna, equivalente à disponível na rede privada, o serviço fortalece a assistência oncológica de alta complexidade no SUS e garante atendimento qualificado a pacientes de Goiás e de toda a região Centro-Oeste.

Já no Hospital Araújo Jorge, instituição filantrópica referência em oncologia e oncologia pediátrica no estado de Goiás, o ministro Alexandre Padilha inaugurou o novo tomógrafo da instituição. Viabilizado pelo Novo PAC Saúde, o equipamento, no valor de R$ 2,1 milhões, conta com tecnologia de ponta e recursos de Inteligência Artificial (IA), que permitem reduzir a dose de radiação aplicada nos exames, garantindo mais segurança aos pacientes. A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas e amplia a capacidade de assistência ofertada aos mais de 66 mil pacientes do SUS atendidos todos os anos pelo hospital.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde amplia diálogo com movimentos sociais na preparação do SUS para impactos do El Niño

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O Ministério da Saúde apresentou, nesta quarta-feira (23), estratégias para preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para os impactos das mudanças climáticas e de fenômenos como o El Niño. Durante a roda de conversa virtual “El Niño 2026/2027 e saúde: participação social e resposta nos territórios” foram discutidas a preparação e a resposta do SUS diante das emergências climáticas e os desafios para a saúde pública nos diferentes territórios. 

O evento foi iniciado com uma palestra do secretário-executivo substituto do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Júnior, que apresentou um panorama sobre o planejamento do SUS para esses desafios.  A roda de conversa reuniu, além de representantes do Ministério da Saúde, movimentos sociais, conselhos, lideranças, pesquisadores e diferentes territórios, com o objetivo de compartilhar informações sobre o tema e ouvir experiências, preocupações e propostas. 

Na abertura, foi destacada a importância de manter um diálogo permanente com os movimentos sociais para o enfrentamento dos impactos climáticos, considerando as desigualdades entre os territórios. O diálogo resultou em uma lista de desafios que foram agrupados por áreas para orientar a elaboração de propostas. 

SUS se prepara para os desafios

A partir de outubro, o Brasil entra em uma janela de maior atenção, que se estende até março de 2027, com riscos diferentes de acordo com cada território. A estratégia do Ministério da Saúde considera previsões climáticas, histórico de eventos, vulnerabilidades e capacidade de resposta local.

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No Sul, a maior probabilidade de chuvas intensas, temporais e inundações, especialmente na primavera, orientou ações como o fortalecimento da Força Nacional do SUS em Porto Alegre, a atuação dos Centros de Informação em Saúde e Clima em Porto Alegre e Curitiba, planos de contingência para chuvas intensas, linhas de cuidado em saúde mental pós-desastre e emissão de alertas e boletins para qualificação das equipes.

No Nordeste e Sudeste, onde os principais riscos incluem calor extremo, temperaturas acima da média e ondas de calor, o SUS ampliou medidas de proteção, como o Mapa de Calor Extremo, zonas de resfriamento, pontos de hidratação e preparação da rede assistencial com protocolos específicos. No Nordeste, a estratégia também considera a estiagem severa, com bases da Força Nacional do SUS em Salvador, Recife e Fortaleza e envio antecipado de medicamentos. No Sudeste, há ainda a atuação da Força Nacional no Rio de Janeiro e do Centro de Informação em Saúde e Clima em Belo Horizonte. 

No Norte e Centro-Oeste, a preparação considera principalmente seca, estiagem, calor intenso e risco de queimadas e incêndios florestais. Entre as medidas estão bases da Força Nacional do SUS em Porto Velho, Manaus, Belém, Campo Grande e Brasília; Centros de Informação em Saúde e Clima em Santarém, Belém e Cuiabá; o Painel de Poluição Atmosférica e Saúde Humana; informes sobre queimadas; Mapa de Calor Extremo; zonas de resfriamento e pontos de hidratação. 

Na Amazônia, a estratégia foi reforçada pela ampliação da atenção básica, com 24,9% de crescimento no número de equipes de saúde, 24,6% de aumento da frota de UBS Fluviais e 95% de ampliação das pessoas vinculadas às equipes de Saúde da Família e Saúde da Família Ribeirinha entre 2023 e 2026. 

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Próximas etapas 

O secretário-executivo substituto Nilton Pereira Junior destacou que a proposta do Ministério da Saúde é garantir uma resposta rápida às populações afetadas, com responsabilidade sanitária e adequada aplicação dos recursos públicos. “O governo federal tem o papel de dialogar, estabelecer parcerias e oferecer apoio técnico e financeiro aos estados e municípios. Entre as medidas estão recursos emergenciais, medicamentos e profissionais da Força Nacional do SUS, que conta com bases regionais para apoiar os territórios conforme a necessidade. A participação dos movimentos sociais e dos conselhos de saúde também é fundamental para mobilizar gestores e ampliar o acesso às ofertas do governo federal”, afirmou. 

Como encaminhamento do evento, o Ministério da Saúde irá sistematizar as contribuições apresentadas, encaminhar as demandas às áreas responsáveis e, quando necessário, promover articulação intersetorial no Governo Federal. Também está prevista a disponibilização dos materiais do encontro, a continuidade do diálogo com movimentos sociais e territórios e o aprimoramento das ações de preparação e resposta, considerando as diferentes realidades locais. 

Jaciara França
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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