Saúde

Ministério da Saúde inaugura reforma e ampliação de Casai no Amazonas

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O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), deu um importante passo no fortalecimento da atenção à saúde indígena, com a reforma, ampliação e inauguração da 1ª etapa da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) Tefé, no estado do Amazonas. A entrega, ocorrida no dia 16 de dezembro, qualifica a infraestrutura e amplia a capacidade de atendimento a indígenas do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Médio Rio Solimões e Afluentes (MRSA).

Nesta primeira etapa da reforma e ampliação da Casai Tefé, foram executadas intervenções estruturais, funcionais e sanitárias. Entre as principais ações, destacam-se: a implantação de novo sistema de esgotamento sanitário, com substituição integral da rede existente e instalação de sistema de tratamento por biodigestor, promovendo melhorias sanitárias e ambientais; e a reforma completa do bloco de alojamento e cozinha, incluindo reconstrução dos banheiros, substituição de pisos, portas, janelas, cobertura e forro, adequação das instalações elétricas e hidrossanitárias, pintura, construção da sala da nutricionista e do Depósito de Material de Limpeza (DML), além da instalação de aparelhos de ar-condicionado.

A entrega ainda inclui a construção de novo alojamento tipo redário, com capacidade para 12 leitos e três banheiros, executado em sistema construtivo steel frame, ampliando a capacidade de acolhimento da unidade; a adequação do bloco administrativo, com reorganização dos ambientes, criação de copa, salas técnicas, recepção, enfermagem, arquivo, Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF), áreas destinadas à equipe multidisciplinar, espaço de conforto e banheiro, além da modernização das instalações; e a execução de serviços complementares e externos, como construção de muro lateral, adequação da entrada de energia elétrica, instalação de quadros de distribuição, reconstrução da rampa de acesso principal, pintura de áreas comuns e aplicação da identidade visual institucional.

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Sesai presente – O evento contou com a presença da secretária adjunta de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, e de representantes da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) MRSA, e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), além de autoridades civis e militares, organizações indígenas e trabalhadores da saúde indígena. A participação reforçou o compromisso institucional com o diálogo permanente, o respeito às especificidades culturais e a promoção de um cuidado digno, qualificado e intercultural aos povos indígenas.

Durante a agenda, foi ressaltada a condução da gestão do Dsei MRSA sob a coordenação de Ercília Tikuna, cuja atuação tem fortalecido um modelo de atenção sensível às realidades locais, contribuindo diretamente para a melhoria do acolhimento e das condições de atendimento na Casai de Tefé. A entrega da unidade é resultado do trabalho articulado entre a Sesai e o Dsei MRSA, com envolvimento direto da coordenação distrital e das equipes técnicas, com atuação relevante do Serviço de Saneamento Ambiental Indígena (Sesani), na execução das intervenções.

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A inauguração do equipamento marca a conclusão de uma etapa estratégica de um processo contínuo de fortalecimento da estrutura da unidade. A iniciativa reafirma o compromisso da Sesai com a qualificação da rede de atenção à saúde indígena e com a ampliação de espaços mais adequados, acolhedores e humanizados para os povos indígenas atendidos no território. A ampliação da Casai seguirá em novas etapas, garantindo melhores condições de atendimento, respeito cultural e cuidado integral aos usuários do serviço.

Sílvia Alves
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde amplia diálogo com movimentos sociais na preparação do SUS para impactos do El Niño

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O Ministério da Saúde apresentou, nesta quarta-feira (23), estratégias para preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para os impactos das mudanças climáticas e de fenômenos como o El Niño. Durante a roda de conversa virtual “El Niño 2026/2027 e saúde: participação social e resposta nos territórios” foram discutidas a preparação e a resposta do SUS diante das emergências climáticas e os desafios para a saúde pública nos diferentes territórios. 

O evento foi iniciado com uma palestra do secretário-executivo substituto do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Júnior, que apresentou um panorama sobre o planejamento do SUS para esses desafios.  A roda de conversa reuniu, além de representantes do Ministério da Saúde, movimentos sociais, conselhos, lideranças, pesquisadores e diferentes territórios, com o objetivo de compartilhar informações sobre o tema e ouvir experiências, preocupações e propostas. 

Na abertura, foi destacada a importância de manter um diálogo permanente com os movimentos sociais para o enfrentamento dos impactos climáticos, considerando as desigualdades entre os territórios. O diálogo resultou em uma lista de desafios que foram agrupados por áreas para orientar a elaboração de propostas. 

SUS se prepara para os desafios

A partir de outubro, o Brasil entra em uma janela de maior atenção, que se estende até março de 2027, com riscos diferentes de acordo com cada território. A estratégia do Ministério da Saúde considera previsões climáticas, histórico de eventos, vulnerabilidades e capacidade de resposta local.

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No Sul, a maior probabilidade de chuvas intensas, temporais e inundações, especialmente na primavera, orientou ações como o fortalecimento da Força Nacional do SUS em Porto Alegre, a atuação dos Centros de Informação em Saúde e Clima em Porto Alegre e Curitiba, planos de contingência para chuvas intensas, linhas de cuidado em saúde mental pós-desastre e emissão de alertas e boletins para qualificação das equipes.

No Nordeste e Sudeste, onde os principais riscos incluem calor extremo, temperaturas acima da média e ondas de calor, o SUS ampliou medidas de proteção, como o Mapa de Calor Extremo, zonas de resfriamento, pontos de hidratação e preparação da rede assistencial com protocolos específicos. No Nordeste, a estratégia também considera a estiagem severa, com bases da Força Nacional do SUS em Salvador, Recife e Fortaleza e envio antecipado de medicamentos. No Sudeste, há ainda a atuação da Força Nacional no Rio de Janeiro e do Centro de Informação em Saúde e Clima em Belo Horizonte. 

No Norte e Centro-Oeste, a preparação considera principalmente seca, estiagem, calor intenso e risco de queimadas e incêndios florestais. Entre as medidas estão bases da Força Nacional do SUS em Porto Velho, Manaus, Belém, Campo Grande e Brasília; Centros de Informação em Saúde e Clima em Santarém, Belém e Cuiabá; o Painel de Poluição Atmosférica e Saúde Humana; informes sobre queimadas; Mapa de Calor Extremo; zonas de resfriamento e pontos de hidratação. 

Na Amazônia, a estratégia foi reforçada pela ampliação da atenção básica, com 24,9% de crescimento no número de equipes de saúde, 24,6% de aumento da frota de UBS Fluviais e 95% de ampliação das pessoas vinculadas às equipes de Saúde da Família e Saúde da Família Ribeirinha entre 2023 e 2026. 

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Próximas etapas 

O secretário-executivo substituto Nilton Pereira Junior destacou que a proposta do Ministério da Saúde é garantir uma resposta rápida às populações afetadas, com responsabilidade sanitária e adequada aplicação dos recursos públicos. “O governo federal tem o papel de dialogar, estabelecer parcerias e oferecer apoio técnico e financeiro aos estados e municípios. Entre as medidas estão recursos emergenciais, medicamentos e profissionais da Força Nacional do SUS, que conta com bases regionais para apoiar os territórios conforme a necessidade. A participação dos movimentos sociais e dos conselhos de saúde também é fundamental para mobilizar gestores e ampliar o acesso às ofertas do governo federal”, afirmou. 

Como encaminhamento do evento, o Ministério da Saúde irá sistematizar as contribuições apresentadas, encaminhar as demandas às áreas responsáveis e, quando necessário, promover articulação intersetorial no Governo Federal. Também está prevista a disponibilização dos materiais do encontro, a continuidade do diálogo com movimentos sociais e territórios e o aprimoramento das ações de preparação e resposta, considerando as diferentes realidades locais. 

Jaciara França
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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