Saúde

Ministério da Saúde oferece atendimento técnico a gestores municipais durante Congresso do Conasems

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O Ministério da Saúde participa do 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) com um estande voltado ao atendimento técnico e à orientação de gestores de todo o país. A área reúne equipes das diferentes secretarias, departamentos e serviços técnicos para prestar informações e apresentar materiais relacionados a programas, projetos e ações desenvolvidos pelo órgão.

O estande foi pensado para ser um espaço de diálogo entre os mais de 13 mil gestores que passarão pelo congresso e que atuam diariamente na organização dos serviços de saúde em todo o país.

A proposta é oferecer um ambiente de diálogo direto entre os gestores com informações sobre políticas públicas, financiamento de ações, vigilância em saúde, atenção primária, assistência especializada, saúde digital, imunização, assistência farmacêutica, entre outros temas que fazem parte da rotina da gestão municipal.

Para a gerente da Estratégia Saúde da Família da Secretaria Municipal de Saúde de Osasco (SP), Juliane Pereira, o espaço ajudou a tirar dúvidas sobre a implantação da estratégia de Telessaúde no município. “Nós chegamos com muitos questionamentos em relação ao combo de equipamentos para a Telessaúde e conseguimos entender como utilizá-los, pegar os materiais orientativos e fazer parcerias para organizar essa estrutura no município”, afirmou.

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Além do suporte presencial, o público conta com materiais informativos e diretrizes técnicas voltados ao aprimoramento dos serviços locais de saúde. O diretor de Atenção Especializada da Secretaria Municipal de Saúde de Maués (AM), Roberto Henrique, destacou que a disponibilidade das equipes ministeriais simplifica o acesso dos gestores municipais a informações de interesse do cidadão.

“O estande traz para perto aquilo que muitas vezes encontramos apenas nos protocolos. Aqui conseguimos tirar dúvidas, compreender melhor os programas do SUS e fortalecer essa rede de apoio. Para os municípios do interior do Amazonas, onde o acesso é mais limitado, esse contato é muito produtivo”, ressaltou.

O espaço também permite que gestores apresentem demandas, compartilhem experiências e iniciativas desenvolvidas pelas diferentes áreas do Ministério da Saúde, reforçando a cooperação técnica entre os entes federativos.

Enfermeira da regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Cambará do Sul (RS), Denise Bittencourt falou sobre a qualidade do atendimento prestado pelas equipes técnicas e a organização do estande. “Conseguimos buscar informações sobre programas e editais, além de esclarecer questões específicas do município.”

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O 39º congresso do Conasems vai até o dia 15, no Centro de Eventos da FIERGS, em Porto Alegre (RS).

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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