Saúde

Ministério da Saúde fortalece ações para ampliar o cuidado à saúde dos homens

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Novembro é o mês de conscientização da saúde do homem, marcado pela prevenção do câncer de próstata. O Ministério da Saúde reforça, no entanto, que o cuidado com a saúde deve ser integral e ampliado ao longo de todo o ano. É importante que os homens mantenham caderneta de vacinação atualizada e o acompanhamento regular com profissionais de saúde, com a realização de consultas e exames de rotina 
 
Para incentivar que os homens busquem atendimento de saúde de forma contínua, o Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (Pnaish). A estratégia atua em cinco eixos: acesso e acolhimento, paternidade e cuidado; doenças prevalentes na população masculina, prevenção de violências e acidentes e saúde sexual e reprodutiva. 

Os homens vivem, em média, sete anos a menos do que as mulheres no Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa diferença está ligada não apenas a fatores biológicos, mas também a comportamentos de risco, como o consumo abusivo de álcool, tabagismo, má alimentação e exposição à violência, além da baixa adesão no autocuidado.  

Em 2025, até o mês de setembro, a Atenção Primária à Saúde (APS) registrou 106 milhões de atendimentos a homens. No mesmo período, foram 203 milhões de atendimentos a mulheres.  

Para o coordenador de Atenção à Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Celmário Castro Brandão, a construção social da masculinidade ainda afasta os homens dos cuidados básicos. “Nosso desafio é difundir uma agenda de atenção integral à saúde dos homens, integrando prevenção de doenças, promoção da saúde e toda a assistência necessária. É essencial superar os desafios estruturais e culturais que afastam os homens do cuidado, além de garantir uma atenção mais equitativa e acessível”, destaca.   

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Câncer de Próstata 
 
Promover o cuidado em saúde entre homens e ampliar o diagnóstico precoce de câncer de próstata são prioridades do Ministério da Saúde. Para diminuir os casos e o número de mortes pela doença está sendo elaborado o Manual de Alta Suspeição do Câncer. 

A publicação dividida em três partes: uma introdução sobre as responsabilidades das Redes de Atenção à Saúde, orientações para o cuidado de pessoas com suspeita de câncer na Atenção Primária e recomendações práticas sobre sinais e sintomas por diferentes topografias, como pele, mama e sistema nervoso central.  

A investigação do câncer de próstata é feita pelo exame de sangue (PSA) e o toque retal. Com o resultado positivo, o paciente é encaminhado para a realização da biópsia. A detecção precoce aumenta em 90% as chances de cura. O diagnóstico e tratamento estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) para toda a população masculina. 

Prevenção e cuidado contínuo 

O câncer de próstata ocupa a segunda posição entre os tipos mais comuns da doença no país e é considerado mais frequente na terceira idade: 75% dos casos ocorrem em homens com mais de 65 anos. 

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Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a média de cirurgias de próstata na rede, entre 2022 e 2024, foi de 200 procedimentos ao ano, sendo 52% laparoscópicas e 48% robóticas. O número estimado de casos novos para cada ano do triênio 2023–2025 é de 71.730. 

Entre 2022 e 2024, São Paulo, Bahia e Minas Gerais foram os estados que mais realizaram cirurgias oncológicas pelo SUS, com aumentos de 34,20%, 10,35% e 6,51%, respectivamente. 

No mesmo período, também se destacaram em quimioterapia São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com crescimentos de 24,55%, 19,36% e 16,67%. Em relação à radioterapia, os maiores volumes foram registrados em São Paulo e Minas Gerais, com aumentos de 34,86% e 46,87%. 

Segundo dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), houve diminuição na taxa de mortalidade por câncer de próstata no Brasil entre 2013 e 2023. Era 30,6 e, em 2023, foi de 27,5. Em São Paulo, em 2013, a taxa era 27,5 e em 2023, caiu para 25,1. 

Ana Célia Costa e Luciano Marques  
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministro da Saúde realiza visitas técnicas em Santa Casa de Curitiba e Hospital Angelina Caron, em Campina do Sul (PR)

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou, neste sábado (8), visitas técnicas a unidades de saúde no Paraná. Na capital, a agenda incluiu a Santa Casa de Curitiba, que possui 146 anos de trajetória. Em Araçatuba, Campina Grande do Sul (PR), a visita foi no Hospital Angelina Caron, que oferta serviços de alta complexidade, incluindo oncologia e transplantes.

“Estamos em Curitiba para acompanhar de perto investimentos e ações que estão fazendo diferença na vida da população. Na Santa Casa, a parceria com o Ministério da Saúde e a Prefeitura de Curitiba tem permitido ampliar a realização de cirurgias e exames, contribuindo para reduzir o tempo de espera no SUS. Também vamos conhecer novos equipamentos e as novas estruturas de atendimento e diagnóstico. No Hospital Angelina Caron, acompanhamos a chegada de um equipamento moderno de radioterapia, que amplia a capacidade de atendimento aos pacientes que precisam desse tratamento. E, no Pequeno Cotolengo, conhecemos o trabalho de fortalecimento da reabilitação para pessoas com deficiência física e intelectual, além das iniciativas de cuidado com a população idosa”, afirmou o ministro.

Com 367 leitos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), a Santa Casa de Curitiba é a maior produtora de Oferta de Cuidado Integrado (OCI) e de cirurgias realizadas no âmbito do Agora Tem Especialistas, política permanente instituída pela Lei nº 15.233/2025. Até abril deste ano, 32,8 mil cirurgias foram realizadas pela unidade.

A Santa Casa de Curitiba possui habilitações para diversos serviços de alta complexidade no SUS, incluindo assistência cardiovascular, cirurgia vascular, hemodiálise, cuidados prolongados e atenção especializada às pessoas com obesidade. Também é habilitada para a realização de transplantes de córnea/esclera, rim, coração, tecido musculoesquelético e válvula cardíaca humana. Em 2025, foram realizados 40 transplantes na Santa Casa de Curitiba.

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O Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo amplia sua atuação na rede pública de saúde do Paraná com a habilitação como Centro Especializado em Reabilitação II (CER II), nas modalidades de reabilitação física e intelectual. A nova habilitação fortalece a oferta de atendimento especializado para crianças, adolescentes, adultos e idosos, ampliando o acesso a serviços essenciais para a recuperação funcional, a autonomia e a qualidade de vida. Com a ampliação, a capacidade de atendimento anual passa de 9,8 mil para mais de 44 mil atendimentos, incluindo pessoas com deficiência física e intelectual.

O Hospital Angelina Caron oferece atendimento em 30 especialidades e reúne serviços de média e alta complexidade, com assistência em áreas como cardiologia, oncologia, transplantes, hemodiálise e radioterapia. A unidade realiza também exames de imagem, cirurgias, além de atendimentos de urgência e internações em UTI, garantindo cuidado especializado aos pacientes do SUS.

Em 2025, mais de 128 mil pacientes foram atendidos no local, sendo 90% da rede pública. As cirurgias realizadas no hospital no ano passado somam 30,3 mil procedimentos. A população paranaense conta com 16 salas de cirurgias, e desde maio deste ano, com um combo a mais de cirurgia geral.

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Santas Casas fortalecem a assistência no SUS

Em 6 de agosto, foi sancionada a Lei nº 2465/2026, que prorroga até 2030 o prazo para aplicação de recursos do FGTS em operações de crédito destinadas a entidades hospitalares filantrópicas e instituições sem fins lucrativos que prestam serviços de forma complementar ao SUS, por meio do Programa Caixa Hospitais FGTS.

As Santas Casas têm papel estratégico na oferta de serviços para pacientes da rede pública, especialmente em municípios onde são referência para o atendimento da população. Essas instituições contribuem para ampliar o acesso a consultas, exames, internações, cirurgias e procedimentos de média e alta complexidade, além de atuarem em áreas como urgência e emergência, oncologia, cardiologia e terapia intensiva. Também fortalecem a regionalização da assistência ao atender pacientes de municípios vizinhos.

Em 2025, as Santas Casas do Brasil realizaram 1,3 milhões de internações. No atendimento ambulatorial, foram 74,1 milhão de procedimentos. No mesmo período, as instituições filantrópicas responderam por 1,8 milhão das 14,9 milhões de cirurgias eletivas realizadas pelo SUS.

As entidades sem fins lucrativos também têm participação na rede de transplantes. Entre 2012 e maio de 2026, foram responsáveis por 59,7% dos transplantes realizados pelo SUS, o equivalente a 157,5 mil procedimentos, incluindo transplantes de coração, fígado, pulmão, rim, intestino, córnea e medula óssea.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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