Saúde

Ministério da Saúde articula ações prioritárias para saúde de mulheres vulnerabilizadas na capital federal

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Para promover a construção coletiva e participativa de ações estratégicas de implementação, no Distrito Federal (DF), o Ministério da Saúde (MS) realizou, nesta quarta-feira (26), em Brasília, a oficina piloto da Agenda Nacional Prioritária para o Enfrentamento ao HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais, HTLV, Sífilis e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis em Mulheres Vulnerabilizadas. O objetivo é fortalecer a articulação entre o Ministério, a gestão local e a rede intersetorial

Organizado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), em parceria com o Governo do DF, o evento propôs, entre os principais desafios, discutir a interoperabilidade entre sistemas de informação para garantir o registro nominal e o acompanhamento contínuo de casos; a integração das políticas de equidade com as demais políticas assistenciais e de vigilância; a elaboração e um protocolo clínico baseado em vulnerabilidades reais e não apenas de risco clínico, considerando os múltiplos aspectos humanos; e a redução da pobreza menstrual – que, especificamente no DF, atinge a 271 mil mulheres com falta de acesso a produtos de higiene básica para o ciclo menstrual.

Os participantes trabalharam durante todo o dia em grupos, sob orientações da equipe organizadora, para identificando quais são as vulnerabilidades na realidade local, principais ações estratégicas que se aplicam para o território e propostas de atividades. Foram considerados quatro eixos para a dinâmica de debates: a articulação intra e intersetorial, a prevenção, o cuidado e a governança de sustentabilidade da agenda. A proposta da Agenda consiste no movimento de colocar em práticas as “Diretrizes para o enfrentamento do HIV/Aids e outras IST para mulheres em situação de vulnerabilidades”, publicada em 2023. O foco é estabelecer um instrumento em cada território que possa ser materializado em política efetiva para o público pretendido, com metas a nível estadual e federal.

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Para a coordenadora-geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e IST’s (Dathi), Pâmela Gaspar, a implementação do projeto piloto da Agenda Nacional Prioritária no Distrito Federal é um marco que demonstra a união de esforços entre o Ministério da Saúde, a sociedade civil e a gestão local. “Esta oficina é fundamental para traduzir a pauta em ações estratégicas concretas, com responsabilidades e prazos bem definidos. A implementação visa fortalecer a articulação intersetorial, garantindo que a atenção, prevenção e cuidado das mulheres vulnerabilizadas às doenças citadas, no DF, sejam uma prioridade de atenção contínua e sustentável. A partir desta experiência, adaptaremos e replicaremos a iniciativa em todo o território nacional”, argumentou.

A apresentação que embasou as discussões do grupo foi realizada pela gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Beatriz Maciel Luz, e incluiu a contextualização

epidemiológica de HIV/Aids, sífilis e outras ISTs na região, além das principais motivações que expõem as mulheres a situações de vulnerabilidade em dimensões diversas. “Agora, sim, teremos a concretização desse trabalho. Por isso é tão importante vocês estarem aqui. Essa agenda é a potência da construção coletiva de muitos esforços pelas mulheres vulnerabilizadas do Distrito Federal, que está sendo solidificada. Não são camadas fugazes, são camadas necessárias e concretas para alcançarmos essas mulheres”, declarou.

Quem são as mulheres vulnerabilizadas?

As vulnerabilidades são resultantes dos determinantes sociais da saúde (DSS), que consistem em condições que influenciam a saúde, a longevidade e os níveis de risco a que as pessoas estão expostas. Entre os DSS, podem ser considerados os fatores sociais, econômicos, culturais, étnico-raciais, psicológicos e comportamentais, além de moradia, alimentação, escolaridade, renda e emprego. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define-os como as condições em que as pessoas nascem, crescem, trabalham, vivem e envelhecem, e as forças e sistemas que moldam a vida diária.

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A definição de conceito de mulheres vulnerabilizadas nesta agenda, por sua vez, é amplo e foi estabelecido após um processo de construção coletiva que envolveu uma consulta pública. Nacionalmente, o conjunto de mulheres vulnerabilizadas ao HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais, HTLV, Sífilis e outras ISTs abrange diferentes situações, contextos ou características, destacando-se as mulheres vivendo com as infecções e doenças citadas anteriormente; trabalhadoras do sexo; em situação de rua; trans e travestis, lésbicas e bissexuais; intersexo; usuárias de álcool e outras drogas ou parceiras de pessoas usuárias; privadas de liberdade; em cumprimento de medidas socioeducativas, egressas do sistema prisional; indígenas, de povos originários e ribeirinhas; do campo, da floresta e das águas, quilombolas, de comunidades tradicionais; gestantes, vítimas de violência, adolescentes, idosas, em situação de extrema pobreza ou insegurança alimentar, atingidas por desastres ambientais, refugiadas, expatriadas e apátridas, com deficiências físicas ou intelectuais, com doenças raras e crônicas ou com redução de capacidade laboral, com sofrimento psíquico, com albinismo, de comunidades periféricas e de difícil acesso, nascidas com HIV por transmissão vertical, além de outras vulnerabilizadas identificadas em cada território.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Com apoio do SUS, Projeto de Emprego Apoiado possibilita inclusão de 700 pessoas com deficiência no mercado de trabalho

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Por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD), o Ministério da Saúde apoia iniciativas que promovem autonomia e inclusão profissional de pessoas com deficiência. Entre elas está o Projeto de Emprego Apoiado, da Associação Brasileira de Emprego Apoiado (ABEA), que, nesta primeira etapa, beneficia 700 participantes. A apresentação do projeto ocorreu nesta quinta-feira (13), no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Com a metodologia do Emprego Apoiado, a ação aproxima trabalhadores, empresas, poder público e entidades para ampliar oportunidades de inclusão profissional. Na prática, o suporte acompanha diferentes etapas da trajetória profissional, desde a preparação para o mercado de trabalho até a inserção e permanência no emprego. A proposta vai além da conquista da primeira vaga, oferecendo também cursos de qualificação e acompanhamento para que as pessoas com deficiência possam desenvolver suas habilidades, crescer profissionalmente e permanecer no mercado de trabalho. 

“O local de trabalho tem que ser um espaço de promoção da saúde, não de adoecimento. Não se trata apenas de cumprir uma cota obrigatória para as empresas, mas de acolher e incluir as pessoas com deficiência, humanizando o ambiente de trabalho para todos os trabalhadores e trabalhadoras”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Com duração de dois anos, a ação é viabilizada pelo Ministério da Saúde com R$ 3,9 milhões captados de empresas e instituições por meio do Pronas/PCD. Dos 700 atendidos, entre 400 e 450 devem ser inseridos no mercado de trabalho. O atendimento inclui pessoas com deficiência física, auditiva, visual, intelectual e múltipla, com foco em contratação sem discriminação. 

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Sobre o Pronas/PCD 

O Pronas/PCD é uma estratégia do Ministério da Saúde para fortalecer ações de prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e assistência. Na prática, o programa permite que instituições sem fins lucrativos apresentem projetos ao Ministério, de R$ 250 mil a R$ 4 milhões, e depois captem os recursos diretamente com empresas e bancos. Quem doa para um projeto aprovado recebe incentivo fiscal previsto em lei. 

Desde sua criação, o Pronas/PCD já aprovou 940 projetos, viabilizando aproximadamente R$ 975,5 milhões. O programa se consolidou como instrumento estratégico de financiamento das políticas de atenção à saúde da pessoa com deficiência. É nesse contexto que surge o Projeto de Emprego Apoiado da ABEA. A expectativa é transformar qualificação profissional em oportunidades reais de trabalho, garantindo que pessoas com deficiência não apenas acessem o mercado formal, mas também tenham condições de permanecer e se desenvolver nas empresas.  
 
Vacinação contra o sarampo para metalúrgicos e população 

Junto ao lançamento, os metalúrgicos puderam se vacinar contra o sarampo. A estratégia é levar a imunização para mais perto das pessoas e conter o avanço de casos importados. Em São Bernardo do Campo, o Ministério da Saúde recomendou a ampliação da oferta da vacina tríplice viral: agora, qualquer pessoa entre 6 meses e 59 anos pode se vacinar. O objetivo é elevar as coberturas vacinais, proteger população e reduzir o risco de transmissão. Nesses três municípios, a orientação é ofertar a vacina para pessoas nessa faixa etária.

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A intensificação ocorre após a identificação de casos relacionados à importação do vírus e tem como objetivo elevar as coberturas vacinais, ampliar a proteção da população e reduzir o risco de transmissão. Em São Paulo, 3,2 milhões de doses da vacina tríplice viral foram destinadas ao reforço do abastecimento, garantindo a continuidade da ação de bloqueio vacinal. 

Em 2026, até o momento, o país confirmou 24 casos. Três foram encerrados sem risco de disseminação e 21 permanecem em acompanhamento em São Paulo: um em Guarulhos, dois em São Bernardo do Campo e 18 na capital. 

A vacina utilizada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é uma dose adicional e não substitui as doses previstas no calendário de rotina, administradas aos 12 e aos 15 meses. Para as demais faixas etárias, a necessidade de vacinação será avaliada pelos profissionais de saúde de acordo com a idade e o histórico vacinal. A atualização da caderneta também permite identificar e corrigir eventuais atrasos em outras vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. 
 
Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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