Saúde

Ministério da Saúde lança Laboratório de Inovação em Saúde voltado à formação em epidemiologia no SUS

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O Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), lançou o Laboratório de Inovação em Saúde – Iniciativas Educacionais em Epidemiologia Aplicadas aos Serviços de Saúde do SUS (EpiLab). Com o objetivo de mapear, valorizar e dar visibilidade a experiências de formação em epidemiologia desenvolvidas em todo o Brasil, o EpiLab contribuirá para o fortalecimento da vigilância e do Sistema Único de Saúde.

A iniciativa também propõe a sistematização de conhecimentos, o estímulo à troca de experiências e a divulgação de práticas inovadoras que ampliem o uso da epidemiologia aplicada na saúde pública. Podem participar trabalhadores e gestores de instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos, com iniciativas educacionais em epidemiologia implementadas entre os anos de 2020 e 2025, com carga mínima de 20 horas, concluídas ou em andamento. 

As propostas devem se enquadrar em um dos quatro eixos temáticos: 1) formação acadêmica em epidemiologia aplicada; 2) epidemiologia de campo; 3) educação permanente em epidemiologia para aplicação em vigilância em saúde; ou 4) epidemiologia aplicada à gestão e à tomada de decisão. O edital está disponível para consulta e as inscrições estão abertas até o dia 7 de novembro de 2025. Os interessados devem acessar o Portal da Inovação na Gestão do SUS da OPAS/OMS: www.apsredes.org

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As 40 melhores iniciativas serão apresentadas em um webinário nacional, receberão certificado de reconhecimento e terão seus resumos publicados em um livro de edição especial. As quatro iniciativas mais bem avaliadas – uma para cada eixo temático – serão apresentadas na 18ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), em Brasília (DF), em abril de 2026. 

Histórico 

A Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), alinhada com a Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS) – e em conformidade com o Decreto nº 11.798, de 28 de novembro de 2023 – tem como atribuição coordenar a execução das atividades relativas ao uso da epidemiologia em todos os níveis do SUS. O EpiLab é uma ação realizada pela SVSA por meio da Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços, e reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a formação e valorização dos profissionais do SUS, promovendo o uso qualificado da epidemiologia como ferramenta essencial para respostas mais efetivas em saúde pública. 

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Por Suellen Siqueira  
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde inicia projeto-piloto com semaglutida em hospital federal de Porto Alegre

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, nesta sexta-feira (26), o início do uso da semaglutida, princípio ativo de um dos medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, em pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul. Durante a cerimônia, um paciente recebeu a primeira aplicação do medicamento, marcando o início da oferta dessa terapia em um hospital federal. A iniciativa integra um projeto-piloto que avaliará a efetividade, o impacto clínico e o custo do uso de medicamentos à base de GLP-1 no tratamento da obesidade no SUS.

“O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura. Nesse primeiro momento, ela é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e até mesmo para tratamento de cânceres”, disse o ministro Padilha.

Para o estudo, denominado Real- Bari, foi implementado o protocolo de pesquisa para uso da semaglutida em pacientes com obesidade, elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com a equipe técnica do GHC, com o objetivo de garantir maior segurança aos participantes e estabelecer diretrizes para o acompanhamento contínuo com médicos especialistas da unidade. No total, serão contemplados 250 pacientes do SUS já acompanhados pelo hospital com obesidade grave ou associada a outras morbidades, como comprometimento cardíaco, além de indicação para cirurgia bariátrica.    

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Esse público reflete o perfil assistencial da unidade, na qual 91% dos pacientes com obesidade apresentam a forma mórbida da doença. Dentre esses, apenas 47% possuem condições clínicas para realização de cirurgia bariátrica. A comorbidade mais prevalente nesse grupo é a hipertensão arterial.

Ao longo de dois anos de estudo, serão avaliados indicadores essenciais para compreender como o tratamento pode ser adaptado à realidade do SUS, como o percentual de perda de peso, a evolução da qualidade de vida, resultados de exames clínicos, condições pós-operatórias e os custos dos processos. Dessa forma, a pesquisa gerará evidências nacionais aplicáveis à prática clínica, contribuindo para orientar decisões assistenciais e subsidiar futuras estratégias de organização da atenção à obesidade grave.

A pesquisa será realizada com recursos transferidos ao hospital pela Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), provenientes de aporte financeiro da produtora do medicamento.

Seleção dos pacientes para o estudo

Além de já realizarem acompanhamento médico no Grupo Hospitalar Conceição, os pacientes selecionados precisam ter diagnóstico de obesidade estabelecido há pelo menos 12 meses e apresentar falha documentada no tratamento clínico convencional, como dietas estruturadas e prática regular de atividade física por pelo menos dois meses. Outro requisito é ter capacidade de compreender e realizar a autoaplicação da medicação ou contar com um cuidador para esse procedimento.

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Cuidado para obesidade no SUS

No ano passado, o SUS realizou 9,7 milhões de atendimentos relacionados à obesidade, um crescimento de 57% em relação a 2022. Esse aumento comprova a ampliação progressiva do acesso aos serviços de saúde. O cuidado à pessoa com obesidade começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com orientação nutricional, incentivo à atividade física, suporte psicológico e acompanhamento das equipes multiprofissionais (eMulti). 

O Ministério da Saúde investe em ações preventivas, como a estratégia Viva Mais Brasil, com investimentos de R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões neste ano. Atualmente, o Brasil conta com 1.775 Academias da Saúde, e a expectativa é credenciar mais 300 novos serviços até o final do ano. O Guia Alimentar para a População Brasileira fornece orientações baseadas em evidências científicas para promover uma alimentação saudável, considerando particularidades regionais, etárias, culturais, sociais e biológicas.

Os medicamentos à base de semaglutida e liraglutida não estão incorporadas no sistema público de saúde. A eventual incorporação de qualquer tecnologia ao SUS segue os critérios técnicos, científicos e orçamentários estabelecidos, com análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Taís Nascimento
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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