Saúde

Ministério da Saúde lança editais para fortalecer a inovação e a qualidade do atendimento no SUS

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Estão abertas, até o dia 11 de junho, as inscrições para o edital do Laboratório de Inovação em Saúde do Programa Mais Médicos (LIS-PMMB). O objetivo é transformar experiências bem-sucedidas do Sistema Único de Saúde (SUS) em referências para todo o país. Podem participar médicos, gestores e equipes que atuam no programa, com iniciativas que impactem diretamente a qualidade, a resolutividade e a organização do cuidado nos territórios — especialmente em áreas de maior vulnerabilidade.

O resultado está previsto para o início de agosto de 2026. As propostas podem abordar temas como fortalecimento do vínculo com a comunidade, participação popular, promoção da equidade, integração ensino-serviço e avanços em saúde digital. Também são incentivadas ações voltadas à equidade racial e à saúde da população negra.

As iniciativas selecionadas passarão por avaliação técnica especializada e poderão ser apresentadas em eventos nacionais, além de integrarem publicações e materiais institucionais que contribuem para a qualificação do SUS. O edital foi desenvolvido em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

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Reconhecimento de boas práticas na APS

Paralelamente ao LIS-PMMB, estão abertas, também até 11 de junho, as inscrições para o edital de Boas Práticas na Atenção Primária à Saúde (APS), conduzido pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

A iniciativa faz parte do Programa de Qualidade e Desempenho Profissional (ProQuali) e é voltada exclusivamente a profissionais vinculados ao provimento federal do eixo vínculo. O resultado será divulgado no dia 16 de julho.

O edital reconhece práticas que utilizam indicadores de saúde para qualificar o cuidado, ampliar o acesso e enfrentar desafios concretos nos territórios. A proposta é valorizar institucionalmente as experiências e incentivar sua replicação em outras regiões do país.

Acesse o edital do Laboratórios de Inovação em Saúde (LIS)

Consulte o edital de Boas Práticas da AgSUS

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Anna Elisa Iung
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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