Saúde

Ministério da Saúde atualiza manual de enfermagem para qualificar o cuidado às pessoas com dengue

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O Ministério da Saúde (MS) acaba de divulgar a 3ª edição do Manual de Enfermagem para o Manejo Clínico da Dengue. A publicação tem como objetivo fortalecer a atuação da enfermagem no atendimento às pessoas com suspeita ou confirmação da doença em todos os níveis de atenção à saúde, e reúne orientações técnicas atualizadas, baseadas em evidências científicas. A iniciativa contribui para a qualificação do cuidado, a segurança do paciente e a redução de complicações e óbitos relacionados à arbovirose.

O documento, de 110 páginas, foi elaborado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) em parceria com a Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) e a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), e detalha atribuições da enfermagem ao longo de todo o percurso assistencial, desde o acolhimento e a classificação de risco até o monitoramento clínico, o manejo de sinais de alarme e o acompanhamento da evolução dos casos. Além disso, orienta a organização dos serviços de saúde para atendimento aos pacientes, incluindo fluxos assistenciais, definição de responsabilidades e articulação entre os diferentes níveis de atenção.

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A publicação reforça o papel estratégico da área na identificação precoce da gravidade e na tomada de decisões oportunas. O material é voltado a enfermeiras e enfermeiros que atuam na atenção primária, nos serviços de urgência e emergência e na rede hospitalar.

Segundo o diretor do Departamento de Ações Estratégicas e Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente (DAEVS), Guilherme Werneck, o conteúdo também aborda aspectos fundamentais da vigilância em saúde, destacando a importância da notificação oportuna, da integração entre assistência e vigilância epidemiológica e da organização dos fluxos de atendimento nos serviços de saúde. “Ao alinhar práticas clínicas e ações de vigilância, o manual contribui para uma resposta mais eficaz do Sistema Único de Saúde (SUS) frente aos períodos de aumento da transmissão da dengue”, explicou.

O manual reforça a humanização do cuidado, a comunicação com pacientes e familiares e o trabalho em equipe multiprofissional, que faz parte das estratégias do Ministério da Saúde para o enfrentamento das arboviroses, reconhecendo a enfermagem como categoria essencial para a qualidade da atenção, a resolutividade dos serviços e a proteção da vida, em conformidade com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde amplia até dezembro resgate vacinal contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos

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Com quase 300 mil doses aplicadas, o Ministério da Saúde prorrogou, até 31 de dezembro de 2026, a estratégia de resgate vacinal contra o HPV. A iniciativa é voltada a adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não possuem registro de vacinação contra o vírus e busca ampliar a proteção desse público, facilitando o acesso ao imunizante em todo o país e reduzindo a circulação viral.

Desde o início da estratégia, mais de 287 mil doses já foram aplicadas nessa faixa etária, sendo 124.172 no público feminino e 163.502 no masculino. Com a prorrogação, a pasta reforça a orientação para que estados e municípios ampliem a vacinação fora das unidades de saúde, com ações em escolas, universidades e outros espaços frequentados por jovens. Também são recomendadas parcerias com sociedades científicas, organizações da sociedade civil, instituições religiosas, órgãos de classe e veículos de comunicação.

A estratégia foi criada para ampliar a proteção de adolescentes e jovens que não receberam a vacina na idade recomendada, reduzindo o número de pessoas suscetíveis à infecção pelo HPV e fortalecendo a prevenção de cânceres associados ao vírus.

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A vacinação é a principal forma de prevenção contra o HPV, vírus relacionado sobretudo ao câncer do colo do útero, além de tumores de pênis, vulva, ânus e da região da boca e da garganta. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer, o Brasil poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028.

A inclusão dos meninos na estratégia amplia a proteção coletiva e contribui para prevenir doenças que atingem ambos os sexos. Os estados devem elaborar seus planos de vacinação de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, com estratégias voltadas à busca ativa e à ampliação do acesso à vacina.

Saiba quem pode se vacinar contra o HPV

A vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Até 31 de dezembro de 2026, adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam o imunizante também podem procurar uma unidade de saúde para se vacinar.

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O imunizante também está disponível para grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV, transplantados, pacientes oncológicos, usuários de PrEP e pessoas com papilomatose respiratória recorrente, conforme as recomendações do Ministério da Saúde.

Os registros e a situação vacinal podem ser consultados pelo aplicativo Meu SUS Digital.

Acesse a campanha de vacinação contra o HPV

Amanda Milan
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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