Saúde

Surto de Hantavírus no navio não representa risco para o Brasil

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O Ministério da Saúde informa que o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo, segundo avaliação mais recente da Organização Mundial da Saúde. O surto com casos confirmados e suspeitos em passageiros de um navio com histórico de circulação na América do Sul está sendo investigado sem impacto direto para o Brasil até o momento.

Não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil, variante relacionada ao episódio raro de transmissão interpessoal registrados na Argentina e no Chile, e que está em circulação no navio. Os casos humanos no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas. Até o momento, o país identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, e nenhuma transmissão entre pessoas.

Os dois casos confirmados de Hantavírus no Paraná não têm qualquer relação com a situação internacional atualmente monitorada pela Organização Mundial da Saúde. No ano passado, o Brasil registrou 35 casos da doença. Em 2026, até o momento, sete casos foram confirmados.

Especialistas destacam que a transmissão entre pessoas do hantavírus do tipo Andes é considerada limitada e costuma ocorrer em contatos próximos e prolongados. Apesar disso, ambientes como navios de cruzeiro exigem atenção devido à grande circulação de pessoas e ao compartilhamento de espaços fechados. Até o momento, as medidas de isolamento e controle adotadas pelas autoridades sanitárias internacionais são adequadas para reduzir o risco de disseminação.

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A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), doença que pode comprometer pulmões e coração. O vírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados, especialmente pela inalação de partículas presentes no ambiente contaminado.

No país, a hantavirose é uma doença de notificação compulsória há mais de duas décadas, permitindo o monitoramento contínuo dos casos humanos e dos genótipos virais circulantes.

Cenário epidemiológico no Brasil

Desde a identificação da doença no Brasil, em 1993, até dezembro de 2025, foram confirmados 2.412 casos e 926 óbitos. Os dados recentes apontam tendência de redução. Em 2025, o país registrou 35 casos e 15 óbitos, menor número desde o início da série histórica recente. Em 2026, até o momento, foram confirmados sete casos, sem relação com a situação internacional

O Ministério da Saúde mantém vigilância contínua em todo o território nacional, com ações de controle ambiental, orientação à população e monitoramento epidemiológico.

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Saiba mais sobre a doença da hantavirose

Amanda Milan
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Rede Colabora APS: encontro nacional apresenta 30 iniciativas de boas práticas e anuncia inscrições para próximo ciclo

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Brasília (DF) sediou o último Encontro Nacional da Rede Colaborativa de Inovações em Atenção Primária à Saúde – Rede Colabora APS do primeiro ciclo nos dias 6, 7 e 8 deste mês. A iniciativa do Ministério da Saúde e da Fiocruz reuniu 30 experiências de boas práticas de todas as regiões do País e anunciou a abertura das inscrições para o próximo ciclo do programa de intercâmbio: de 11 de maio a 9 de junho.

“Agradeço a participação de gestoras, gestores, secretárias e secretários de saúde que, durante o processo de trabalho da Rede, se deslocaram de seus municípios para outro território a fim de conhecer experiências bem-sucedidas, trazendo para dentro da gestão ganhos importantes no cuidado, além do intercâmbio constante entre os profissionais de saúde”, salientou a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas.

O evento contou com a entrega do livro Rede Colabora APS – Experiências inovadoras na APS do SUS, que reúne detalhes das 30 iniciativas, e a exibição de oito web documentários que retratam as experiências dos grupos de profissionais em intercâmbio nos territórios. Esses vídeos estarão disponíveis no site da Rede a partir da segunda quinzena de maio.

Foto: Marlon Max/MS
Foto: Marlon Max/MS

O idealizador da Rede e vice-diretor da Escola de Governo em Saúde (ENSP/Fiocruz), Eduardo Alves Melo, afirmou que a iniciativa é um sucesso, já que identificou, mapeou e sistematizou as vivências dos profissionais, assim como das 30 experiências inovadoras. Para ele, “o conteúdo produzido em versão audiovisual e impressa traz visibilidade e coloca em evidência a diferença que a APS e o SUS fazem na saúde das pessoas”.

Experiências inovadoras

A nutricionista da equipe de saúde da APS, Tatiane Santos, falou sobre seu trabalho contemplado pela Rede: “é um privilégio para mim e meu grupo estar aqui e contar do importante trabalho que desenvolvemos para transformar nosso antigo grupo Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) em equipe Multiprofissional para a APS (eMulti). Foi um trabalho de gestão muito estratégico, que apresentou nossa resolubilidade e muita articulação”.

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Os projetos apresentados envolvem diversas temáticas, como: cuidado a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), vigilância ambiental na zona rural, atenção odontológica, inserção do DIU por enfermeiras, acesso ao implante contraceptivo subdérmico, transformação digital, gestão inovadora, qualificação dos profissionais, abordagem a pessoas com sobrepeso, equidade, saúde prisional, vigilância alimentar, entre outras.

Confira as informações sobre todas as 30 iniciativas

Futuro da APS no Brasil

Uma das atividades do evento foi o Conversatório, que teve transmissão ao vivo e possibilitou um debate aberto com os participantes, que puderam levar suas dúvidas sobre o futuro da APS no Brasil. Entre os debatedores estavam Claunara Schilling Mendonça, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Hêider Aurélio Pinto, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Renato Tasca, da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a secretária Ana Luiza Caldas e o vice-diretor Eduardo Alves Melo.

Além disso, foram promovidas oficinas em temas estratégicos em promoção da equidade de gênero, práticas antirracistas, internações por condições sensíveis à APS, ampliação do acesso à saúde e incorporação de tecnologias no cuidado, essa última promovida diretamente pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), com todas as vagas preenchidas. “Essas tecnologias, compreendidas para além dos equipamentos em si, podem ampliar o acesso, fortalecer a coordenação do cuidado e qualificar a capacidade de resposta no território quando incorporadas ao cotidiano das equipes”, ressaltou a coordenadora de Atributos e Ações Estratégicas da APS, Juliana Fernandes.

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2º ciclo de captação de experiências inovadoras na APS

O novo ciclo de experiências está organizado em dois grandes eixos temáticos: ampliação do acesso na APS e fortalecimento das interfaces entre atenção primária e atenção especializada. O objetivo é identificar estratégias que enfrentam barreiras de acesso, fortalecer a coordenação do cuidado, promover a integração entre serviços e qualificação do manejo das condições de saúde.

Até 20 experiências serão selecionadas para um percurso colaborativo de três a seis meses, envolvendo atividades formativas, intercâmbios, encontros presenciais e virtuais, visitas locais e espaços de aprendizagem coletiva, reforçando o caráter de cooperação voltado à experimentação e troca de saberes entre diferentes territórios do país.

Sobre a Rede

Fruto de parceria iniciada em setembro do ano passado entre o Ministério da Saúde, que atua como financiador e apoia tecnicamente o projeto, e a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP Fiocruz), responsável pelo gerenciamento e execução da Rede, a iniciativa obteve 472 trabalhos inscritos em edital, dos quais 30 foram selecionados. 

A Rede utiliza a cooperação horizontal e troca de experiências para promover o intercâmbio a partir de visitas presenciais aos territórios onde as experiências foram desenvolvidas. O objetivo é constituir um instrumento de trabalho, de médio e longo prazo, para o fortalecimento da gestão e da organização de equipes na APS. Os encontros favorecem a problematização das práticas e contribuem com reflexões sobre o cuidado e o processo de trabalho levando em conta a realidade dos territórios.

Confira o edital da chamada pública

Inscreva-se para 2º ciclo de captação de experiências inovadoras na APS

Para saber mais, acesse o site da Rede Colabora APS

Renata Osório
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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