Saúde

Ministério da Saúde avança para levar conectividade a 1.983 unidades de saúde

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O Ministério da Saúde amplia e na qualifica a infraestrutura digital do Sistema Único de Saúde (SUS). Serão 1.983 unidades de saúde de todas as regiões do país contempladas com internet de alta velocidade e infraestrutura interna de conectividade a partir da homologação do resultado do Edital de Chamamento nº 238/2026.

A iniciativa integra o Novo PAC Saúde e a estratégia de Conectividade Significativa do Ministério da Saúde. A ação é realizada em parceria com o Ministério das Comunicações e viabilizada por meio do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).

O resultado foi homologado pelo Conselho Gestor do Fust na segunda-feira (29), durante a 27ª Reunião Extraordinária, e publicado pelo Ministério das Comunicações no Diário Oficial da União desta terça-feira (30). Ao todo, 44 prestadoras foram habilitadas e 30 tiveram propostas selecionadas. A previsão é que as conexões sejam concluídas até junho de 2027.

Com internet de alta velocidade e redes internas de Wi-Fi, as unidades terão melhores condições para ampliar o uso da telessaúde, dos prontuários eletrônicos, dos sistemas de informação e de outras soluções digitais do SUS. A infraestrutura também fortalece a integração de dados por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), apoia o trabalho das equipes e contribui para a continuidade do cuidado.

Para subsidiar a elaboração do edital, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), realizou o levantamento das unidades sem conectividade ou com acesso insuficiente à internet e definiu as especificações técnicas necessárias para que as conexões atendam às demandas dos serviços de saúde.

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A estratégia de Conectividade Significativa considera não apenas a disponibilidade de internet, mas também velocidade, estabilidade, cobertura interna, equipamentos, manutenção e suporte adequados ao funcionamento das unidades e ao uso efetivo das soluções de Saúde Digital.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a conectividade é uma infraestrutura essencial para sustentar a transformação digital do SUS. “Essa ação dá muita força para sustentar a transformação digital, porque a força de um sistema nacional público de saúde da dimensão do SUS é a Atenção Primária. A conexão de internet e a infraestrutura de Wi-Fi dentro da unidade são avanços muito importantes”, afirmou Padilha.

“A ampliação da conectividade para quase 2 mil unidades de saúde é mais um passo importante para fazer a Saúde Digital chegar aos territórios que mais precisam. Com o apoio do Fust, fortalecemos a infraestrutura necessária para ampliar a telessaúde, integrar informações e apoiar o trabalho das equipes do SUS”, afirmou a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad.

A iniciativa se soma a outras ações conduzidas pelo Ministério da Saúde para ampliar a infraestrutura digital do SUS, fortalecer a telessaúde e levar serviços especializados a municípios e comunidades mais distantes dos grandes centros.

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“Estamos dando mais um passo para universalizar a internet no país e agilizar os atendimentos no SUS. Levar conectividade às unidades de saúde significa encurtar distâncias, facilitar o acesso a especialistas por meio da telessaúde e garantir que o histórico do paciente esteja acessível na tela do médico”, ressaltou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

A região Nordeste concentra a maior parte das unidades incluídas no resultado, com 923 estabelecimentos, seguida pelo Sudeste, com 623. As regiões Norte, Sul e Centro-Oeste terão, respectivamente, 198, 141 e 98 unidades conectadas.

Fust Direto

Este é o terceiro edital da modalidade direta do Fust e o primeiro destinado à área da saúde. Na modalidade direta, as conexões são executadas pelas prestadoras de serviços de telecomunicações com recursos próprios. As empresas selecionadas podem utilizar parte do valor de suas contribuições obrigatórias ao Fust para executar os projetos aprovados, conforme as regras estabelecidas no edital.

A aplicação do Fust na saúde amplia o alcance do fundo e fortalece a infraestrutura necessária à transformação digital do SUS. Com conectividade adequada, as unidades passam a contar com melhores condições para utilizar a telessaúde, os prontuários eletrônicos, os sistemas integrados e outras soluções digitais voltadas à qualificação do cuidado e da gestão.

Max de Oliveira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Câmaras Técnicas discutem qualificação da atenção às doenças renais e à traumato-ortopedia no SUS

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O Ministério da Saúde realizou, em 26 de agosto, duas agendas técnicas voltadas ao aprimoramento da atenção especializada no Sistema Único de Saúde (SUS): pela manhã houve a Câmara Técnica Assessora de Traumato-Ortopedia e pela tarde houve a primeira reunião ordinária da Câmara Técnica Assessora em Atenção à Pessoa com Doença Renal. Ambas reuniram gestores, especialistas e profissionais para discutir desafios e necessidades específicas de cada área.

Os encontros funcionam como espaços de apoio técnico à organização da assistência, permitindo analisar a oferta de serviços, identificar necessidades e discutir medidas relacionadas ao acesso, às linhas de cuidado e à qualificação do atendimento à população.

“As Câmaras Técnicas permitem reunir diferentes experiências e conhecimentos para analisar os desafios encontrados na assistência e apoiar o aprimoramento das linhas de cuidado. São espaços importantes para qualificar o planejamento e contribuir para que a atenção especializada esteja cada vez mais organizada e integrada às necessidades dos usuários do SUS”, destaca o diretor do Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET), Arthur Melo.

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Atenção à pessoa com doença renal

Na agenda dedicada à doença renal, as discussões estiveram concentradas na organização da linha de cuidado, desde a prevenção e o diagnóstico até o acompanhamento e o acesso às diferentes modalidades de tratamento.

A 1ª Câmara Técnica Assessora em Atenção à Pessoa com Doença Renal reúne gestores, profissionais de saúde, especialistas, pesquisadores e representantes de serviços para subsidiar tecnicamente o planejamento e o aprimoramento da assistência oferecida no SUS.

Entre os temas trabalhados pelo colegiado estão a qualificação de protocolos assistenciais, a análise de indicadores e a identificação de desafios relacionados ao acesso ao cuidado. O trabalho também contribui para avaliar a organização da oferta de serviços e os mecanismos de regulação, financiamento e monitoramento.

As discussões buscam apoiar uma assistência integrada entre os diferentes pontos da rede de atenção, considerando as necessidades das pessoas com doença renal ao longo de todo o percurso de cuidado.

Traumato-ortopedia

Na outra agenda, a 4ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica Assessora de Traumato-Ortopedia tratou dos desafios relacionados à atenção traumato-ortopédica no SUS.

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O encontro reuniu gestores, especialistas e representantes da área para discutir o acesso da população aos serviços, a organização das linhas de cuidado, as filas e os tempos de espera, a capacidade assistencial e a qualificação da atenção especializada.

Também foram abordadas as diferentes etapas do atendimento, que incluem diagnóstico, tratamento clínico e cirúrgico, reabilitação e acompanhamento pós-operatório. A integração dessas etapas é importante para assegurar a continuidade do cuidado ao paciente dentro da rede de saúde.

A Câmara Técnica também subsidia discussões relacionadas à organização da rede, procedimentos, tecnologias, financiamento e prioridades assistenciais. O objetivo é aproximar o planejamento das necessidades identificadas nos serviços e nos territórios e apoiar decisões técnicas baseadas em evidências e na experiência dos profissionais que atuam na assistência.

Com pautas e objetivos específicos, as duas reuniões realizadas no dia 26 integram o trabalho técnico de qualificação da atenção especializada no SUS e de organização do cuidado de acordo com as necessidades de cada área assistencial.

Patricia Coelho
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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